16 de outubro de 2016

{Resenha} O Exorcista

Hoje a resenha é sobre o livro "O Exorcista" de William Peter Blatty.

Esse livro estava na minha estante há pouco tempo, porque resolvi lê-lo no Mês do Terror e acertei na leitura. 


O livro retrata a vida de Chris e Regan MacNeil. Mãe e filha viviam bem e tranquilamente, faziam algumas coisas juntas, e muitas vezes, enquanto Chris ensaiava para seu novo filme, Regs (carinhosamente chamada pela mãe) brincava no porão com um tabuleiro Oiuja perdido havia muito tempo ali. 

As coisas começaram a acontecer muito rápido e ao mesmo tempo passou despercebido por Chris. As batidas nas paredes, o quarto gelado, e o medo repentino da menina de seu amigo, Capitão Howdy, fizeram sua mãe ficar com um pulguinha atrás da orelha, porém a descrença em uma religião e até mesmo a falta de fé, fizeram com que esses acontecimentos passassem despercebidos e se agravassem. 

"...Começando no dia depois do aniversário de Regan, ela notara uma mudança repentina e drástica no comportamento e no humor da filha. Insônia. Irritabilidade. Acesso de raiva. Regan chutava objetos. Jogava coisas. Gritava. Recusava-se a comer..."
Regs começou a apresentar um comportamento agressivo, falava palavras de baixo calão e chegava a mencionar para a mãe que tinha medo. Chris, não sabia o que estava acontecendo e pensando que a filha estava desenvolvendo uma doença, foi em busca de médicos. Regan fez exames, passou por alguns especialistas e nada foi constatado. E quando um crime acontece, Chris se pergunta se sua filha pode estar possuída por uma entidade demoníaca ou não? A dúvida fará parte dela por um longo período. 

"...Um distúrbio dos nervos. Pelo menos, acreditamos ser isso. Não sabemos ao certo como funciona, mas é detectado geralmente no início da adolescência. Ela apresenta todos os sintomas: a hiperatividade, a irritabilidade, o mau desempenho em matemática."
E assim o Padre Damien Karras é procurado por Chris para tentar ajudar a filha e assim conseguir fazer com que ela se livre (do espirito que a está possuindo) e volte a ser a menina delicada e amorosa que sempre foi. 

O Padre Merlin é convocado e juntos (com Karras) farão de tudo para auxiliar essa família a voltar a normalidade. 
"...O demônio é um mentiroso. Vai mentir para nos confundir, mas também misturará mentiras e verdades para nos atacar. O ataque é psicológico, Damien..."
Blatty escreve de uma maneira única e envolvente. Eu assisti ao filme, há muito tempo e muitas coisas não lembrava, mas produzir mentalmente o que está sendo narrado é muito mais fascinante e posso dizer que é um livro aterrorizante. Cheguei a ter pesadelo por 2 dias, mas não consegui parar de ler e saber o que de fato iria acontecer com Rags. 

O mais interessante, é que Blatty nos faz questionar a fé (dos próprios padres), o que uma influência espiritual pode fazer conosco, ou até mesmo a Culpa como gatilho de uma influenciação, mas em nenhum momento ele envolve a religião ou nos induz em seguir ou criticar alguma, e isso no livro, para mim, é sensacional. O fato como podemos questionar a possessão, se realmente está acontecendo ou se é coisa da imaginação de Regs ou até mesmo de Chris. 

Eu posso dizer, que foi, um dos livros mais fascinantes de terror que li. Com narrativa que vai te fazer pular de susto, ou ficar com nojo, ou até mesmo ter pesadelos ou ainda ficar com raiva dos personagens, rs, é um misto de sentimentos e tudo dentro do mesmo livro e isso é o mais sensacional.

E quando você lê a última página, antes do prólogo, você se surpreende ainda mais. Só posso dizer que é fenomenal! Então...

Posso dizer que leiam, o livro é de terror sim, com uma pitada de suspense, e de noites em claros para saber o que irá acontecer com os personagens envolvidos e só posso dizer que você não vai se arrepender.

"Mas se todo mal do mundo faz a senhora pensar que pode existir um Diabo, como explica todo o bem do mundo?"


Livro: O Exorcista
Autor: William Peter Blatty
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 330
Sinopse: O mal toma várias formas. E a literatura e o cinema parecem se desafiar a criar inúmeras personificações desse mal. Seja com monstros, formas deformadas de nós mesmos, ou demônios, a indústria do entretenimento sempre foi bem-sucedida em representar a essência do nosso lado mais reprovável. O exorcista, no entanto, conseguiu ultrapassar esse limite.Inspirado em uma matéria sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, o escritor William Peter Blatty publicou em 1971 a perturbadora história de Chris MacNeil, uma atriz e mãe que está filmando em Georgetown e sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha de 11 anos, Regan. Quando a ciência não consegue descobrir o que há de errado com a menina e uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca. Cabe a Damien Karras, um padre da universidade de Georgetown, salvar a alma de Regan, enquanto tenta restabelecer sua fé, abalada desde a morte de sua mãe.Em O exorcista, Blatty conseguiu dar ao demônio a sua face mais revoltante: a corrupção da alma de uma criança. A jovem Regan é, ao mesmo tempo, o mal e sua vítima. Ela recebe a pena e a revolta dos leitores e espectadores em doses equivalentes e, mesmo quarenta anos depois, seu sofrimento e o abismo entre o que ela era e o que se torna continuam nos atormentando a cada página, a cada cena. Até, enfim, descobrirmos que não se trata apenas de uma simples história sobre o bem contra o mal. Ou sobre Deus contra o demônio. Mas sobre a renovação da fé.

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