13 de setembro de 2019

{Filmes} It - A Coisa: Capítulo 2

Hoje eu vou falar um pouco sobre o filme que acabou de estrear e que foi muito esperado, principalmente por mim. 
Foto retirada de arquivo pessoal
It - A Coisa - Capítulo 2 estreou aqui no Brasil no dia 05 de setembro e eu o assisti no dia 07 de setembro. 
E na verdade, eu não lembrava como o primeiro havia acabado até vir a imagem no início do filme, e posso dizer, que as memórias vieram e com força. 

E depois de 27 anos do eventos de It - A coisa, Mike percebe que o palhaço Pennywise está de volta à cidade de Derry. Na verdade, não dá para saber se ele um dia foi realmente embora ou morto pelas crianças que faziam parte do Clube dos Otários. E para honrar a promessa que fizeram e acabar com o inimigo, Mike (Isaiah Mustafa) convoca os velhos amigos Bill ( (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jay Ryan) e Eddie (James Ransone) retornam às suas origens.
E aí, se inicia a luta dos amigos contra aquele que está aterrorizando a vida de muita gente na cidade e as velhas memórias dos nossos protagonistas, que farão de tudo para esquecer. 

Eu confesso que fui sem muita expectativa para assistir ao filme e fui surpreendida muito positivamente. 
O que eu consegui observar é que muitas partes do livro foram tiradas, senão seria um filme de 5 horas, mas as cenas mais importantes foram feitas com tanta qualidade e fidedignas ao livro que por alguns momentos, achei que estava lendo as páginas. 

As partes que o Pennywise aparecem são de arrepiar. Eu confesso que fiquei bem aterrorizada, e como vocês sabem, eu fecho o olho em cenas que vão me deixar com muito medo, e nesse filme fechei o olho na maioria delas. Em alguns momentos, eu ri, mas na maior parte o susto foi imenso. 

Posso dizer que o esse filme é bom, apesar de não trazer em muitas partes os traumas dos personagens já na fase adulta e suas lutas internas, até chegarem aquele momento e se deparar com seus fantasmas infantis. Eu gostei bastante de como eles contaram a história e como finalizou.
Agora, se você tem medo de filme de terror, não assista. Ele é bem real e em alguns momentos nos passa alguma repugnância. Agora se para você, um simples cortar de garganta não inspira medo nenhum, então vá e seja feliz rs. 


Vem embarcar nessa história!                                                                             







11 de setembro de 2019

{Resenha} O Diário de Nisha

Hoje a resenha é sobre o livro "O Diário de Nisha" de Veera Hiranandani.
Foto retirada de arquivo pessoal
Quando eu vi a capa desse livro, já me apaixonei. Fico bem animada para fazer esse tipo de leitura apesar de saber que vai mexer bastante comigo. 

O livro é escrito, como forma de diário, por Nisha. Ela ganha de presente de Kazi, o cozinheiro da família que faz com que ela se conecte consigo mesma e comece a transformar a escrita, nas palavras que ela gostaria de dizer mas, não consegue. 
"Amil costumava ser o favorito do papai, acho que porque ele sempre foi mais barulhento, mais feliz e mais divertido do que eu."pág. 13
Nisha é uma menina de doze anos, que vê seu mundo ser transformado quando a Índia se torna independente do governo inglês e se divide em duas republicas: Índia e Paquistão. Essa divisão causa muita tensão política e religiosa fazendo com que ocorra uma guerra civil e milhares de mortes. 

A menina que é gêmea de Amil, se vê no meio dessa tensão tendo que conviver com um pai médico que interage pouco com os irmãos e uma avó que auxilia nos cuidados da casa e das crianças. E em meio a briga religiosa que vive o país, a família decide largar tudo e ir para a nova Índia. 
"Se eu soubesse desenhar, faria Amil como um galho comprido, alto e magro, mas quebrável. eu seria pequena e encolhida, e estaria escondida em algum lugar nas sombras." pág. 60
A narrativa de Nisha nos faz pensar em várias questões: o quanto a falta de uma figura materna na vida das duas crianças é importante para muitos aspectos, principalmente o afetivo e o social. O quanto o pai das crianças, sendo médico, auxilia nessa luta para que eles conseguissem ultrapassar a fronteira sem morrer, mas deixando a desejar o carinho fraternal. O que o instinto de sobrevivência faz com o ser humano. E o quanto os traumas de uma guerra podem abalar psicologicamente a vida de uma pessoa. 

Nisha passou por algumas situações importantes que ela vai narrando em seu diário que nos faz entender um pouco a cultura e a forma de vida da maioria das meninas que nascem em países que a religião tem um forte impacto na vida das pessoas. E, tudo bem que é uma obra de ficção, mas alguns relatos nos fazem pensar sobre o quanto essas meninas são oprimidas e obrigadas a fazer muitas coisas, que não podem falar pois estarão desrespeitando seus pais, ou até mesmo se falarem podem, na sua cabeça, piorar uma situação ao invés de melhorar. Isso fica bem claro ao longo da narrativa da personagem principal. 
"Eu sentia as coisas que ele não podia sentir, e ele dizia as coisas que eu não era capaz de dizer, exceto para ele. Era assim que funcionava." pág. 121
Nisha é uma menina que fala pouco, por ser tímida e por achar que não precisa colocar em palavras o que sente. O único que a compreende um pouco é Amil, mais extrovertido e sincero, e isso a deixa feliz, mas ao mesmo tempo bem frustrada, por simplesmente não conseguir falar. O diário vem como uma forma de desabafo, mas Nisha vai ter que ser muito forte e corajosa para transpor as barreiras da vergonha, ou simplesmente do fato de achar que falar não é importante para os outros e a sua existência será colocada em xeque, por ela mesma. E outro que tem um papel importante nessa descoberta de Nisha é Kazi.

Foto retirada de arquivo pessoal
A menina é aquele personagem que cresce na evolução da narrativa, apesar do medo de falar e achar que sua voz não é importante, ela tenta driblar esse trauma e dar a volta por cima, com dificuldade mas com muita graciosidade e afeto. Eu a vejo como uma borboleta, ela passa por um processo de transformação que a faz crescer, e se tornar forte para se manter no sistema. 
"Nunca entenderei, enquanto viver, como um país pode mudar tanto da noite para o dia a partir de uma única linha divisória." pág. 268
A escrita de Veera é bem fluida e nos faz viajar por uma cultura tão diferente da nossa. Ela deixa leve um tema pesado e ao final da leitura o coração transborda de gratidão pela oportunidade de ler um livro tão delicado e ao mesmo tempo rico em afeto, amizade, transformação e beleza. 

A edição está impecavelmente linda e eu só tenho que dizer: LEIAM! Vamos disseminar a história de Nisha por ela, por mim e por tantas crianças que passaram ou passam por momentos difíceis, seja na guerra religiosa, nas suas escolhas, na sua classe social ou até mesmo dentro da sua casa. Vamos embarcar nessa fantasia com gostinho de Gulab Jamun!

*Livro cedido em parceria com a Editora. 
Onde comprar: Loja DarkSide


Título: O Diário de Nisha
Autor: Veera Hiranandani
Editora: DarkSide Books
Páginas: 288
Sinopse: Nisha não é de falar muito. Quietinha e reservada, prefere observar as pessoas ao seu redor e anotar os detalhes do cotidiano em seu diário, onde pode ser ela mesma. E ser ela mesma não é nada fácil no epicentro da Partição da Índia, que, após séculos de tensão religiosa, atinge seu ápice criando dois estados independentes do governo britânico: a Índia (maioria hindu) e o Paquistão (maioria muçulmana).
Parte hindu e parte muçulmana, Nisha não sabe muito bem a qual lugar pertence, e não entende os desdobramentos políticos deste momento tão crucial da história. Por que hindus e muçulmanos estão brigando tanto entre si? Por que milhares de pessoas precisam abandonar seus lares? E por que tantas acabam morrendo ao atravessar as fronteiras?
Com as tensões criadas pela separação, o pai de Nisha decide que é perigoso demais para eles permanecerem no lugar que, agora, se tornou o Paquistão. É neste cenário turbulento que Nisha e sua família — o irmão Amil, a avó e o pai — embarcam no primeiro trem, rumo a um novo lar.
A DarkSide® Books apresenta O Diário de Nisha, novo lançamento da linha DarkLove que vai arrebatar seu coração com a árdua e arriscada jornada de uma esperançosa menina em busca de um lar. Endereçando cada relato do diário para a finada mãe, ela registra sua vida com ricos detalhes ao longo do ano de 1947 — os momentos bons em que prepara pratos deliciosos com Kazi, cozinheiro da família, e os ruins em que o mundo se mostra cruel e nada mais parece fazer sentido.
Com ternura e esmero, Veera Hiranandani transmite os conflitos internos de Nisha e retrata a dura realidade provocada pela Partição, que movimentou mais de catorze milhões de pessoas pelas fronteiras e matou pelo menos um milhão durante a travessia. O impressionante recorte histórico é inspirado na trajetória de sua própria família, que precisou atravessar a fronteira de Mirpur Khas para Jodhpur exatamente como a pequena Nisha faz neste livro. Seus pais e avós tiveram de recomeçar em um lugar estranho como uma família de refugiados — história que, tantos anos depois, tristemente ressoa com a realidade de muitas famílias que sofrem com a Guerra da Síria.
Vencedor do Newbery Honor Award 2019, Walter Dean Myers Honor Award 2019 e Malka Penn Award para Direitos Humanos em Literatura Infantil em 2018, O Diário de Nisha é a história perfeita para todos os leitores que se emocionaram com a pequena Ada em A Guerra que Salvou a Minha Vida e A Guerra que me Ensinou a Viver, e também com os relatos verdadeiros em Refugiados: A Última Fronteira e O Diário de Myriam.
Assim como os livros mais tocantes da linha DarkLove, que publica poderosas vozes femininas contemporâneas, O Diário de Nisha aquece o coração do leitor com uma história tão bela e sensível que é um verdadeiro tesouro. Através da busca de Nisha por identidade, aprendemos a exercer a empatia e a lutar por um futuro mais tolerante e pacífico. E vemos que reconstruir a vida nunca é fácil, mas fica um tantinho melhor se for ao lado das pessoas que mais amamos.




9 de setembro de 2019

{Resenha} O ar que ele respira

Hoje a resenha é sobre o livro "O ar que ele respira" de Brittainy C. Cherry.
Foto retirada de arquivo pessoal
Eu fiquei interessada nessa leitura, depois de ler algumas resenhas no Skoob. Porém, confesso que mesmo depois de adquiri-lo através de uma troca, demorei algum tempo para de fato começar a ler e fiquei bem feliz com a minha escolha.

O livro conta a história de Tristan e Elizabeth. Ele perde seu único filho e mulher em um trágico acidente e se fecha para tentar lidar com a dor profunda da perda. Ela perde seu marido e companheiro de tantas aventuras e depois de um tempo longe de sua cidade natal, volta para tentar cicatrizar as feridas que tendem a sangrar de vez em quando. 

A escrita da Brittainy é tão leve, que quando você percebe já está no meio da leitura e querendo saber o que acontecerá com os personagens. 
O Tristan é um grosso! No começo da uma vontade de esganá-lo e quando a gente percebe o quanto está sendo difícil para ele vivenciar com o luto e lidar com os seus vizinhos, aí temos um pouco mais de empatia pelo personagem . 

A Elizabeth é aquela mulher que por mais que esteja triste, consegue amenizar a tristeza com os amigos e a filha, que a faz se manter firme.

O que eu gostei na leitura, foi a maneira como a história se desenvolve, porque por mais que seja um romance, ele não é aquele clichê. Os dois personagens se conectam de uma maneira inesperada, por terem muitos pontos em comuns dentro dos seus respectivos lutos e é isso que faz a história ficar interessantissíma. Quando você acha que vai acabar, acontece uma reviravolta imensa e o final meus amigos, só digam que apenas LEIAM!

Eu gostei bastante dos personagens secundários, por deixarem a história mais rica e com alguns detalhes de cair o queixo. Faye é desbocada e ama muito Elizabeth, para entender até onde pode ou não interferir nas escolhas dela. Tanner é aquele amigo que fará de tudo para que Elizabeth a note e aí o bicho vai pegar. 

Eu adorei a leitura. É um romance para ser lido sem pressa, por mais que você queira devorá-lo em um final de semana, porque depois vai bater uma saudade gostosa. Venham conhecer a história desses dois que fará você repensar laços de amizade, empatia, luto e amor. 


Título: O ar que ele respira
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 321
Sinopse: Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.






18 de agosto de 2019

{Resenha} Ainda sou eu

Hoje a resenha é sobre o livro "Ainda sou eu" de Jojo Moyes.
Foto retirada de arquivo pessoal
Eu posterguei muito tempo para ler esse livro. Primeiro, porque achava desnecessário ter um terceiro livro, e segundo, não achava necessário ter tido o segundo, quiçá o terceiro, mas enfim, tomei coragem e comecei a ler, sem pretensão nenhuma. E não é que fui surpreendida!

Louisa Clark se muda para Nova York e começa a trabalhar com uma família que a fará repensar muitas coisas sobre a própria vida e suas escolhas. Ao mesmo tempo em que ela tem que lidar com a distância e o seu relacionamento com Sam, Lou se vê no meio da alta sociedade nova-iorquina e conhece o bonitão Joshua Ryan, um rapaz que a fará lembrar demais de Will. 

Lou tem que encarar a missão de lidar com a família Gopnik e seus "problemas", mas ao mesmo tempo ela se vê tomando decisões que a farão crescer muito, como dona de sua vida e mulher. 

A pegada desse livro é bem interessante, pois a Jojo traz uma Louisa um pouco mais segura de si, diferentemente dos outros dois livros. Há um renascimento da personagem que faz com que consigamos entrar dentro do livro e vivenciar com ela todos os seus sentimentos: medo, solidão, abandono, traição, dúvidas, amor, esperança.

A Lou desse livro se tornou uma mulher mais empoderada, com um poder maior de decisão e de persuasão sem perder a sua essência doce e altruísta. 

Eu gostei bastante da leitura. Um livro de leitura rápida, pois assim como todos os livros da Jojo, faz com que você viaje na história e queira urgentemente saber como irá acabar. E se você não leu ainda Como eu era antes de você, tá esperando o que para lê-lo? Agora, o Depois de você achei bem desnecessário, mas para entender o contexto, você vai ter que lê-lo também. Porém, o terceiro fecha com chave de ouro a história da nossa protagonista. 

Os personagens secundários também são muito importantes para a trajetória da Lou e essa evolução ao longo da história, é bem interessante de ver. 

Só posso dizer que a Jojo conseguiu costurar a história muito bem, com esse livro, amarrando bem o final. Eu simplesmente ameiiii. Então, ficou curioso?
Vem embarcar pela East River comigo e com a Lou. Você não vai se arrepender e nem querer voltar!


Título: Ainda sou eu
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Sinopse: Sequência dos romances Como Eu Era Antes de Você e Depois de Você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda Sou Eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.
Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância. Ela é jogada no mundo dos super-ricos Gopnik - Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos. Lou está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.
Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?

7 de agosto de 2019

{Resenha} Pequenas Realidades

Hoje a resenha é sobre o livro "Pequenas Realidades" de Tabitha King.
Foto retirada de arquivo pessoal
Eu fiquei extasiada quando a DarkSide Books lançou esse livro. Primeiro, porque sou fã do Stephen King, e segundo, porque não sabia que a sua esposa também era escritora. 

Pequenas Realidades é aquele tipo de livro que quando começa não espera-se muita coisa. Confesso que ao iniciar a história, fiquei pensando que a narrativa era bem parecida com a do King, o tanto de personagens e as suas discrições, também me levaram ao mesmo pensamento. 

O livro conta a história sobre a vida da filha de um ex-presidente, Dorothy Hardesty Douglas ou Dolly para os mais íntimos. Ela ganhou uma réplica da Casa Branca e depois de ficar anos esquecida, levou para a sua ex-nora restaurar e aprimorar a casa de bonecas. Dolly se viu apegada a miniaturas e isso se intensifica, depois que conhece Roger Tinker, um homem que trabalhou no serviço secreto do governo e foi dispensado, antes deles descobrirem o brinquedo que ele havia criado com o intuito de transformar objetos em miniatura. 

O início da leitura é um pouco mais arrastada, com as apresentações de todos os personagens que farão parte da história e isso deixa o início com algumas pontas soltas também.
Dolly é uma mulher bem mimada, que ao conhecer Roger, começa a manipulá-lo igual uma marionete. Roger vê na própria Dolly a figura da mãe e isso o faz ceder em muitos momentos (o que é bem irritante). 

Lucy é aquela mulher que vai aparecer, você acha que ela não é tão importante, até chegar ao fim do livro. Temos também o Nick, um homem maduro que fará de tudo para fazer parte da vida de Lucy. Leyna, uma jornalista bem arrogante que terá um papel importante na vida de Dolly e, por fim, o pai de Nick, que também terá um papel crucial na vida de Lucy e do próprio filho. 

Confesso que quando comecei a ler, fiquei na dúvida se iria gostar mesmo da leitura, mas ao longo das páginas, você acaba se pegando ansioso com os fatos e querendo saber como de fato irá terminar. 
Fiquei feliz com o final. Impactada com tudo que a Dolly e o Roger fizeram juntos. Ela se mostrou uma personagem bem ambiciosa e astuta. Sabia o que queria, sabia manipular os outros e se fazer de coitadinha na hora certa. Em certos momentos, dá um nervoso que se ela estivesse na minha frente, não sei o que faria. E é isso que torna o livro tão interessante. 

Uma das coisas que percebi, foi que a Tabitha deixou muitas pontas sem costura de alguns personagens importantes. Acredito que se houvesse a explicação, o rumo da história até poderia ter sido outro, mas isso nunca saberemos. 

E se você acha casa de bonecas bonitinha, uma graça e quer ter uma. Aconselho a ler esse livro antes, você pode mudar a sua opinião facilmente (risos nervosos). 

Eu gostei bastante da leitura e o recomendo muito. Não desista no início, sério! Persista na leitura porque vale muito a pena.


Título: Pequenas Realidades
Autor: Tabitha King
Editora: DarkSide Books
Páginas: 320
Sinopse: Publicado no Brasil na década de 1980 em uma coleção de terror e fantasia, Pequenas Realidades viveu mais de trinta anos em sebos e prateleiras empoeiradas. Carregado de sutilezas, bizarrices e ferocidade, o livro carrega em seu cerne uma fascinação que fez parte da infância de muita gente: miniaturas. Casas, móveis... e, por que não?, pessoas.
Neste livro, conhecemos a socialite Dorothy Hardesty Douglas, filha de um antigo presidente norte-americano, que vive na redoma de seu legado de sucesso. Entusiasta de miniaturas, ela possui uma réplica da Casa Branca, perfeita em seus mínimos detalhes.Ao conhecer um homem chamado Roger Tinker, que trabalhou para o governo em um projeto secreto, ela descobre uma maneira fantástica — e um tanto perturbadora — de decorar sua casinha.
Em uma trama que envolve relações familiares problemáticas e o mundo estranho e obsessivo das miniaturas, Tabitha King conduz o leitor por uma história grotesca e disfuncional. Não sabemos para onde os personagens vão nos levar com seus atos extremos, e a sensação fascina e aterroriza na mesma medida.
Tabitha King é uma autora interessada no psicológico de seus personagens — e mostra os contornos mais sombrios que podem habitar a mente de todos nós. No mês em que completa setenta anos, a voz cativante e original de Tabitha King chega para fortalecer ainda mais a linha DarkLove, que publica autoras poderosas e cheias de atitude.
Depois de devorar Pequenas Realidades, você nunca mais vai olhar para casinhas de boneca do mesmo jeito.




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