13 de novembro de 2019

{Resenha} Columbine

Hoje a resenha é sobre o livro "Columbine" de Dave Cullen.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

 Se eu falar para vocês que quando vi o lançamento desse livro, fiquei extremamente empolgada, vocês irão acreditar em mim? Pois é, eu fiquei e muito feliz.


Columbine é do selo Crime Scene da nossa Caveirinha e a leitura dele me deixou extremamente intrigada e ainda mais apaixonada por esse selo.

Dave Cullen é jornalista e vivenciou o ataque a Escola Secundária Columbine e ele relata nesse livro todos os momentos, o contato com a cena do crime, o contato (através de vídeos e os documentos do FBI) com os dois adolescentes que invadiram a escola e como ele ficou após o fato. Dave ficou dez anos escrevendo o livro e trouxe um relato minucioso de todos os detalhes do que foi o dia 20 de abril de 1999 em Littleton, Colorado.

Eric Harris e Dylan Klebold eram alunos do último ano do Ensino Médio e estavam planejando um atentado que iria acabar com a Escola e matar muitos, mas muitos adolescentes. 

Eric tinha dezessete anos quando começou a planejar nos mínimos detalhes o que seria e como faria o ataque. Ele era sedutor, muito inteligente, bom articulador e tinha um ar de superioridade master. Achava que ninguém estava no nível dele. E o seu desejo, relatado nos diários e vídeos caseiros, era acabar com a raça humana, além de ser intolerante com as minorias. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Dylan também tinha dezessete anos e desejava morrer. Acreditava que ninguém gostava dele. Tinha mania de perseguição. E muita ideação suicida. A depressão tomou conta dele por muito tempo e um pouco antes do ataque, a única coisa que queria era se libertar desse mundo. 

Antes de planejarem o ataque, eles já tinha sido pegos e havia um investigação pelo caminho. Eric conseguiu, com sua lábia e sua perspicácia, se livrar da condenação por roubo e ainda saiu muito elogiado pelos policiais e psicólogos envolvidos na investigação. Dylan, ao contrário, não aguentava mais essa baboseira toda e a única coisa que queria era morrer. 

O ataque foi planejado durante um ano. Eles queriam explodir a escola e matar todos os que tentassem salvar os alunos de dentro da escola. Dylan saiu de casa mais cedo do que todos os outros dias, Sue, sua mãe, chegou a perguntar o porque dele ter acordado tão cedo. Ele só disse tchau e nunca mais os seus pais puderam conversar com o filho. 

Os dois foram para a Escola, prepararam as bombas, mas na hora combinada, elas não funcionaram. Eles começaram a atirar, na verdade, Eric começou a atirar e viu naquilo uma diversão sem tamanha. Eles foram para a biblioteca do complexo e lá fizeram o maior número de vítimas. Trocaram tiros com a polícia e um pouco depois se suicidaram. Isso tudo aconteceu em menos de dez minutos. Tinham mais de dois mil alunos no prédio. A imprensa cobriu todo o ataque e a Polícia e Swat (Special Weapons And Tactics) já estavam preparadas para entrar, mas eles demoraram três horas para fazer isso. Um professor, querido por todos os alunos, morreu de tanto sangrar. A escola estava destruída, mas a pergunta que ficou no ar era: Por que?

Foram ao todo 13 mortos e 21 feridos. Os dois assassinos se mataram no fim. Alguns quiseram culpabilizar alguém e a imprensa ajudou criando várias hipóteses que foram quebradas depois de muitos anos. 

O rumo dos acontecimentos poderiam ter sido outro, se a imprensa não tivesse atrapalhado um pouco a atuação da polícia e auxilio as vítimas. Dave coloca isso muito bem no livro. Hoje ele repensa a forma como foi feita a cobertura do caso. Contudo, em 1999 ninguém sabia muita coisa, e esses atentados a escolas americanas estava no início. Eric e Dylan queriam viralizar, queriam ser "ídolos", queriam servir de inspiração para outros que viessem e em parte, eles conseguiram. 

E onde ficam os pais e educadores que não conseguiram ver o que já estava implícito no comportamento e nas ações dos dois adolescentes? Os pais foram culpabilizados. Os Harris, principalmente, não falam com a imprensa em hipótese alguma até hoje. Os Klebolds são um pouco mais maleáveis. Ficaram anos sem se pronunciar, até que a Sue, mãe de Dylan foi a algumas entrevistas e escreveu um livro. Ela se culpou durante muito tempo, pois o Dylan era uma criança carinhosa, sempre recebeu muito cuidado e amor. Ele havia ficado, um tempo antes do atentado, um pouco mais recluso, mas ainda assim, eles não conseguiram enxergar a tristeza profunda na qual o filho já estava afundado há um tempo. 

Os dois assassinos não vinham de famílias desestruturas. Eric era filho de militar, tinha uma educação muito severa e não sabia lidar com o generalismo do pai. A mãe era uma incógnita e sempre achava que o pai estava fazendo o que era certo. Hoje, estudiosos no assunto, afirmam que o Eric era um psicopata e que se estivesse vivo, poderia ter se tornado um assassino em série. Ele tinha prazer em enganar as pessoas e maltratar. Isso era um risco de sua personalidade sombria. Dylan era muito tímido e o fato de não se achar bonito, e que não chamava atenção das garotas, contribuía para a sua personalidade depressiva. 

Eu  confesso que fiquei bem tocada com toda a história e a forma como esses jovens morreram. Os que sobreviveram contam a história, mas não tem como não se emocionar com os pais que perderam seus filhos, inclusive os pais dos assassinos. 

Autor Dave Cullen na Livraria da Travessa na Booktour - 09/2019
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Eu poderia ficar aqui escrevendo horas sobre esse livro, sobre esses dois adolescentes que queriam e conseguiram chamar a atenção para jovens, que assim como Eric Harris tinha uma psicopatia e Dylan que tinha a depressão como uma doença pregressa. Acredito que houve muitas falhas da polícia local e dos paramédicos. A imprensa também errou feio, ao cobrir ao vivo algo tão grave e sério. Hoje, algumas vítimas poderiam ter se salvado se não fosse a ineficiência da equipe nesse sentido. E, muitos ficaram marcados, assim como Dave, o nosso autor. Ele relata que ficou anos na terapia, tentando lidar com tudo que viu e ouviu naquele fatídico dia 20 de abril. Foi um choque para o país e uma "chamada de atenção" para o mundo. 

Eu indico essa leitura de olhos fechados! Se faz necessária nos tempos atuais. E se você, se impressiona um pouco mais fácil, pode ser que a leitura seja gatilho, pois contém cenas detalhadas das mortes. Vem embarcar nesse mundo comigo.  

*Livro cedido em parceria com a Editora


Onde Comprar: Loja Oficial - Editora DarkSide
Título: Columbine
Autor: Dave Cullen
Editora: DarkSide Books
Páginas: 480
Sinopse: O dia 20 de abril de 1999 deixou uma marca indelével na história norte-americana. O Massacre de Columbine pode não ter sido o primeiro tiroteio em massa, mas foi o primeiro da era digital — e o primeiro de larga magnitude. Na esteira dos acontecimentos de Newtown, Aurora, Virginia Tech, Christchurch, Suzano e Ohio, torna-se cada vez mais urgente compreender e confrontar acontecimentos como o de Columbine. Nossa arma é reaprender a ouvir a dor que cresce em silêncio no outro e no cerne dos valores da nossa sociedade.
Columbine é lembrado até os dias de hoje sempre que um episódio horrível e similar ocorre, mas boa parte do que sabemos sobre o massacre está errado. Erros factuais e testemunhos duvidosos propagados à época permanecem verdade absoluta para muitos; é fácil dizer que dois meninos rejeitados pelos atletas e pelas garotas, vítimas de bullying, que vestiam sobretudos e descontavam sua raiva em videogames violentos fizeram o que fizeram por essas razões, mas até que ponto isso é real?
Dave Cullen foi um dos primeiros repórteres a chegar à cena e passou dez anos escrevendo Columbine, livro que hoje é considerado a obra definitiva sobre o tema. Passar tanto tempo debruçado neste projeto o fez analisar a postura da imprensa na época com olhos críticos; hoje, Cullen acha que a mídia tentou encontrar um motivo rápido demais, e um episódio que deveria promover uma discussão sobre desarmamento e saúde mental acabou se transformando em um espetáculo midiático irresponsável.
Em Columbine, os episódios recontados são uma mistura das reportagens que Cullen publicou na época com anos de pesquisa — incluindo centenas de entrevistas com a maioria dos diretores envolvidos, a análise de mais de 25 mil páginas de evidências policiais, incontáveis horas de vídeo e áudio, e o trabalho extenso de outros jornalistas de confiança.
Com um faro investigativo apurado e uma narrativa terna e respeitosa, Cullen apresenta o retrato de um assunto ainda infelizmente tão atual, ao mesmo tempo em que critica a cobertura massiva que se sucedeu. E questiona: por que armas de fogo ainda permanecem ao fácil alcance nos Estados Unidos? A possibilidade de se tornar uma celebridade pela mídia também mata pessoas? Será que a imprensa não deveria focar nas vítimas em vez dos assassinos?
O novo lançamento da linha Crime Scene, da DarkSide® Books, ganhou vários prêmios e honras, incluindo o Edgar Allan Poe Award (2010), o Barnes & Noble’s Discover Award (2009) e o Goodreads Choice Award (2009), e foi finalista do la Times Book Prize, Audie Award e mpiba Regional Book Award. Columbine também foi indicado em mais de vinte listas de melhores livros de 2009, incluindo The New York Times, Los Angeles Times, Publishers Weekly, e foi eleito como uma das melhores obras da década de 2000 pelo American School Board Journal.
Os leitores mais investigativos da DarkSide® Books agora têm acesso à obra de Dave Cullen, publicada pela primeira vez no Brasil, para questionar seu ambiente, crenças, limite ético da imprensa e a responsabilidade com os fatos propagados, tão cruciais em uma sociedade que cada vez mais clama por compaixão, respeito e verdade. Dave Cullen é jornalista e escritor, e contribuiu para inúmeras publicações, incluindo o New York Times. Ele é considerado a autoridade principal dos Estados Unidos sobre os assassinos de Columbine. Cullen ganhou diversos prêmios de escrita, incluindo um Edgar Award, Good Reads Choice Award, Barnes and Noble Discover Award e glaad Media Award. Para mais informações sobre Columbine e Dave Cullen, acesse www.davecullen.com.

11 de novembro de 2019

{Resenha} Te devo uma

Hoje a resenha é sobre o livro "Te devo uma" de Sophie Kinsella.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

O primeiro livro que li da Sophie foi "Fiquei com seu número" e fiquei completamente apaixonada pela sua escrita e a forma como ela desenvolve a história te deixa imerso ao mundo dos personagens. 

Te devo uma é um dos seus últimos lançamentos e quando saiu já fiquei apaixonada pela capa. O livro conta a história de Fixie Farr, só pelo nome da personagem já dá para sacar que ela é uma bitolada em resolver problemas, não é mesmo?

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Fixie trabalha na loja da família, que é como se fosse aqui uma "Lojas Mel". Vendem de tudo um pouco e ela é bem dedicada a loja e sua família. Quando Ryan, um paquera de escola, volta dos Estados Unidos, ela se vê imersa nessa relação que é mais platônica do que tudo. Porém, isso não é nada perto do incidente que a fez salvar um computador e ficar em crédito com o charmoso e gentil Sebastian. 

A vida de Fixie faz um giro de 360 graus, quando sua mãe passa mal e resolve se afastar dos negócios. Uma mulher de fibra que consegue controlar os filhos (Jake e Nicole), irmãos de Fixie, que não estão se importando muito com o desenrolar da loja da família e seu patrimônio. 

Te devo uma, traz de uma forma envolvente a história de uma família, que apesar de vários conflitos, tentam manter a segurança, a confiança e o amor acima de tudo. 

Fixie é aquele típico personagem feminino que tenta resolver e solucionar todos os problemas ao seu redor, mas ainda é muito insegura para lidar com seus próprios conflitos. Ela não sabe dizer não (o que me deixa bem irritada) e acaba sofrendo depois por algo que não gostaria de ter dito e/ou feito. Apesar disso, Fixie é uma mulher empoderada, inclusive adorei a escrita da Sophie nesse sentido, de começar a mencionar em alguns momentos sobre machismo estruturado na sociedade, e como a Fixie dribla essas situações de uma maneira inteligente e superior a qualquer preconceito. 

Os personagens masculinos, em geral, tendem a se dar bem em cima das custas de seu círculo de mulheres fortes, como o galã Ryan e o Jake, mas a lição no decorrer da história ela é aprendida direitinho e a gente consegue até simpatizar com eles. Sebastian é um cara atípico. Ele consegue cativar o seu eleitorado e a gente torce até a última página por ele. 

Eu só posso dizer que o livro me surpreendeu muito. A narrativa de Sophie nos deixa tão envolvida, que quando termina, você quer voltar a última página para acreditar que acabou rs.
Então, só posso dizer que, se você não leu nenhum livro da Sophie, não perca mais tempo, ela tem várias opções que fará você se apaixonar por sua escrita. Inclusive, um deles, vai virar uma produção cinematográfica*, está esperando o quê?


O Segredo de Emma Corrigan foi adaptado para as telonas e estreou nos Estados Unidos em setembro/2019 sem previsão de lançamento aqui no Brasil. Alexandra Daddario (Terremoto - A Falha de San Andreas) e Tyler Hoechlin (Teen Wolf, Supergirl) estrelam a adaptação cinematográfica.


Título: Te devo uma
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 420
SinopseUma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre.
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo!
Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo.
Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado que cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

21 de outubro de 2019

{Resenha} Objetos Sobrenaturais

Hoje a resenha é sobre o livro "Objetos Sobrenaturais" de Stacey Graham.

Foto retirada de arquivo pessoal
Sabe aquele espelho grande que você recebeu de presente junto com o apartamento vazio? Pois bem, esse espelho pode ser um objeto sobrenatural e você nem imaginava. 

Quando eu era criança (por volta de 10 anos) eu mudei para um apartamento no centro de SP. Estávamos felizes, porque era o sonho da casa própria. Um espelho e alguns objetos da antiga proprietária ficou no apartamento e até aí tudo bem, um espelho sempre é útil. 

Um dia, estava no quarto oposto ao que o espelho ficava. E de repente ouvimos um barulho enorme. Esse mesmo objeto havia sido "derrubado pelo vento" e se espatifou no chão. Sim, quebrou em pedacinhos e ele era do tamanho de um adulto. Fomos verificar o que havia acontecido, qual janela deixamos aberta para que ele voasse e se espatifasse, até porque era um pouco pesado para cair assim. Pois bem, todas as janelas estavam fechadas, era um dia de verão em SP, então não tinha previsão de chuva e nem mesmo ventava. 

Ficamos bem intrigados, mas passou a história. E depois dessa foram vários acontecimentos no apartamento. Ouvir vozes, coisas ligarem sozinhas, até sonhos estranhos. E naquela época eu morria de medo de dormir sozinha, nunca tive boneca grande, pois o medo me perseguia. Após virar adulta, a gente começa a entender muitas coisas e saber disso nos fez fazer algumas coisas para acabar com essas famosas "assombrações". 

Foto retirada de arquivo pessoal
E estou falando tudo isso porquê? O livro da Stacey nos traz algumas histórias e até mesmo a vivência dela, enquanto pesquisadora do sobrenatural sobre esses objetos, casas, hotéis, navios e tantos outros que tem histórias de "fantasmas" por trás.

O início do livro achei bem arrastado, mas a partir do momento que entra nas histórias, começamos a vivenciar o que já se passou com cada um de nós. Quem nunca ouviu falar que a boneca da Xuxa arranhava as crianças na década de 90. Foi na mesma época que tivemos o filme do Chucky - Brinquedo Assassino - ganhando vida nos cinemas e aterrorizando os sonhos das crianças. 

A autora vai esmiuçando esses objetos página por página até chegar em rituais para mandar embora ou até mesmo limpar ambientes que estejam sendo assombrados por espíritos que se recusam a encontrar o seu destino no plano espiritual. 

Foto retirada de arquivo pessoal
Eu gostei das histórias e de como a Stacey lida com isso no livro. Contando de uma forma leve para que a gente não fique com tanto medo rs. Apesar de parecer uma leitura rápida, pode ser um pouco maçante no início, mas tem um momento que se engata e fica super bom.

Se você acha que nunca passou por algum fato sobrenatural ou não acredita ou simplesmente é curioso. Leia o livro, você vai se surpreender. 

Venha embarcar nesse universo sobrenatural.

*Livro cedido em parceria com a Editora.

Onde Comprar: Loja Oficial - Editora DarkSide
Título: Objetos Sobrenaturais
Autor: Stacey Graham
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Sinopse: Encontrar uma bela boneca antiga em uma venda de garagem é uma sensação incrível, até você levá-la consigo e ela decidir caminhar pela casa após a meia-noite. Antiquários, feirinhas de rua, heranças de família: os objetos assombrados estão em todos os lugares e invadem nossas vidas de uma maneira discreta, quase acidental. Será mesmo?
Objetos Sobrenaturais, mais um lançamento da DarkSide® Books chega através de nossa linha direta com o além. Tão instigante e surpreendente quanto o casal Ed & Lorraine Warren, a caça-fantasmas Stacey Graham convida você a repensar o uso da prataria de sua avó. Ou a olhar com outros olhos aquela caixinha de joias que sempre parece mudar de lugar.
Ao folhear as páginas tenebrosas e ricas em detalhes, os leitores irão conhecer uma seleção variada de itens assombrados e amaldiçoados, desde crânios que gritam até bonecas demoníacas — e entender como eles afetam as vidas de seus respectivos donos.
Com uma prosa divertida e objetiva, Stacey Graham traz respostas para diversas perguntas, dá conselhos e discute teorias sobre os tipos de fantasma que existem. Você já se perguntou por que nos sentimos atraídos por histórias que envolvem objetos assombrados? Ou como um objeto se torna assombrado? Será que um fantasma se espremeu entre as moléculas e ficou incrustado no objeto pelo medo do desapego?
Só lendo para descobrir. E, de preferência, mantendo as luzes ou velas acesas. A edição traz em sua capa as peças criadas pela artista plástica Dianne Hoffman, e se tem uma coisa que ela mostra é que nunca se sabe o que pode estar escondido na escuridão. Ou na prateleira do seu quarto.
Depois de mostrar como a realidade pode ser ainda mais assustadora que a ficção com títulos como Ed & Lorraine: Demonologistas, 1977: Enfield e Exorcismo, a editora mais sombria do Brasil preparou uma edição à prova de entidades sobrenaturais. Objetos Sobrenaturais é mais um livro da Coleção Sobrenatural que chega para deixar as estantes dos leitores possuídos um pouco mais assustadoras — quer você acredite no outro lado ou não.

11 de outubro de 2019

{Fique Ligado} 5 livros para ler no mês do terror

Olá pessoal,

Hoje vou falar dos 5 livros que eu elenquei para serem lidos nesse mês do terror.
Vem conferir.

Foto retirada de arquivo pessoal


Uma HQ que fará você se sentir apaixonado e ao mesmo tempo assombrado. Aurora e alguns seres estranhos vivem em uma floresta e precisarão fazer muitas coisas e passar por cima de muita gente para conseguir sobreviver. Só posso dizer que é uma leitura obrigatória nesse mês.


Eu amo o Stephen King e esse livro foi uma grande descoberta. É ambientado em uma cidade afastada e a história conta com três personagens, que após a chegada a cidade, coisas começam a acontecer e muito mistério ronda os próprios moradores que vivem na cidade. Só posso dizer, que sendo do King, esse livro é leitura obrigatória. Eu amo e morro de medo dessa história. Acreditem, tive muitos pesadelos após essa leitura e nesse mês eu super recomendo. 

Foto retirada de arquivo pessoal


Vocês tem medos de bruxas? Eu, tenho e nunca desafiaria uma bruxa. Nessa HQ temos a história de pai e filha que tentam desesperadamente mudar de cidade para fugir dos seus medos, só que quando o medo está dentro de você é difícil se livrar assim tão facilmente, não é mesmo? Essa HQ me deixou um pouco aterrorizada, apesar de começar lento, do meio para o fim você se vê suando frio e sedento para saber o final, então é uma ótima pedida no mês das bruxas. 


Outro do King que não pode faltar na lista de leituras desse mês. O iluminado é um livro que tem um início morno, mas do meio para o fim, você fica com os cabelos da nuca arrepiados e quase entra no livro para salvar o nosso protagonista, Danny. 
Eu fiquei bem apreensiva com a leitura desse livro, confesso. 
Primeiro. porque envolve criança, o que me deixa com um receio bem grande e Segundo, porque é em um hotel mal assombrado. Você tem certeza que vai dar ruim, mas não consegue parar de ler porque quer saber o final. Então, vão ler. 


E não podia faltar esse que virou queridinho para mim. Um livro para te deixar vidrado na leitura e querer saber o fim. Uma história que fará você ter pesadelos sim e alguns dias de reflexão. Fará você ler em pé enquanto anda porque não consegue largar a leitura. Só posso dizer para LEREM essa preciosidade. Um lançamento desse ano da nossa caveirinha quer vai fazer o coração de vocês saltar de amor ou de susto mesmo. 


E aí, gostaram das indicações? Espero que aproveitem e cliquem nos links para lerem as resenhas e boa leitura. 


9 de outubro de 2019

{Resenha} Floresta dos Medos

Hoje a resenha é sobre a Graphic Novel "Floresta dos Medos" de Emily Carroll.

Foto retirada de arquivo pessoal

Neste quadrinho temos cinco contos, uma mais horripilante que a outra e que se interligam pela floresta. A floresta é linda e também apavorante. 

Eu confesso que ler esse quadrinho me deu um pouco de medo e arrepio na espinha. Fiquei bem apreensiva por se tratar de crianças que acabam desaparecidas, um marido um tanto sombrio, uma menina que descobre que a floresta não é tão gentil assim e através de figuras e de um jeito um tanto excêntrico de partilhar as histórias nos deparamos com a floresta, que está sempre lá, disposta a nos receber e expulsar ao mesmo tempo.

Se você acha que o vizinho é seu amigo, você ficará um pouco apreensivo em ler esse primeiro conto "A casa do vizinho".  Eu gostei bastante desse conto. Outro que me deixou intrigada foi "Seu rosto todo vermelho" e "Minha amiga Janna". 

Algumas sensações podem reverberar atravès da leitura e esses sentimentos estão ligados também a cada personagem, através de cada conto. O medo, pavor, nojo e até mesmo a solidão são alguns dos sentimentos vivenciados pelos personagens e que nos fazem ter um pouco de empatia ao final de cada conto. 

Eu gostei bastante do quadrinho, os desenhos são coloridos e importantes para nos fazer se demorar em cada página e a leitura é super rápida. Ainda sim, dá um pouco de tensão em alguns momentos e até uns sustos no meio de um conto e outro, pois parece que o pote tende a cair bem na hora que você está mais apreensível rs, não é mesmo?

Foto retirada de arquivo pessoal

Posso dizer que meu hábito de ler quadrinho é recente, não tinha muita habilidade nesse tipo de leitura mas confesso que estou amando. 

A Carroll nos faz viajar nessa floresta sombria e cheia de criaturas que farão você dar gritinhos de medo e dormir de luz acesa. Então, vem embarcar nesse quadrinho que você não vai se arrepender. 


Título: Floresta dos Medos
Autor: Emily Carroll
Editora: DarkSide Books
Páginas: 208
Sinopse: Uma garota empunha uma lamparina para vencer os contornos da escuridão. Ali perto, uma floresta. Calada e fantasmagórica, repleta de coisas estranhas. Criaturas misteriosas, sussurros velados, medos inomináveis. Pense naquilo que faz seu sangue correr depressa pelas veias. Uma voz sem corpo? Uma visão fantasmagórica? Ou, quem sabe, a possibilidade de viver algo sobrenatural?
Aguarde na penumbra e fale baixo. A DarkSide® Books convida você para um passeio pela floresta cheia de rostos pálidos e mãos geladas da premiada ilustradora Emily Carroll. Mas tome cuidado: assim como nos contos de fada, nem tudo que habita seus arredores é aquilo que parece ser.
De uma coisa nós temos certeza: as cinco histórias de Floresta dos Medos dão frio na espinha. Nelas, a quadrinista canadense — ganhadora de um prêmio Eisner, um dos mais importantes do universo dos quadrinhos — explora o medo subjetivo e imagético, composto de sensações estranhas que raramente conseguimos explicar. Não espere sustos que farão você pular; aqui, olhares de relance para os cantos do quarto serão muito mais comuns. Será que você está realmente sozinho em casa?
O texto de Emily Carroll é poderoso e poético, e suas ilustrações, carregadas de tons sombrios e avermelhados. Seu trabalho elegante evoca o etéreo dos contos dos irmãos Grimm, o extraordinário de Neil Gaiman, o gótico de Edgar Allan Poe e, principalmente, o realismo mágico de Angela Carter. E, assim como os grandes mestres, incita o leitor a enfrentar seus próprios medos e fraquezas. Você também ouviu uma batida à porta?
Os medos, aqui, são diversos. Três irmãs que ficam sozinhas em casa e, uma por vez, desaparecem. O fantasma de uma mulher que aguarda vingança. Um homem que sempre viveu à sombra de seu irmão decide assassiná-lo. Uma garota e sua amiga médium exploram a dor e o luto dos outros em um golpe elaborado. E, por fim, uma menina visita seu irmão casado apenas para descobrir um segredo terrível e visceral.
Floresta dos Medos é uma compilação de vislumbres, dúvidas e pesadelos. Tudo em suas páginas grita para ficarmos longe, mas, de algum modo assombrosamente delicioso, ficar longe é impossível. A única solução é embarcar nesta jornada conosco. E verdade seja dita: Chapeuzinho Vermelho teve sorte por só ter encontrado o Lobo Mau na floresta. Entre as árvores e clareiras, existe algo muito, muito pior.
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