18 de outubro de 2026

{Resenha} Meridiana

Hoje a resenha é sobre o livro "Meridiana" de Eliana Alves Cruz. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Comprei esse livro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano porque admiro muito a Eliana e amo a sua escrita.

Nesse livro, vamos conhecer a história de uma família que morava em um bairro mais humilde, na periferia, e se mudou para um condomínio em um bairro de classe média. Aurora e Ernesto estão casados há algum tempo e sempre sonharam em ter um cantinho para investir e criar os filhos gêmeos, Augusto e César, e a caçula, Meridiana.

A história é narrada pelos seis personagens desse núcleo familiar, que também inclui Zuleica, amiga do casal. O livro retrata a ascensão de uma família negra no Brasil, abordando as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos e das gerações.

Ao longo dessa história, vamos acompanhar a luta contra o Alzheimer e os possíveis impactos da doença na vida de cada integrante da família. Também conhecemos o sonho de conquistar a estabilidade financeira e profissional por meio de um concurso público e como o enrijecimento da vida pode afetar diretamente as pessoas que amamos. Além disso, a narrativa nos faz refletir sobre o preconceito, que está bem debaixo dos nossos olhos, mas que, muitas vezes, demoramos a enxergar.

Por meio de uma narração em primeira pessoa, vamos conhecendo as dores e as lutas de cada membro da família. Com muita delicadeza e simbolismo, a autora nos mostra as dificuldades enfrentadas por essa família para sair da favela Matadouro e conquistar respeito e um lugar ao sol em um condomínio de classe média no centro da cidade.

O livro também nos faz refletir sobre o quanto essa realidade afeta as crianças na escola e como elas precisam provar todos os dias que pertencem àquele lugar.

É um livro que nos convida a repensar as estruturas da nossa sociedade e a entender que o racismo, a homofobia e a misoginia podem, sim, matar. Também nos leva a refletir sobre como podemos combater todos esses preconceitos. É uma leitura que nos tira da zona de conforto e nos faz analisar nossas atitudes e nosso dia a dia.

Esse é o terceiro livro que leio da Eliana, e só posso dizer que, a cada leitura, fico ainda mais apaixonada pela escrita da autora. É impossível não se sentir incomodada com algumas questões levantadas ao longo da narrativa, e acredito que é justamente isso que torna essa leitura tão única e necessária.

Superindico a leitura deste livro e também recomendo os outros títulos da Eliana. Vocês não vão se arrepender!

Onde Comprar: Amazon


Título: Meridiana    
Autor: Eliana Alves Cruz
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 184   

Sinopse: "Sair da favela e ingressar na vida de classe média era o grande sonho de Aurora e Ernesto. Esse propósito era alimentado pelo amor e pelo desejo de criar filhos “prósperos, exemplares e respeitados pela melhor sociedade”. Deu certo.

Com sua prosa leve e, ao mesmo tempo, precisa, Eliana Alves Cruz constrói uma narrativa engenhosa sobre o processo de ascensão social de uma família negra. Cada personagem ― a mãe, o pai, os filhos e a filha ― conta a própria história em primeira pessoa. São testemunhos de uma travessia que nunca é igual para ninguém. Ao explorar a pluralidade de vozes, a autora alcança a complexidade que dá ao processo sua fisionomia particular.

Em tempos de desigualdades agudas e divisões de toda sorte, é fundamental olhar a realidade sob diferentes ângulos, explorar nuances e identificar caminhos que nos permitam criar um terreno comum de diálogo. Meridiana faz jus ao nome, conecta polos no espaço e no tempo e nos ensina como passar adiante as conquistas que acumulamos, garantindo que as gerações futuras não se percam e sigam ancoradas no chão da vida.

Três gerações de um Brasil negro e desigual que, apesar da dor e do trauma, mostra que tem, sim, caminho. Um baita romance, escrito em seis vozes. Um caleidoscópio imperdível!  ― Bianca Santana

Identificação e compreensão imediata. Foi assim que Meridiana me chegou. Os dilemas da ascensão social são retratados em detalhes tão particulares e íntimos que pareceram uma memória viva de minha casa. Questões comumente enfrentadas por uma pessoa preta ao adentrar novos círculos sociais surgem de um modo tão fiel que até arrepia. É o tipo de livro que dá vontade de economizar páginas, pra ficar lendo mais tempo. ― Lázaro Ramos"



7 de outubro de 2026

{Resenha} O canibal de Nine Elms

Hoje a resenha é sobre "O canibal de Nine Elms" de Robert Bryndza.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E, nesse primeiro livro de uma série de três, vamos conhecer a detetive Kate Marshall. Eu estava muito curiosa para conhecer essa personagem, principalmente porque adoro a escrita do Robert.

Kate era uma jovem detetive promissora, em busca de um caso de grande impacto. Ela estava investigando o Canibal de Nine Elms quando acaba prendendo o serial killer. Mas, ao mesmo tempo, sua vitória acabou se tornando seu pior pesadelo, e Kate se viu obrigada a abandonar o que mais amava: fazer parte da polícia.

Quinze anos depois, já como professora universitária, Kate se depara com um caso parecido com a primeira morte cometida pelo Canibal de Nine Elms. Seria muita coincidência? Kate começa a investigar o caso com a ajuda de seu assistente, Tristan Harper. E, a partir daí, várias coisas acontecem, fazendo com que a gente questione muito o sistema policial.

Quando entendi, logo no início, o que havia acontecido com Kate, fiquei um pouco chateada, porque ela foi ridicularizada e humilhada e acabou perdendo o que mais amava: sua profissão e sua equipe de trabalho.

No decorrer da leitura, a gente se depara com a mente de um serial killer perverso e manipulador. E também com o quanto as mulheres de Robert são combativas e não têm medo. É cada buraco em que a Kate se enfia que só por Deus, rs.

Gostei bastante da trama e achei que ela se desenvolveu bem. Mas, confesso que me incomodou um pouco todo o drama vivido por Kate. Sabemos que ela perdeu muitas coisas e que tudo isso é muito impactante para a vida dela, mas o autor poderia ter poupado aquele final. Aí já acho sofrimento demais.

O livro faz você querer saber mais e mais. A escrita de Robert é muito instigante, e a maneira como ele vai entrelaçando os fatos narrados deixa a gente com um misto de ansiedade e prazer, e isso é muito interessante. Em vários momentos, me peguei torcendo para que tudo acabasse logo e para que Kate conseguisse sair das enrascadas em que se meteu.

Eu gosto bastante do Robert, então sou suspeita, mas quer ler um thriller arrepiante, com um final e um plot twist que vão fazer você se surpreender? Então vem ler esse aqui!

Onde Comprar: Amazon


Título: O canibal de Nine Elms    
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg 
Páginas: 352   

Sinopse: Kate Marshall era uma jovem e promissora detetive quando prendeu o serial killer que assombrou o bairro de Nine Elms, na região sul da cidade de Londres. Mas, devido a uma série de circunstâncias inesperadas, sua maior vitória de repente se transformou em um pesadelo. Traumatizada, traída e publicamente humilhada, Kate foi obrigada a se afastar e a abandonar sua carreira.
Após quinze anos, ainda que atormentada pelos traumas de sua experiência na polícia, Kate tenta seguir sua vida em uma pacata cidade da costa inglesa. Mas, um dia, ela recebe uma carta que a leva imediatamente para o passado: pistas que se assemelham demais àquelas que foram decisivas anos antes. Kate se vê, então, envolvida nos meandros de um caso que só ela poderá resolver.
Com um raro talento para desvendar mentes criminosas, Kate recorre ao seu instinto e às suas admiráveis competências de investigadora para enfrentar um caso cujo sucesso promete sua redenção. Mas há muito em jogo: não é só Kate que deseja capturar o assassino… ele também vai fazer de tudo para encontrá-la.
O canibal de Nine Elms é o primeiro livro de uma nova série do aclamado autor Robert Bryndza. A combinação perfeita entre uma história instigante, uma escrita consistente e uma leitura prazerosa para os amantes de thrillers.


22 de setembro de 2026

{Resenha} Não jogue fora um homem bom desses

Hoje a resenha é sobre o livro "Não jogue fora um homem bom desses" de Ana Emília Cardoso. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu achei bem curioso o título desse livro, por isso fiz a leitura. Eu queria entender se o título era a real ou só um trocadilho, rs.

E o livro começa de uma maneira bem inusitada: em meio à pandemia, Estela e Beto se percebem em um casamento infeliz. Os dois não assumem isso de fato, mas os quase vinte e cinco anos juntos e a rotina fizeram com que houvesse um desgaste nessa relação. E é com a separação que nossa história se desenrola.

Os dois estão beirando os cinquenta anos e, de repente, se veem "solteiros" nessa fase da vida. Estela tenta de tudo para reconquistar o marido. Ela acredita que algumas de suas atitudes acabaram contribuindo para o fim do relacionamento. Por outro lado, Beto tenta pagar de santo da história, enquanto os dois seguem suas vidas separadamente.

O que mais me chama a atenção nessa história é que a nossa protagonista se vê em uma situação na qual precisa lidar com as dificuldades da vida, do trabalho, da filha adolescente e dos paqueras que conhece pelo caminho. E acho que me trouxe bastante incômodo o fato de Estela não conseguir ficar sozinha, não conseguir lidar com toda a situação da separação e o quanto ela se submete para conseguir migalhas do ex-marido.

Eu achei a leitura bem interessante, tirando esse ponto que me incomodou: o fato de que mulheres acima dos quarenta anos também têm desejos, vontades, crises e tensões, mas, ainda assim, parece que sempre precisam transparecer aquela imagem de supermulher. Aqui, Estela mostra isso, e nós, leitores, conseguimos visualizar suas fragilidades e até mesmo a necessidade de tentar suprir a falta de um relacionamento, como se isso fosse uma obrigação.

Não tem como não olhar para esse ex-marido e pensar que, ao longo dos anos de relacionamento, ele também não conseguiu fazer nada de diferente ou excitante para conquistar essa mulher, a ponto de fazê-la se sentir amada, desejada e querida.

A escrita da autora é bem fluida e leve, o que faz com que seja uma leitura bem rápida. Eu gostei da leitura. Fica a reflexão sobre o quanto valem — ou não — essas relações que começam muito cedo e que acabam fazendo com que o próprio casal perca um pouco a sua individualidade, ou até mesmo deixe de se enxergar como um indivíduo, com gostos pessoais e personalidade própria.

Vale aí a reflexão.

Onde Comprar: Amazon

Título: Não jogue fora um homem bom desses
Autor: Ana Emília Cardoso
Editora: Faria e Silva        
Páginas: 152    

Sinopse: O que sente uma mulher quando se separa de alguém que ela acreditou amar por tanto tempo? Após quase vinte e cinco anos de casamento, no meio da pandemia, Estela e Beto ― ambos beirando os 50 anos ― têm uma crise que culmina com sua separação. Narrado do ponto de vista da mulher, Não jogue fora um homem bom desses é um relato que parece estar acontecendo no apartamento ao lado do seu. Divertido e reflexivo, o livro respeita o luto da relação sem vitimizar os envolvidos. Ambientada na fria Curitiba ― que no livro mostra-se quente e animada ―, a narrativa traz olhares múltiplos sobre o fenômeno real que está acontecendo no mundo todo: milhares de adultos estão solteiros porque não suportaram conviver com seus cônjuges durante o isolamento ou apenas porque, na iminência de morrer a qualquer momento, reavaliaram suas relações e decidiram mudar de status. Existe vida pós-casamento, e esse livro é a prova disso, além de ser uma leitura obrigatória para momentos de alegria ou tristeza matrimonial. Durante vinte e poucos anos de casamento com o "amor da sua vida", Estela era vez ou outra assaltada pela ideia de se separar ― pensamentos intrusivos que acabavam abandonados. Até que, numa noite de descontração, ela põe tudo a perder. Não jogue fora um homem bom desses é sobre esse "tudo": o que restava do casamento, no que ele se apoiava e quando, de fato, terminou. Este é um livro para casados e descasados, tristes e felizes. Com sinceridade estrogênica e bom humor, a obra faz uma tomografia dos sentimentos por trás de um divórcio. Com o tempo, o abandono, a raiva e a vergonha dão lugar a sensações inesperadas ― que surpreendem tanto a protagonista quanto o leitor. 
O que Estela revela ao dividir suas dores, reflexões e novos amores, é que mesmo sob o medo da solidão, com sagacidade e gingado, é que há vida ― e liberdade ― do outro lado.

24 de agosto de 2026

{Resenha} A cabeça do santo

Hoje a resenha é sobre o livro "A cabeça do santo" de Socorro Acioli. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu confesso que demorei muito tempo para ler este livro, mas gente, que delícia de leitura! Que bom que eu li agora.

Nessa história, vamos conhecer Samuel, um jovem que, após fazer uma promessa para a mãe no leito de morte, se vê incumbido de procurar pelo pai perdido na sua cidade natal. Após caminhar de Juazeiro do Norte até Candeia, Samuel se vê sozinho e machucado em uma cidade na qual não foi acolhido como imaginava que seria.

Após um tempo perambulando, ele se abriga dentro da cabeça de um santo para se proteger dos dias de sol intenso e seca, e das noites mais frescas. A cabeça era de Santo Antônio, que acabou abandonada e virou a maldição da cidade. Porém, Samuel começa a escutar a oração das mulheres que pediam auxílio ao santo para conseguir se casar.

Assustado, achou, de início, que estava ficando louco. Mas, ao perceber que se tratava dos pedidos dessas mulheres, Samuel, juntamente com Francisco, um jovem que se afeiçoou a ele logo de início, acaba criando um plano para manter o rapaz seguro e, ao mesmo tempo, ajudar as mulheres daquela cidadezinha.

Samuel é um jovem que não acredita em nada. Abandonado pelo pai quando era bebê, foi criado por uma mãe jovem e muito amorosa que faleceu cedo, deixando-o sozinho no mundo. Ele vai para a cidade natal de seu pai em busca de respostas e acaba entendendo qual é o seu propósito na vida. Ao se apaixonar por uma voz sem saber de quem é, Samuel compreende que ajudar os fiéis e as vozes que escuta na sua cabeça é o que faz a diferença na vida daquelas pessoas.

Em uma cidade marcada por brigas políticas, mentiras, traições e amor, vamos conhecendo a população de Candeia. Os personagens secundários são incríveis e muito bem construídos.

Em um livro que você se delicia da cabeça aos pés, Socorro Acioli relata a luta do povo do sertão, a crença, o amor e, ao mesmo tempo, a fé, mostrando que ela pode, sim, mover montanhas.

Eu amei a leitura! A escrita da Acioli é fluida e apaixonante. Já quero ler todos os livros dela, super indico!

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Título: A cabeça do santo
Autor: Socorro Acioli
Editora: Companhia das Letras    
Páginas: 176    

Sinopse: Desenvolvido na oficina de Gabriel García Márquez, o romance de Socorro Acioli conta a história de um jovem que descobre possuir o fantástico dom de ouvir as preces das mulheres para santo Antônio. Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará. Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são as preces que as mulheres fazem ao santo falando de amor. Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele ainda irá se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo. Já consagrada por seus livros infantojuvenis, a escritora Socorro Acioli apresenta este seu primeiro romance dirigido ao público adulto, desenvolvido na oficina Como Contar um Conto, promovida por Gabriel García Márquez em Cuba.

9 de agosto de 2026

{Resenha} Pedra Papel Tesoura

A resenha hoje é sobre o livro "Pedra Papel Tesoura" de Alice Feeney.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Hoje eu vou falar um pouco sobre essa leitura que eu demorei bastante tempo para fazer. Nessa história, vamos conhecer Adam e Amelia Wright que, depois de uma década de casamento, se veem estagnados na relação. Eles decidem passar o final de semana onde tiveram bons momentos na lua de mel: Amelia ganhou um final de semana em uma área bucólica, no interior da Escócia, e a partir disso as coisas vão acontecer.

Em uma narração simultânea entre Amelia e Adam, conhecemos um pouco de cada um deles dentro dessa relação e o que esperam desse final de semana.

A propriedade que eles visitam na Escócia começa a entregar coisas que eles não esperam. Uma caseira, que não podemos chamar exatamente de caseira, prepara a casa para a visita dos estranhos em um final de semana de frio e neve.

A relação dos dois é um pouco estranha. Adam nem sempre é verdadeiro com a esposa, e Amelia tenta a todo tempo mostrar o seu valor.

Até a última página ficamos concentrados em entender o que está acontecendo. Adam é aquele personagem de quem você gosta, mas que é dissimulado, e o final acaba nos surpreendendo. Amelia é aquela mulher apaixonada que esconde muitos segredos, que aos poucos serão revelados.

O final me deixou meio chocada, mas, ao mesmo tempo, um pouco revoltada. O que me incomodou mais no livro foram as pontas soltas que a autora deixou.

Achei a leitura fluida, os capítulos são curtos e é um thriller que vai fazer você tomar uns sustinhos, mas achei que o desfecho deixou bastante a desejar.

Onde Comprar: Amazon

Título: Pedra, Papel e Tesoura
Autor: Alice Feeney
Editora: Darkside Books    
Páginas: 288    

Sinopse: Dez anos de casamento. Dez anos de segredos. E um aniversário que eles nunca esquecerão. Há muito tempo as coisas andam erradas entre o sr. e a sra. Wright. O marido e roteirista Adam Wright é confessadamente um workaholic, e não consegue dar quase nenhuma atenção a tudo e a todos ao seu redor. Adam e Amelia estão casados há uma década, mas a paixão que um dia os uniu deu lugar a uma relação repleta de ressentimentos e brigas constantes. Determinados a dar uma última chance ao casamento, eles decidem passar um fim de semana romântico em um lugar aconchegante, bucólico e nada comum. No entanto, o que seria um retiro de reencontro se transforma em uma tempestade de neve onde perdemos a visibilidade diante de um jogo de ressentimentos, segredos e obsessão. Prepare-se para uma leitura eletrizante, onde nada é o que parece ser. Pedra Papel Tesoura, de Alice Feeney, é um suspense arrebatador e um dos primeiros títulos do projeto especial E.L.A.S. — Especialistas Literárias na Anatomia do Suspense, que integra a marca Crime Scene® Fiction, da DarkSide® Books e apresenta uma seleção criteriosa das mais criativas e inovadoras autoras contemporâneas do suspense mundial. A primeira obra de Feeney a fazer parte desse panorama literário mergulha em temas psicológicos profundos, como traumas, instabilidade emocional e memórias reprimidas. Isso acrescenta camadas a cada um dos personagens e contribui para a originalidade da trama. A história segue com protagonistas nada confiáveis que nos arrastam e nos aprisionam em seu mundo. Um relacionamento construído entre mentiras que se tornam pedradas a cada página e onde o papel moral de seus personagens se deteriora a cada capítulo. Um romance que toca em feridas, perfura e corta laços. Pedra Papel Tesoura guarda segredos até a última página. Alice Feeney, uma das autoras de suspense mais talentosas dessa nova geração, passeia por terrenos que outras evitariam atravessar e deixa uma pergunta ecoar. Você realmente conhece a pessoa com quem se casou?
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