23 de fevereiro de 2021

{Filme versus Livro} Agora e para sempre, Lara Jean

Olá, pessoal!

Foto retirada da internet

Hoje vamos falar um pouco sobre o último filme da franquia: Para todos os garotos: Agora e Para sempre, exibido na Netflix Brasil em 12 de fevereiro desse ano. 

E, para quem leu a série com os três livros, sabe que esse último filme prometia muitas ações na resolução do namoro de Lara Jean e Peter e nos acontecimentos relacionados a faculdade.

Já no início do filme, vimos a viagem para a Coréia que as irmãs e o pai faz mostrando a relação de afeto e amor que transborda na família. E no livro, essa viagem acontece um pouco mais para frente, mas tudo bem! A viagem a Nova York é um marco na relação dos dois pombinhos, pois no livro conseguimos ver as provas de amor que ele faz pela Lara Jean, porque até então, ela ainda estava um pouco insegura, mas é tão lindo no livro que senti bastante falta desse romantismo no filme. 

Eu senti falta no filme também do momento de intromissão da mãe do Peter no relacionamento dos dois e o quanto isso se torna crucial para o rompimento do casal. Lara Jean, na idealização de tentar ir para a Universidade que o Peter vai estudar, esquece que pode ter um mundo lá fora cheio de oportunidades, mas ainda assim, a relação não fica centrada só na não escolha dela, quando o Peter resolve que quer ir atrás da amada, sua mãe se desespera e faz de tudo para que aquele namorico de adolescentes não atrapalhe o futuro do filho. Eu senti muita falta dessa intromissão no filme, e até dessa aproximação com a sogra. 

Foto retirada da internet

Achei importante a parte do pai de Peter retratada no filme, mas achei que faltou alguma coisa, não vi muita emoção, muito envolvimento de ambos os lados, não sei, achei bem superficial. 

E, o final do filme é fofo demais, mesmo que tivesse sido um pouco diferente, mas a ideia central não mudou e fiquei bem feliz com isso, pois apesar de um filme que não foi muito focado nos acontecimentos centrais do livro, as cenas do casal e como eles lidaram com a crise pós formados ficou bem fofo. 

Ainda assim, apesar de tudo, é um filme fofo, bem sessão da tarde, sabe, mas acho que de alguma forma ele conseguiu desempenhar o papel principal, que era focar nessa escolha de faculdade dos dois pombinhos e no romance que ninguém acharia que daria certo. 

Bom, pessoal, não sei se esse foi o meu filme preferido, acho que ainda prefiro o primeiro, mas o livro é sensacional. E, se você ainda não leu essa trilogia, está fazendo o que ainda ai? Vai ler!




19 de fevereiro de 2021

{Resenha} Até que você se lembre

Hoje a resenha é sobre o livro "Até que você se lembre" de Pamela Campos de Souza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu recebi esse livro da própria autora, para ler e resenhar e confesso que me surpreendeu muito. 

No livro, vamos conhecer a história de Catharina e Vicente. Os dois são melhores amigos desde que se conhecem no primeiro dia de aula. Catharina com a sua irreverência e alegria, conquista o tão calado e tímido Vicente. E desde então, os dois não se desgrudam. 

Só que com a chegada da adolescência, Catharina percebe que não sente só um amor de amizade pelo Vicente, sente que algo mudou e não sabe como conversar com o amigo. Ainda assim, a amizade continua, e depois de três anos de agonia, Catharina se vê obrigada a falar, mesmo que isso causa a separação dos amigos. 

O que não esperava era que Vicente sofresse um acidente, o que mudaria o rumo da relação e da convivência dos dois da água para o vinho. 

O bom de ler esses romances mais clichês é que eles dão um quentinho no coração e você se permite vivenciar a sofrencia dos protagonistas. 

Catharina é uma adolescente decidida, mas ainda imatura e age com muita impulsividade, mesmo tendo pais que a auxiliam e a ajudam quando ela precisa, ainda bate muito a cabeça até entender o que de fato sente por Vicente. 

Já o nosso Vicente, é aquele típico adolescente que não sabe o que quer e que acha que o mundo está a sua disposição, então quando as coisas tomam outro rumo ele de fato acorda para a vida e se permite vivenciar as aventuras e desejos sem medo. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu gostei bastante dos protagonistas, mas amei mais a amiga da Catharina, Carol, que é doidinha e que não tem papas na língua, faz tudo para defender a amiga e vivencia um romance proibido que ficará marcado na história. 

Achei que o final poderia ter sido encurtado um pouco, visto que as cenas não se desenrolavam como aconteceu no início e meio do livro. De resto, o livro é bem fofinho, uma leitura que fará você voltar lá para os seus 17 anos e lembrar dos amores correspondidos, dos dramas vivenciados e de finais felizes, que é isso que todos desejamos. 

A escrita da Pamela é fluida e super rápida. Super recomendo! Vem embarcar comigo nesse embalos de sábado à noite teen. 


Onde Comprar: Amazon
Título: Até que você se lembre
Editora: Pamela Souza
Páginas: 423
Sinopse: Catharina e Vicente são melhores amigos desde os sete anos. Com a chegada da adolescência e, dos hormônios à flor da pele, ela percebe que não gosta dele somente como amigo, sentimento esse, que ela acredita não ser correspondido por ele. Em um ato impensado, Catharina acaba revelando ao melhor amigo o que sente e, ele não recebe a notícia da melhor forma, como já era esperado. Horas depois, ao sair de uma festa, Vicente sofre um acidente de carro e acorda, dias depois, com uma amnésia parcial, decorrente das lesões sofridas pela batida. Acontece que Vicente não se lembra de muitas coisas de sua vida, dentre elas, Catharina.
Os dois acabam ficando mais unidos no período de recuperação do jovem, mas Catharina sabe que quando a memória dele voltar pode perdê-lo para sempre.
O conto de fadas da garota apaixonada se torna um pesadelo, com dramas e intrigas. O amor prevalecerá quando tudo voltar ao normal? O amor verdadeiro pode superar o esquecimento de uma vida?

14 de fevereiro de 2021

{Resenha} Desconstruindo Una

 Hoje a resenha é sobre o livro "Desconstruindo Una" de Una. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu comprei essa graphic novel na Black Friday e peguei para ler despretensiosamente, pois para quem me conhece, eu não leio sinopse e sempre vejo resenhas em blogs depois de ter lido o livro, para ver a opinião do leitor. 

Alerta de gatilho para quem vivenciou ou conhece vítimas de violência/abuso sexual. 

Quando eu comecei a ler, vi que para além de uma graphic, Una nos traz dados de vários crimes cometidos por um serial Killer que matava mulheres em West Yorkshire, Inglaterra, entre 1975 e 1981 e faz um paralelo com a sua história. Achei isso maravilhoso, porque ela vem mostrando como a violência contra as mulheres nos silencia, nos culpabiliza e deixa marcas para uma vida. 

Una traz junto com todos os dados sua história. Uma criança marcada por uma violência que acabou fazendo dela uma "adulta" muito cedo. Uma violência que ela não sabia o que era, por ser criança. Passou por especialistas, médicos e ninguém descobria o que aquela criança, que se tornara uma adolescente apática e uma mulher com muitos traumas.  

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Una foi abusada na infância e conseguimos vislumbrar através do seu relato, que crianças são expostas o tempo todo, mas elas não são levadas a sério. A nossa autora preferiu se calar, porque acreditava que ninguém iria ouvi-lá. E esse relato é vivido pela a maioria das crianças, mas elas mostram sinais no comportamento de que algo está errado. 

E andando junto com a sua história, o assassino em série poderia ter sido desmascarado logo no início, através de um retrato falado fiel de uma adolescente que sobreviveu ao seu ataque, mas a polícia quis acreditar que o assassino só matava prostitutas, desvendando o caso mais de trinta anos depois. 

O que deixa mais evidente que crianças e adolescentes não são levados a sério, quando se trata de abuso e violência contra seu próprio corpo. 

O mais curioso e revoltante é que as primeiras mulheres mortas não eram prostitutas, elas só estavam bebendo em um bar sozinha e andando na rua a noite. Isso as fez culpadas. E ainda hoje, identificamos essa deslegitimação na fala da mulher e sua culpabilização.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

No livro, conseguimos identificar os anos de sofrimento da Una e em como ela não foi ouvida, nem mesmo por especialistas, então, esse livro é muito importante, para que possamos estar mais atentas ao comportamento e ações de nossas crianças. O que aconteceu com a Una, transformou sua vida de uma forma que ela teve que se reconstruir e se reconectar consigo mesma. O livro é muito importante por todas essas questões trazidas e pautadas pela autora. 

Então, se você ainda não leu, tá esperando o que para ler? Vem conversar comigo sobre esse assunto que é super importante, mas que se mostra muito tabu ainda nos tempos atuais. 


Onde Comprar: Amazon
Título: Desconstruindo Una
Editora: Nemo 
Páginas: 208
Sinopse: West Yorkshire, 1977. Um assassino em série está aterrorizando o pequeno condado inglês, e a polícia encontra dificuldade em resolver o caso – mesmo tendo interrogado o assassino (sem o saber) nada menos que nove vezes. Enquanto a história se desenvolve ao seu redor, Una, então com 12 anos, vivencia uma série de atos violentos pelos quais se culpa. Por meio de um entrelace de imagem e texto, Descontruindo Una examina o significado de se crescer em meio a uma cultura na qual a violência masculina não é punida ou questionada. Com uma retrospectiva de sua vida, Una explora sua experiência e se pergunta se algo realmente mudou, desafiando a cultura que exige que as vítimas de violência paguem por ela.

7 de fevereiro de 2021

{Resenha} Nada digo de ti, que em ti não veja

 Hoje a resenha é sobre o livro "Nada digo de ti, que em ti não veja" de Eliana Alves Cruz. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Gente, e não é que o nosso grupo de Whatsapp virou um Clube lindo?! Então, estamos lendo mensalmente um livro, e o do mês de Janeiro foi esse da Eliana. 

E que leitura minha gente! Eu só tenho a agradecer a Janaina, mediadora do Clube e leitora que eu conheci através de uma amiga e hoje virou uma amiga também. 

O livro é um romance histórico, que transpassa o Brasil de 1732. Um Brasil com senhores e escravos, com a chegada da inquisição, com os seus preconceitos e a sua população corrupta (existem coisas que não mudam, não é mesmo?). 

E a medida que a leitura evolui, conhecemos Vitoria, uma negra linda e super habilidosa com a faca, e além disso, que tem um grande dom de desvendar segredos e nas horas vagas acaba se envolvendo com Felipe Gama, filho mais novo de uma família tradicional, rica e que estava de casamento marcado com Sianinha Muniz, uma jovem sonhadora, que almejava coisas que não podia ter e que esperava casar, porque acreditava que só assim seria feliz. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E vamos conhecer Antonio Gama, pai de Felipe, e que ajuda seu filho mais velho Balthazar a administrar os bens da família no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, e que não vê a hora de entregar as tarefas ao filho mais novo. Antonio é casado com Manuella, sua segunda esposa e mãe de Felipe. O que Antonio não diz é que , o que apresenta de força e virilidade fora de casa, deixava a desejar dentro de casa. 

E vamos conhecer também Frei Saldanha Sardinha que veio de Portugal para fiscalizar e verificar como era a terra do pecado, como era vista o Brasil naquele tempo. 

E vamos conhecer Salvalu, um negro escravo, que fará de tudo para libertar seus amores e tentar planejar o futuro. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu poderia ficar aqui horas falando de todos os personagens e de como esse livro é importante, pois temos uma mulher trans, que está ali firme para mostrar a que veio e o narrador é perfeito, conseguimos navegar na história e conseguimos entender as nuances de cada personagem e como as histórias se entrelaçam. Além disso, a história traz nuances de como era o Brasil naquele século e podemos fazer uma comparação aos nossos dias atuais. Um Brasil com seus preconceitos, sua hipocrisia e sua fé fake, que justifica o ódio, a matança e as grandes traições. 

A escrita da Eliana é fluida e muito gostosa, eu li super rápido, então gente, vocês estão esperando o que para conhecer essa obra prima? Vem ler e embarcar nesse Rio de Janeiro do século XVIII. 


Onde Comprar: Amazon
Título: Nada digo de ti, que em ti não veja
Editora: Pallas
Páginas: 200
Sinopse: Uma cidade com milícia, racismo, fake news, delação premiada, conservadorismo, fanatismo religioso e ruas sujas. Parece 2020, mas esse é o Rio de Janeiro de 1732, ano no qual está ambientado o romance histórico “Nada digo de ti, que em ti não veja”, terceiro de Eliana Alves Cruz e o primeiro da autora premiada pela Pallas Editora. A narrativa é eletrizante. Entre as temáticas, salta aos olhos a transexualidade, raras vezes presente em uma trama de época, e as fake news tão em voga, através de cartas anônimas que ameaçam revelar alguns dos segredos mais bem guardados dos integrantes das duas famílias ricas que se cruzam nas 200 páginas do título. “Nada digo de ti, que em ti não veja” é também, como adiantou Elisa Lucinda na apresentação, a história de um amor impossível, forte e verdadeiro.

31 de janeiro de 2021

{Filme versus Livro} O Segredo de Emma Corrigan

Olá Pessoal, 

Hoje eu vou falar um pouco sobre o filme: "Pode guardar um Segredo?", que está disponível na Amazon Prime.

Foto retirada da Internet

Eu confesso que faz tempo que li esse livro, comprei e li super rápido, porque eu sou uma Sophielete de carteirinha. Essa adaptação estava prometida há muito tempo e quando eu a vi disponível em uma plataforma de streaming, fui correndo assistir. 

Emma Corrigan trabalha em um agência e é uma mulher muito insegura e infeliz no que faz. Apesar disso, namora, mora com duas amigas e está bem na sua vida quando precisa fazer uma viagem e se vê a beira da morte em uma turbulência. 

Emma tem pavor de voar e ao se ver no meio daquele caos no avião, começa a falar todos os seus segredos, desde os mais profundos, até os rotineiros do dia-a-dia. Só que Emma só se dá conta de que isso aconteceu quando o avião pousa e ela está sã e salva, e é acordada pelo homem que está a seu lado e que a ouve atentamente. 

E esse homem é nada mais, nada menos do que o CEO da empresa onde Emma trabalha, Jack Harper. 

O livro e o filme acontecem bem parecido, mas o que eu senti falta no livro é das características de Emma. O que me pareceu é que ela era bem insegura, o que de fato é e podemos ver no livro, só que além disso, pareceu que ela é fútil também. E que os seus segredos não tem tanta importância assim. Isso me incomodou um pouco no filme. 

E outra coisa que me incomodou foi o fato de os acontecimentos serem mais truncados, não houve uma explicação, acho que foi tudo muito rápido e passou muita coisa batida. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu não sei se gostei tanto do filme, mas vale a pena assistir, por ser um romance de sessão da tarde. Agora, se você quiser conhecer os segredos de Emma Corrigan, leiam o livro ou a resenha disponível aqui no blog e vejam o porquê eu sou tão apaixonada pela escrita da Sophie. 

Vem embarcar comigo nessa aventura. 

                                                                          Trailer Oficial



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