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18 de fevereiro de 2026

{Resenha} Véspera

Hoje a resenha é sobre o livro "Véspera" de Carla Madeira. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava bem curiosa para iniciar essa leitura, pois o último livro que li de Carla me deixou bem pensativa. Ainda mais sabendo que esse vai virar filme, então, não tinha como não ler. 

Na história vamos conhecer Vedina, uma mulher que luta contra um casamento marcado pelo desamor e em um momento de total raiva e rancor acaba abandonando seu filho, um menino de apenas 5 anos. Ao voltar ao local, já se arrependendo no momento em que fez isso, não consegue achar a criança e aí ela luta contra o tempo e o seu arrependimento visceral. 

Concomitante, vamos acompanhar a história de uma família que parecia tradicional, mas só parecia mesmo. Uma mãe extremamente religiosa, um pai alcoolista e filhos gêmeos. O sonho de Dona Custódia era ser mãe, sonhava e pedia a Deus todos os dias, até que vieram, não só uma benção, mas duas de uma vez só. Ela se sentiu muito agraciada. Estava feliz, mas mal sabia ela que os dois já estavam predestinados. Ao tentar se vingar da mulher, o pai coloca nomes que irão selar a vida dos dois filhos para o resto de suas vidas. 

A narrativa é contada em dois tempos. O dia do abandono e os dias que o antecedem. Vamos conhecendo todos os envolvidos na trama e vamos nos apaixonando por alguns personagens e odiando outros.

Carla Madeira consegue prender o seu leitor, consegue nos deixar com raiva e ao mesmo tempo ansiosos para terminar o livro e saber o que de fato vai acontecer. As perguntas não terminam quando o livro acaba. Você teria coragem, mesmo ao extremo, de abandonar um filho? Você colocaria nomes nos seus filhos, que poderiam virar chacota, só pra penalizar uma pessoa? E se mesmo sabendo que a mulher não te quer, você insistir seria: amor ou obsessão? Você contaria que sofreu um abuso, mesmo esse sendo feito por um parente próximo? 

As perguntas ficam matutando na nossa cabeça e a história vai sendo contada para tentar minimizar todas essas perguntas. 

A Carla tem uma escrita fluida e muito interessante. Eu adorei  "Tudo é rio", com uma escrita poética e sensível, esse aqui foge da mesmice, nos leva a lugares que também frequentamos, de uma mãe no auge do seu desespero, de irmãos tentando sobreviver ao bullying e ao desamor, de uma mulher sem amor, que corre atrás de migalhas. Esse livro nos conta tantas camadas, que é difícil digerir em um dia. Eu fiquei vários tentando entender. Então, se você não leu nada da Carla, eu a indico de olhos fechados. Agora, se você leu, vem me falar o que achou. 

E só me resta esperar a adaptação para ver se ficará fiel ao livro.  

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Título: Véspera
Autor: Carla Madeira
Editora: Record
Páginas: 280

Sinopse: Novo romance da autora do fenômeno Tudo é rio, Véspera retoma a escrita brilhante e contagiante de Carla Madeira, que desperta todo tipo de emoção no leitor. Carla Madeira cria personagens que parecem estar vivos diante de nós. As emoções que sentem são palpáveis e suas reações, autênticas. Temos a sensação de conhecê-los de perto, inclusive as contradições e os pontos cegos. Tal virtude é evidente em seu livro de estreia e grande sucesso, Tudo é rio (2014), mas também no livro seguinte, A natureza da mordida (2018). Os personagens de Véspera, este seu novo romance, possuem a mesma incrível força vital. Mas se em Tudo é rio Carla os criou com poucas pinceladas e traços incisivos, aqui, para delinear suas personalidades, ela opta por uma superposição de camadas psicológicas. Se antes eles primavam por temperamentos drásticos ― capazes de extremos de paixão, ciúme, ódio e perdão ―, aqui a estratégia gradativa de composição confere-lhes uma dose maior de mistério, sugerindo ao leitor antecipações que só aos poucos se confirmam, ou não. A força emocional continua existindo, porém está menos visível, o que deixa a atmosfera ainda mais carregada de suspense e tensão. A narrativa começa com a pergunta: como se chega ao extremo? Vedina, uma mulher destroçada por um casamento marcado pelo desamor, em um momento de descontrole abandona seu filho e, imediatamente arrependida, volta para o lugar onde o deixou e não encontra quaisquer vestígios de sua presença. Este é o acontecimento nuclear da trama que expõe as entranhas de uma família – pai alcóolatra, mãe controladora, irmãos gêmeos tensionados pelas diferenças – que, como tantas outras famílias, torna-se um lugar onde as singularidades de cada um não são acolhidas, criando rachaduras por onde a violência se infiltra. Contada em dois tempos, o dia do abandono e os dias que vieram antes dele, o romance avança como duas ondas até que elas se chocam e se iluminam. O leitor se vê diante de um espantoso presente que expõe o quanto as palavras são capazes de inventar a verdade. “O tempo flutua invisível e em espesso presente. Nada apodrece sem ele. Nada floresce. Nada se torna amável. Nenhum ódio viceja. Nenhuma umidade seca. Nenhuma sede cede. As tempestades não inquietam nele ventos, as avalanches não podem soterrá-lo, a perplexidade não o paralisa, o mal não o ameaça e o bem não faz com que se demore. Mas eis que um acontecimento, um único acontecimento, captura o tempo e o aprisiona.”


9 de maio de 2025

{Resenha} Tudo é Rio

Hoje a resenha é sobre o livro "Tudo é rio" da Carla Madeira. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Esse ó primeiro livro que leio da autora e confesso que me surpreendeu bastante a maneira como eu me envolvi com os personagens e a narrativa. 

A história gira em torno de três personagens principais: Lucy, Venâncio e Dalva. 

O início é marcado pela trajetória de Venâncio e Dalva, um amor avassalador e genuíno que é marcado por algumas brigas do casal que é causado pelo ciúme doentio de Venâncio e uma tragédia que acaba ligando a vida deles ao de Lucy. 

Lucy é uma menina que cresceu com muito amor, mas ao perder os pais pequena se viu a mercê dos cuidados da família, um tio e uma tia postiça que ofertavam tudo, conforto, comida, estudo, ensinamento para se virar na vida, mas não davam o mais importante: afeto. Lucy cresceu com uma magoa muito grande e se tornou um ícone na vida adulta, conhecida por todos e desejada por todos. É a prostituta mais debochada e querida por todos os homens da cidade, menos por Venâncio, que virou a sua obsessão. 

E a partir daí, vamos acompanhando o desenrolar desse trio triângulo amoroso. 

A escrita da Carla é sensível e muito poética. Confesso que fazia tempo que não lia um romance nacional com uma autora que consegue interligar a dor e o amor em uma mesma frase, sem ficar repetitivo ou cansativo. O livro é pura poesia e olha que eu não gosto muito desse gênero, mas ficamos tão envolvidos na história de amor, ódio, rancor, mágoas e traumas desses três, que nos perdemos nas palavras de Carla. 

O que me chocou mais foi a insegurança e o ciúme de Venâncio, que é justificada, mas nem tanto, pela forma como o pai o tratava. Porém, me peguei refletindo ao longo da leitura, quantos Venâncios conhecemos todos os dias, nos envolvemos, nos apaixonamos. Será que seríamos capazes de perdoar a maneira como ele tratava todas as mulheres ao seu redor? Não sei. Isso me pegou real. 

O livro e a história nos remete muito ao Brasil, o nosso povo, a maneira como lidamos com os julgamentos, os preconceitos, o amor e a cobiça.

As duas mulheres principais são fortes, cada uma à sua maneira. Lucy até tenta criar uma rivalidade com Dalva, mas a segunda está imersa em seu próprio sofrimento que nem percebe. 

Eu adorei o livro e essa leitura. Amei a forma como me envolvi com a escrita e os personagens do livro. A metáfora que envolve o Rio, no título, nos faz perceber que tudo é rio mesmo, seja calmo ou revolto, sempre fluindo. 

Espero que todos consigam ler. Então, estão esperando o que?

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Título: Tudo é rio
AutorCarla Madeira
Editora: Record
Páginas: 210

SinopseCom uma narrativa madura, precisa e ao mesmo tempo delicada e poética, o romance narra a história do casal Dalva e Venâncio, que tem a vida transformada após uma perda trágica, resultado do ciúme doentio do marido, e de Lucy, a prostituta mais depravada e cobiçada da cidade, que entra no caminho deles, formando um triângulo amoroso.
Na orelha do livro, Martha Medeiros escreve: ''Tudo é rio é uma obra-prima, e não há exagero no que afirmo. É daqueles livros que, ao ser terminado, dá vontade de começar de novo, no mesmo instante, desta vez para se demorar em cada linha, saborear cada frase, deixar-se abraçar pela poesia da prosa. Na primeira leitura, essa entrega mais lenta é quase impossível, pois a correnteza dos acontecimentos nos leva até a última página sem nos dar chance para respirar. É preciso manter-se à tona ou a gente se afoga.''
A metáfora do rio se revela por meio da narrativa que flui - ora intensa, ora mais branda - de forma ininterrupta, mas também por meio do suor, da saliva, do sangue, das lágrimas, do sêmen, e Carla faz isso sem ser apelativa, sem sentimentalismo barato, com a habilidade que só os melhores escritores possuem.


9 de fevereiro de 2025

{Resenha} O Burnout

Hoje a resenha é sobre o livro "O burnout" de Sophie Kinsella. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E quem me conhece sabe que eu amo os livros da Sophie. Esse foi um dos tantos que já li. 

A história conta sobre Sasha, uma publicitária  e Diretora de produções da Zooze, que nada mais nada menos é um aplicativo de viagens mais amado de Londres. 

Só que Sasha não está mais rendendo como antigamente. Ela sempre compra a mesma comida porque não tem forças para cozinhar, sempre assiste a mesma série, por não ter ânimo para procurar ou seguir as indicações de amigas. Não conhece e não sai com ninguém há muito tempo. 

Sasha se sente sozinha, mas ao mesmo tempo, sabe que tem mil e-mails para responder. A única tentativa de tentar mudar, é falando com o chefe, mas ficou quase inviável de chegar até o dono da empresa. O excesso de trabalho e a falta de equipe, faz com que Sasha não consiga lidar com isso e tenha um surto bem no meio do expediente. 

Ao seguir o conselho de sua mãe e da irmã, ela resolve tirar uma licença para cuidar da sua saúde, já que o esgotamento mental veio com força. Sasha voltou para o lugar onde cresceu. Rilston Bay é uma praia onde a sua família passava férias, só que desde que seu pai ficou doente, ela não voltou para lá. 

Em meio ao seu merecido descanso, Sasha conhece Finn Birchall e aí ela terá que lidar com seu burnout, um cara mal humorado e as suas memórias. 

O início da leitura é bem arrastada, e eu demorei um pouco para gostar da personagem principal. Eu acredito que era para ser um pouco mais engraçada, mas não senti tanto isso. Acredito que as questões centrais que o livro trata expõe bem uma pessoa no seu nível alto de estresse e colapso e isso gostei bastante. 

Entretanto, quando a gente faz o recorte do romance, deixa um pouco a desejar, pois acho que ficou tudo muito corrido. Não há aquela conexão entre o casal, não sinto que eles sejam compatíveis, mas a Sophie faz com que sejam, e aí acho uma boa forçação de barra. Achei tudo muito corrido e ao mesmo tempo não se aprofundou nos personagens, senti falta de muitas coisas. 

Eu amei a parte da praia e de todo o movimento que a personagem faz para voltar a fazer coisas que realmente te dê prazer. 

Se analisarmos a leitura como um todo, eu gostei, pois temos os personagens secundários que são muito bons. A Sasha peca bastante quando não consegue dizer não, meu Deus, as vezes é um pé no saco. Tirando essas questões, acredito que a leitura vale a pena. Então leiam e venham me falar depois o que acharam. 

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Título: O Burnout
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 364

Sinopse: Esgotada por causa do trabalho, Sasha tira uma licença para passar algumas semanas no litoral e se recuperar. Esse é só o início de O burnout, da autora best-seller Sophie Kinsella, uma história que vai fazer você rir, chorar e encontrar forças que não conhecia dentro de si.

Para Sasha, já deu! A pálpebra dela treme só de pensar em responder mais um e-mail urgente ou em conversar com a diretora de empoderamento e bem-estar. Engajar no programa de felicidade da empresa? Nem pensar. Tem meses que ela não conversa com a melhor amiga. Sexo? É tanto esforço só para esfregar uma genital na outra. Preparar um jantar? Vai sujar tanta louça, fazer tanta lambança. Sasha às vezes sente que está diante de uma parede intransponível. Bem, é exatamente com uma parede que ela dá de cara. A verdade é que ela está com burnout. Então, munida de boas intenções, pronta para encarar suco verde, fazer ioga e encontrar paz de espírito, ela viaja para Rilston Bay, uma praia onde passou várias férias felizes na infância. Mas é inverno e o hotel em que no passado ela sonhava em se hospedar virou uma espelunca. E mais que isso: ela precisa dividir a praia quase deserta com Finn. Finn é um sujeito muitíssimo mal-humorado que também passou por problemas no trabalho e tem o dom de estressar Sasha cada vez mais. Como ela vai entrar em comunhão com a natureza quando ele está sentado numa pedra observando cada passo que ela dá? Além disso, cada um tem um jeito bem particular de lidar com o burnout: Sasha quer fazer cem agachamentos, Finn prefere tomar uísque e comer pizza. Mas, quando curiosas mensagens começam a surgir na areia da praia, parecendo direcionadas aos dois, uma ligação é formada entre Finn e Sasha, e eles são forçados a conversar. Sobre tudo. Como deixaram que as coisas chegassem a esse ponto em seus empregos? Eles têm alguma coisa em comum? (E não é que têm?! Surfe!) E a pergunta fundamental que tentam evitar a todo custo e não conseguem de jeito nenhum: como explicar essa química tão forte entre os dois?


25 de dezembro de 2024

{Resenha} O pior dos crimes

Hoje a resenha é sobre o livro "O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni" de Rogério Pagnan.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava com esse livro na estante parado há muito tempo. Apesar de ver a série e ler outros livros sobre o tema, essa é uma história que não tem como a gente não se compadecer. 

O Rogério é um jornalista, que fez a cobertura a fundo de tudo o que aconteceu naquele fatídico dia que uma criança apareceu caída no jardim do prédio, na zona norte de São Paulo. 

Ao decorrer da leitura, podemos perceber que o autor traça um paralelo da investigação que está sendo feita pela polícia e pela sua própria investigação. Foram anos dedicados na investigação, entrevista de pessoas que estavam ligados diretamente a denúncia. 

Eu fiquei meio passada com as descobertas da investigação e o quanto a gente coloca em xeque o que foi apresentado pelos procuradores e pela justiça. 

E ao acompanhar toda a investigação, ficamos repensando muitas coisas, até mesmo que os Nardoni poderiam não ter feito aquilo, não serem culpados de fato. A ideia de julgamento, primeiro pelo público e pela imprensa, fica muito claro nas páginas do livro. Eu sei que se fosse hoje, teríamos outras provas para analisar, afinal, estamos falando do ano de 2008.

Rogério inclusive faz um paralelo de vida do Alexandre e da Ana Carolina, como se conheceram e resolveram ficar juntos, o nascimento dos filhos. A relação das famílias com os genitores. A relação da ex, também Ana Carolina, com o Alexandre e a madrasta. Isso tudo é narrado, antes de entrar de fato no dia do crime e no que foi revelado ao longo de todo o processo criminal. 

Eu até achei meio tendencioso ao final da leitura, como se a todo momento o autor quisesse achar outros culpados ou que a justiça tinha sido injusta nesse caso. E apesar de tudo que foi colocado, apesar de ser uma história que envolva uma criança e que os culpados nunca confessaram, fica difícil acreditar que eles não estão envolvidos. 

Eu acredito que todos tenham que ler para chegar as suas próprias conclusões. Eu li e gostei. E acredito que no fim, o Rogério estava fazendo seu trabalho enquanto jornalista, tentou ser parcial e mostrar o outro lado, por isso vale a leitura. 

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Título: O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni
Autor: Rogério Pagnan
Editora: Record
Páginas: 336

SinopseA história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.

"Este livro, construído em ritmo de thriller, merece ser lido por todos que se interessam por investigação policial, sistema judicial, crime e castigo. Um dos mais importantes repórteres policiais de sua geração, Rogério Pagnan não se contentou em detalhar o trágico caso que, por inúmeras características, conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. O autor foi além, enfrentando questões urgentes e ainda pouco debatidas no Brasil a respeito da natureza e dos limites de um processo judicial, o que torna esta obra, desde já, imprescindível no campo do Direito. Aqui estão expostos os vícios que alimentam uma engrenagem burocrática investigatória abaixo das necessidades de um país com seus 60 mil homicídios ao ano: pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes, um Ministério Público empolgado com os holofotes, dúvidas transformadas em certezas. Embora, vale dizer, não sejam características restritas ao Brasil, são ingredientes de uma receita destinada a produzir processos frágeis e cheios de dúvidas. Mas, se o caso Nardoni de fato representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, como se espera no desfecho de qualquer acusação, o leitor poderá dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem. Pagnan demonstra o que sempre se espera dos grandes repórteres em quaisquer circunstâncias: cético sem ser cínico, afirmativo sem ser leviano, ágil sem ser superficial. Sua exaustiva pesquisa sobre detalhes do processo, contrapondo argumentos da acusação e da defesa, produziu uma peça da mais alta qualidade e mais alto interesse jornalísticos. Obra que deveria servir de reflexão para todos que, de uma forma ou de outra, no curso de suas vidas profissionais, como policiais, promotores, juízes e jornalistas, acabam tendo que lidar com episódios dramáticos como a morte brutal da menina Isabella Nardoni." (Rubens Valente, jornalista)

21 de julho de 2024

{Resenha} A penetra

Hoje a resenha é sobre o livro "A penetra" de Sophie Kinsella. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu li quase todos os livros da Sophie e ela sempre me surpreende. Um dos meus preferidos dela é o "Fiquei com seu número", depois vieram outros tão bons como "Menina de Vinte", que eu esperei demais desse livro. 

A história gira em torno de Effie Talbot e sua família, que após de uma noite mágica, os pais informam que irão se separar. A nossa protagonista é a caçula de três irmãos, e eles tentam juntos, lidar com essa separação. Porém, quem mais sofreu e continua sofrendo, mesmo depois de um ano é a Effie, ainda mais depois que a nova namorada do pai a exclui do jantar de despedida da casa onde ela cresceu. 

Effie fará de tudo para recuperar as bonecas russas que fizeram parte da sua história, nem que para isso ela invada a festa da sua família e seja penetra, na sua própria casa. 

Eu sinceramente não tenho muito o que falar desse livro. Confesso que esperava mais e só não o abandonei em respeito aos outros livros da Sophie. Eu achei a Effie uma protagonista egocentrica, mimada, imatura e egoísta. Você não acha que uma mulher, nos altos dos seus vinte e poucos anos, vai se infiltrar na sua própria casa e achar que isso é normal, porque não é!

Se você nunca leu nenhum livro da Sophie, não comece por esse, porque sei que você vai ficar com a primeira impressão e esse livro não faz jus a obra inteira da autora. 

Eu gostei muito dos irmãos da Effie, que deixaram o livro menos maçante e mais intuitivo. Gostei também do Joe, apesar de gostar da Effie. Joe ela não te merece rs, brincadeira, eu acho que foi um dos pontos altos do livro esse quase romance. 

Eu juro que tentei não julgar o comportamento da Effie, mas fica muito difícil no decorrer da leitura. Não vou dizer que odiei o livro, porque estaria mentindo, mas com certeza não é o meu preferido da autora. Então, peço que leiam e tirem as suas próprias decisões. 

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Título: A penetra
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 336

Sinopse: EFFIE TALBOT ESTÁ PASSANDO POR POUCAS E BOAS APÓS O DIVÓRCIO DOS PAIS .Mas pelo menos agora ela não precisa mais fingir que gosta da nova namorada do pai , já que foi desconvidada para a festa de despedida da casa onde cresceu. Ainda que isso tenha sido o fim da picada ela decide não esquentar a cabeça mas ao lembrar que suas bonecas russas ainda estão na casa , entra às escondidas na festa no entanto durante sua busca clandestina o que encontra lá é a revelação de segredos mais bem guardados que suas bonecas russas.

6 de junho de 2024

{Resenha} Em outra vida, talvez?

 Hoje a resenha é sobre o livro "Em outra vida, talvez?" de Taylor Jenkins Reid.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu comecei a ler esse livro e tive algumas surpresas que até então não esperaria. Taylor tem uma escrita diferenciada. Não consigo não me surpreender com o que ela consegue fazer. A minha grande questão foi em relação a narrativa, e mais para frente explico para vocês. 

A nossa protagonista é Hannah Martin, uma jovem que já morou em vários lugares, mas não sabe o que fazer quando descobre que o homem com quem tinha uma relação, na verdade é casado. Hannah fica sem chão e se vê voltando para a sua cidade natal, Los Angeles. 

E quem fica feliz com esse retorno é sua melhor amiga, Gabby. As duas combinam de ir no bar que frequentavam e Hannah se vê em um barco sem saída. Quando reencontra Ethan, seu namorado na época da escola, revive aquele sentimento e fica na dúvida se vai embora com a Gabby para casa ou se fica com Ethan. E a partir daí, temos o desenrolar da história. 

A minha questão é que a Taylor te dá duas possibilidades e você consegue vislumbrar o que acontece com Hannah entre uma escolha e outra. Só que eu achei que no fim, iria ser um final diferente e foi isso que me surpreendeu. Eu não consegui me conectar com uma das narrativas, não sei, acho que a Hannah também contribui um pouco com isso, e já queria excluir essa parte da minha leitura, mas não o fiz. 

Os personagens secundários são super importantes e o que a Hannah vive na sua vida e as suas queixas também vão fazendo sentido a medida que a gente evolui na leitura. 

Apesar disso, gostei bastante de como você pode mudar o rumo das nossas vidas por causa das escolhas que fazemos, mas algumas coisas irão acontecer mesmo assim. Isso é bem interessante de observar na leitura. E até serve para a reflexão, porque a gente acha que só que escolheu outra coisa, isso não iria acontecer, mas podemos pensar que não acontece naquele momento.

Esse não é o primeiro livro que leio da Taylor e ainda bem, porque não sei se eu leria outro. Confesso que não consegui gostar desse livro, mas depois de saber que foi um dos primeiros dela, a gente acaba perdoando rs. 

O livro tem uma escrita muito fluida e você consegue terminar super rápido. Isso é uma das vantagens da Taylor, nesse quesito ela é ótima.

Eu só peço que vocês leiam e venham me falar se gostaram, por favor. 

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Título: Em outra vida, talvez?
Autor: Taylor Jenkins Reid
Editora: Record
Páginas: 318

SinopseO primeiro romance da autora de Os sete maridos de Evelyn Hugo publicado no Brasil ganha uma nova capa. Em outra vida, talvez? conta, em realidades paralelas, os desdobramentos de cada escolha de Hannah Martin, uma das protagonistas mais cativantes de Taylor Jenkins Reid.
E se tudo o que fosse possível acontecesse? Em outra vida, talvez? nos apresenta, em realidades paralelas, os desdobramentos e as consequências de duas escolhas diferentes da protagonista Hannah Martin, uma mulher forte e espirituosa que, aos 29 anos, sente-se perdida. Hannah já morou em várias cidades e trabalhou em incontáveis lugares desde que terminou os estudos - mas nada disso a ajudou a decidir qual rumo dar à vida.
Depois de sofrer uma decepção amorosa, ela resolve voltar para Los Angeles, sua cidade natal, para morar com Gabby, sua melhor amiga, e Matt, o marido dela. Para celebrar esse retorno, o casal leva Hannah a um bar onde ela reencontra Ethan, um ex-namorado da época do colégio. No final da noite, Gabby e Matt decidem ir embora, e Hannah se vê diante de um dilema: voltar para casa com os amigos ou ficar com Ethan e aceitar a carona dele para casa?
Em realidades alternativas, acompanhamos os dois cenários, com desdobramentos bem diferentes na vida de Hannah e de todos que fazem parte dela.
Será que tudo o que vivenciamos está predestinado a acontecer? Quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.
Em outra vida, talvez? foi o primeiro romance de Taylor Jenkins Reid publicado no Brasil. Ela é autora do best-seller Os sete maridos de Evelyn Hugo, que foi um dos livros mais vendidos no Brasil em 2021.


12 de junho de 2022

{Resenha} Quase casados

Hoje a resenha é sobre o livro "Quase casados" de Jane Costello. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu peguei essa dica de leitura pelo Kindle Unlimited e confesso que gostei bastante. A leitura me surpreendeu. 

Zoe Moore estava com tudo pronto para subir ao altar. Depois de um relacionamento longo e de ter em seu noivo, seu melhor amigo, ela não tinha duvidas de que seria o dia mais feliz de sua vida. Só que ela não contava, que o noivo desistiria no último minuto e a deixaria no altar, sem nem olhar para trás. 

 Zoe não se conforma que tem que recomeçar a sua vida e larga Liverpool. Vai para os Estados Unidos, tentando esquecer os momentos difíceis que passou. E lá, ela conhece Ryan, um viúvo que faz com que ela a vida de Zoe se torne um inferno. 

A única coisa boa dessa relação são as crianças. Os filhos de Ryan fazem de tudo para aceitar a nova babá, e além de cuidar das crianças, Zoe acaba virando uma dona do lar e auxiliando em tudo do que Ryan precisa. 

A única coisa que não gostei foi a forma como Ryan tratou Zoe, desde o início ele foi um ogro, a maltratando e deixando toda a responsabilidade da casa e das crianças nas costas da nova babá. E, vamos combinar que ela não tinha obrigação de ficar a disposição do cara vinte e quatro horas por dia. E, é isso que acontece com a nossa protagonista. 

No começa, a achei meio inocente, mas depois vi que o Ryan é muito folgado mesmo. E, não importa que seja gato, trate a mulher que está cuidando de seus filhos com respeito. 

Eu gostei da leitura, o final não me surpreendeu, mas deu para dar uma aquecidinha no coração. Nesses tempos de amores líquidos, terminar um livro com um sorriso no rosto, dá muita satisfação. 

E vocês, gostam de romances leves também? Vem embarcar comigo nessa história fofa. 

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Título: Quase Casados
Autor: Jane Costello
Editora: Record
Páginas: 414

SinopsePara Zoe Moore, o dia de seu casamento foi o mais marcante de sua vida. Ou melhor, o dia em que deveria ter se casado, mas em vez disso, foi largada no altar após sete anos de namoro. Arrasada e disposta a se recuperar, ela decide se mudar de Liverpool para os Estados Unidos e trabalhar como babá. Ao chegar em Boston, ela se depara com a esperta Ruby, prestes a completar 6 anos, o adorável Samuel, que acaba de fazer 3, e o pai deles, Ryan Miller. Seu novo chefe, além de fazer uma bagunça sem precedentes e de ter um mau humor imbatível, é incrivelmente bonito. Depois de um começo um tanto decepcionante, Zoe e Ryan começam a se entender, mas ela está prestes a descobrir que recomeços podem ser mais difíceis do que esperava.

29 de maio de 2022

{Resenha} A paciente silenciosa

 Hoje a resenha é sobre o livro "A paciente silenciosa" de Alex Michaelides.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

A leitura desse livro me trouxe vários sentimentos. Fazia tempo que não lia uma linha estruturada tão bem feita e montada, para você ficar tenso do início ao fim. 

Alicia Berenson era uma artista muito bem sucedida, tinha sua carreira como pintora consolidada e um casamento perfeito. Amava o marido mais do que amava a si mesmo e aí é que está o erro. Alicia o amava tanto que deu cinco tiros na sua face e depois disso nunca mais falou. Alicia fez isso mesmo e as justificativas a gente conseguindo desvendar ao longo da leitura. 

Ao ser internada em um hospital psiquiátrico, Alicia passa a ser uma mulher solitária, e é nesse contexto que ela conhece Theo Faber, um psicoterapeuta forense, que quer salvar Alicia de si mesmo e desse mundo silencioso na qual ela vive. 

Theo sabe como lidar com o temperamento de Alicia, não acredita que ela tenha alguma doença mental de base, apesar de todos torcerem contra. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

A trama é muito bem desenvolvida e você acaba se perguntando o porquê de Alicia ter assassinado o esposo, o seu amado companheiro e amigo, a sangue frio. Será que foi ela mesma quem atirou? Será que Alicia estava sob o efeito de alguma substância? Ou será que ela é simplesmente psicopata, e agiu fria e calculadamente?

Só posso dizer que a leitura é muito instigante. O livro é um thriller que fará você se tremer de raiva e ao mesmo tempo de curiosidade. Fazia muito tempo que eu não lia um livro que me prendesse tanto e que me deixasse apreensiva e esse foi um deles. 

Ficaram curiosos? Venham fazer essa leitura e me contem o que acharam. Não tem como não indicar essa leitura de olhos fechados. 

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Título: A paciente silenciosa
Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 364

Sinopse: Alicia Berenson tinha uma vida perfeita. Ela era uma pintora famosa casada com um fotógrafo bem-sucedido e morava numa área nobre de Londres que dá para o parque de Hampstead Heath. Certa noite, Gabriel, seu marido, voltou tarde para casa depois de um ensaio para uma revista de moda e, de repente, a vida de Alicia mudou completamente.Alicia tinha 33 anos quando deu cinco tiros no rosto do marido. Depois disso, nunca mais disse uma palavra.
A recusa da artista a falar ou a dar qualquer explicação transforme essa tragédia doméstica em algo muito maior - um mistério que atrai a atenção do público e aumenta ainda mais a fama da pintora. Entretanto, ao mesmo tempo que seus quadros passam a ser mas valorizados que nunca, ela é levada para o Grove, um hospital psiquiátrico judiciário na zona norte de Londres.
Theo Faber é um psicoterapeuta forense que espera há muito tempo por uma oportunidade de trabalhar com Alicia. Ele tem certeza de que é a pessoa certa para lidar com o caso. No entanto, sua determinação para fazê-la falar e desvendar o mistério de por que ela atirou no marido o arrasta para um caminho tortuoso que sugere que as raízes do silêncio de Alicia são muito mais profundas do que ele jamais poderia imaginar.
E, se ela falar, ele será capaz de encarar a verdade?


15 de maio de 2022

{Resenha} Uma pitada de amor

 Hoje a resenha é sobre o livro "Uma pitada de amor" de Katie Fforde.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu li esse livro por pura coincidência. Ele estava disponível no Kindle Unlimited e não é que me surpreendi. E vamos conhecer a nossa Zoe, uma moça que sabe cozinhar e fará de tudo para agradar a todos e ainda conquistar uma competição de um programa de culinária. 

A nossa protagonista começa a ter consciência desde cedo que é muito boa na cozinha, quando descobre que a sua parceira de quarto é Cher, uma mulher que fará de tudo para pisar e humilhar todos os outros concorrentes, só para ganhar a competição. 

Mas, nesse meio tempo, Zoe prova por a mais b que é capaz de cozinhar perfeitamente bem e ainda se apaixonar por nada mais nada menos que um jurado. Isso mesmo pessoal. Zoe fica encantada e a partir daí essa relação começa a tumultuar a vida da nossa protagonista e sua participação no reality, que era um sonho muito antigo e necessário para que ela realize os seus desejos. 

Eu gostei bastante do livro, achei a leitura bem leve e fluida. A Zoe é uma mulher que quer agradar a todos, mas esquece de seus desejos e anseios. E isso foi o que mais me incomodou no livro. Ela não consegue dizer não, e em vários momentos sai prejudicada por causa disso. 

O que falar dos personagens secundários. Cher é intragável, acha que só ela é a melhor e a mais bonita e acha que vai ganhar o programa se der em cima dos jurados ou jornalistas. 

Gideon é um dos jurados e sabe que é bom naquilo que faz. O encantamento de Zoe é instantaneo, mas por ser jurado, eles terão que percorrer um longo caminho. 

Foi uma leitura bem agradável e bem tranquila. Uma leitura para os dias de inverno, com um café no colo, porque ele aquece o coração. 

Então, está esperando o que para ler essa belezura? Vem embarcar nessa cozinha cheio de doces e travessuras. 

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Título: Uma pitada de amor
Autor: Katie Fforde
Editora: Record
Páginas: 400

Sinopse: Uma aspirante a cozinheira em um programa de TV. Um jurado muito atraente. Um amor proibido.Quando Zoe Harper conquista uma cobiçada vaga em um reality show de culinária, ela mal pode esperar para pôr suas habilidades à prova. Sua principal motivação é o prêmio em dinheiro: um valor que certamente a ajudaria a abrir sua tão sonhada delicatéssen.
No entanto, ela logo percebe que a competição vai muito além da cozinha. Cher, outra concorrente, está disposta a tudo para ganhar, incluindo jogar seu charme para cima dos jurados. E as coisas se complicam ainda mais quando Zoe percebe que está se apaixonando por um deles: o incrivelmente sexy Gideon Irving. Com tudo o que está em risco, os dois têm muito a perder caso se envolvam, algo que parece cada vez mais inevitável.
De repente, Zoe percebe que há mais em jogo do que apenas canapés, cupcakes e técnicas de corte. Uma pitada de amor é um livro engraçado e doce na medida certa.
• Uma pitada de amor foi vencedor do prêmio de melhor romance contemporâneo da Romantic Novelists’ Association, instituição inglesa que tem por objetivo promover a ficção romântica.
• Da autora, a Editora Record já publicou Amor nas entrelinhas.
• Para fãs de chick-lit e reality shows de culinária. Este tipo de programa de TV vem se tornando cada vez mais popular no Brasil e no mundo, como Masterchef, Top Chef, Hell’s Kitchen, Cake Boss, Cozinha Sob Pressão, Cozinheiros em Ação.








11 de novembro de 2019

{Resenha} Te devo uma

Hoje a resenha é sobre o livro "Te devo uma" de Sophie Kinsella.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

O primeiro livro que li da Sophie foi "Fiquei com seu número" e fiquei completamente apaixonada pela sua escrita e a forma como ela desenvolve a história te deixa imerso ao mundo dos personagens. 

Te devo uma é um dos seus últimos lançamentos e quando saiu já fiquei apaixonada pela capa. O livro conta a história de Fixie Farr, só pelo nome da personagem já dá para sacar que ela é uma bitolada em resolver problemas, não é mesmo?

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Fixie trabalha na loja da família, que é como se fosse aqui uma "Lojas Mel". Vendem de tudo um pouco e ela é bem dedicada a loja e sua família. Quando Ryan, um paquera de escola, volta dos Estados Unidos, ela se vê imersa nessa relação que é mais platônica do que tudo. Porém, isso não é nada perto do incidente que a fez salvar um computador e ficar em crédito com o charmoso e gentil Sebastian. 

A vida de Fixie faz um giro de 360 graus, quando sua mãe passa mal e resolve se afastar dos negócios. Uma mulher de fibra que consegue controlar os filhos (Jake e Nicole), irmãos de Fixie, que não estão se importando muito com o desenrolar da loja da família e seu patrimônio. 

Te devo uma, traz de uma forma envolvente a história de uma família, que apesar de vários conflitos, tentam manter a segurança, a confiança e o amor acima de tudo. 

Fixie é aquele típico personagem feminino que tenta resolver e solucionar todos os problemas ao seu redor, mas ainda é muito insegura para lidar com seus próprios conflitos. Ela não sabe dizer não (o que me deixa bem irritada) e acaba sofrendo depois por algo que não gostaria de ter dito e/ou feito. Apesar disso, Fixie é uma mulher empoderada, inclusive adorei a escrita da Sophie nesse sentido, de começar a mencionar em alguns momentos sobre machismo estruturado na sociedade, e como a Fixie dribla essas situações de uma maneira inteligente e superior a qualquer preconceito. 

Os personagens masculinos, em geral, tendem a se dar bem em cima das custas de seu círculo de mulheres fortes, como o galã Ryan e o Jake, mas a lição no decorrer da história ela é aprendida direitinho e a gente consegue até simpatizar com eles. Sebastian é um cara atípico. Ele consegue cativar o seu eleitorado e a gente torce até a última página por ele. 

Eu só posso dizer que o livro me surpreendeu muito. A narrativa de Sophie nos deixa tão envolvida, que quando termina, você quer voltar a última página para acreditar que acabou rs.
Então, só posso dizer que, se você não leu nenhum livro da Sophie, não perca mais tempo, ela tem várias opções que fará você se apaixonar por sua escrita. Inclusive, um deles, vai virar uma produção cinematográfica*, está esperando o quê?


O Segredo de Emma Corrigan foi adaptado para as telonas e estreou nos Estados Unidos em setembro/2019 sem previsão de lançamento aqui no Brasil. Alexandra Daddario (Terremoto - A Falha de San Andreas) e Tyler Hoechlin (Teen Wolf, Supergirl) estrelam a adaptação cinematográfica.


Título: Te devo uma
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 420
SinopseUma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre.
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo!
Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo.
Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado que cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

9 de setembro de 2019

{Resenha} O ar que ele respira

Hoje a resenha é sobre o livro "O ar que ele respira" de Brittainy C. Cherry.
Foto retirada de arquivo pessoal
Eu fiquei interessada nessa leitura, depois de ler algumas resenhas no Skoob. Porém, confesso que mesmo depois de adquiri-lo através de uma troca, demorei algum tempo para de fato começar a ler e fiquei bem feliz com a minha escolha.

O livro conta a história de Tristan e Elizabeth. Ele perde seu único filho e mulher em um trágico acidente e se fecha para tentar lidar com a dor profunda da perda. Ela perde seu marido e companheiro de tantas aventuras e depois de um tempo longe de sua cidade natal, volta para tentar cicatrizar as feridas que tendem a sangrar de vez em quando. 

A escrita da Brittainy é tão leve, que quando você percebe já está no meio da leitura e querendo saber o que acontecerá com os personagens. 
O Tristan é um grosso! No começo da uma vontade de esganá-lo e quando a gente percebe o quanto está sendo difícil para ele vivenciar com o luto e lidar com os seus vizinhos, aí temos um pouco mais de empatia pelo personagem . 

A Elizabeth é aquela mulher que por mais que esteja triste, consegue amenizar a tristeza com os amigos e a filha, que a faz se manter firme.

O que eu gostei na leitura, foi a maneira como a história se desenvolve, porque por mais que seja um romance, ele não é aquele clichê. Os dois personagens se conectam de uma maneira inesperada, por terem muitos pontos em comuns dentro dos seus respectivos lutos e é isso que faz a história ficar interessantissíma. Quando você acha que vai acabar, acontece uma reviravolta imensa e o final meus amigos, só digam que apenas LEIAM!

Eu gostei bastante dos personagens secundários, por deixarem a história mais rica e com alguns detalhes de cair o queixo. Faye é desbocada e ama muito Elizabeth, para entender até onde pode ou não interferir nas escolhas dela. Tanner é aquele amigo que fará de tudo para que Elizabeth a note e aí o bicho vai pegar. 

Eu adorei a leitura. É um romance para ser lido sem pressa, por mais que você queira devorá-lo em um final de semana, porque depois vai bater uma saudade gostosa. Venham conhecer a história desses dois que fará você repensar laços de amizade, empatia, luto e amor. 


Título: O ar que ele respira
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 321
Sinopse: Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.






24 de abril de 2017

{Fique Ligado} Mochilão da Record

Olá Pessoal,

Hoje vou falar um pouco sobre o Mochilão da Record versão 2017. Em seu terceiro ano consecutivo o Mochilão faz sucesso por onde passa, começou na última sexta-feira (21/04/2017), uma turnê por diversos estados do Brasil para apresentar os destaques entre os lançamentos da editora para o segundo semestre. 

A imagem pode conter: texto

Esse ano o Mochilão passará por 13 cidades do país. Nos eventos, a equipe de marketing do grupo apresenta capas, conta sinopses, distribui brindes e muito mais. 
Confira se sua cidade está no mapa e qual a data do Mochilão em sua cidade. 


21/04 – Belo Horizonte – bit.ly/Mochilao2017BeloHorizonte
22/04 – Porto Alegre – bit.ly/Mochilao2017PortoAlegre
28/04 – Natal – bit.ly/Mochilao2017Natal
29/04 – João Pessoa – bit.ly/Mochilao2017JoãoPessoa
30/04 – Recife – bit.ly/Mochilao2017Recife
01/05 – Salvador – bit.ly/Mochilao2017Salvador
06/05 – Brasília – bit.ly/Mochilao2017Brasilia
07/05 – Goiânia – bit.ly/Mochilao2017Goiania
13/05 – Rio de Janeiro – bit.ly/Mochilao2017RJ19/05 – São Luís
20/05 – Belém
21/05 – Manaus
03/06 - São Paulo - https://www.facebook.com/events/1519865001371507/

Em São Paulo, o evento foi adiado para o final de maio, e assim como o ano passado, seremos os últimos. Irá acontecer na Saraiva do Shopping Center Norte. Confira as regras do evento para não perder a data e nem o horário. 
[REGRAS DO EVENTO]
- Capacidade: 200 pessoas;
- Distribuição de 200 senhas começa às 13h;
- Haverá uma segunda sessão às 16h caso forme público mínimo de pessoas (40% da capacidade do local) até o início da primeira sessão. A distribuição de senhas da segunda sessão será feita logo após as senhas da primeira sessão esgotarem; 
- O evento é gratuito e, por questões de segurança, está sujeito à lotação do espaço;
- Restrição de 1 senha pessoal e intransferível.
E aí gente, quem vamos? Eu já estou contando os dias para participar desse mega evento!

23 de junho de 2016

Mochilão da Record

Olá gente, tudo bem?

Hoje vim falar de uma experiência bem legal, a qual tive a oportunidade de participar.

No dia 18/06/16 ocorreu aqui na cidade de São Paulo mais uma edição do Mochilão da Record, promovido pelo Grupo Editorial Record.
O evento foi realizado na Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte , na Zona norte de São Paulo. A distribuição das senhas começou às 10:00 h e o evento iniciou às 11:00 h. 
Formamos a fila cedo. Eu cheguei por volta das 08:00 h e ficamos esperando para entrar. 



O que posso falar é que o evento foi bem organizado.  Entramos no auditório da Livraria às 11 horas. As apresentações dos livros foram feitas e fiquei bem empolgada com os lançamentos que vem por aí. 



O bom desses eventos é que conhecemos bastante gente. E tive o prazer de conhecer essas meninas super simpáticas. Da esquerda para direita: Talissa, Juliana e Fernanda. 


Foram feitas muitas apresentações. No total o evento durou umas 2h30min. E ficamos bem contentes com os apresentadores Thiago e Shirley, sempre carismáticos e simpáticos.


E para finalizar, recebemos um kit na apresentação com marcadores (todos lindos na foto abaixo), um bóton e o livro Como Ser Solteira da autora Liz Tuccillo. E ainda iremos receber em casa mais 4 livros de cortesia da Editora. Vou aguardar ansiosa.


Eu adorei o evento e espero para participar dos próximos. Embarquem comigo nessa aventura. 

23 de março de 2016

{Resenha} Em busca de abrigo

Hoje a resenha é sobre o livro Em Busca de Abrigo de Jojo Moyes

Conheci a autora quando li um dos seus livros mais famosos que virará filme em breve: Como eu era antes de você e confesso que amei a sua escrita. Depois desse livro li vários outros dela e comecei a pesquisar os seus primeiros livros e esse é um deles.
Em busca de abrigo foi seu primeiro livro publicado pela Editora Bertrand Brasil em 2004 no Brasil e como li os outros livros, fiquei muito interessada em ler esse também.


Em busca de Abrigo relata a história das três gerações de mulheres da família Ballantyne, a Senhora austera e rude Joy, de Kate uma filha que não vê a mãe desde os 18 anos, quando descobriu estar grávida de Sabine, sua filha de 16 anos.
O início do livro se dá pela história de Joy, uma jovem de 21 anos, que é uma mulher muito a frente do seu tempo, 1953. Ela casa-se com Edward, por quem é apaixonada até os dias atuais. 
Kate, agora com o passar do tempo, está com 35 anos e é bem insegura, porém ama incondicionalmente sua filha Sabine. 
A maior parte do livro é narrado por Sabine, uma adolescente, em crise existencial, que foi para o Condado de Wesford, na Irlanda, para visitar os avós, com quem nunca teve contato até o esse momento. 
Joy é muito rígida e vê em Sabine um temperamento parecido com o seu. Kate ainda precisa vencer os medos que ficaram no passado para lidar com a mãe e a filha. Em busca de abrigo retrata os conflitos, medos e laços familiares que se perderam no meio do caminho e que estão sendo reconstruídos. 

Jojo, neste livro, demora um pouco para introduzir a história. Eu fiquei um tempo tentando ler mais rápido, mas o começo é um pouco cansativo. Sabine é uma protagonista, ora chata, ora irritante e ora apaixonante. Ela é mimada e por mais que trate a mãe de forma rude e grosseira, Kate nunca deixa de falar uma palavra de amor para a filha. Fiquei um pouco cansada com a Sabine, mas no decorrer da história percebemos que ela precisa de atenção. 

Não posso dizer que esse é o meu livro preferido da autora, mas em se tratando de Jojo Moyes, não tem como deixar de ler!

Bora embarcar comigo nessa história?



Livro: Em busca de Abrigo
Autor: Jojo Moyes
Gênero: Drama, Romance
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 434
Sinopse: A nova edição do romance de estreia da autora vencedora do prêmio RNA com A casa das marés Na noite da Coroação da Rainha Elizabeth II, em 1953, a comunidade de expatriados de Hong Kong se reúne para celebrar o evento com uma festa. Enquanto os convidados tentam ouvir a cerimônia em um rádio antigo, Joy, uma jovem de 21 anos, se apaixona. Menos de vinte e quatro horas depois da festa, ela já está prometida em noivado ao rapaz, mas só tornará a se encontrar com o noivo um ano depois. Em 1980, um ato de rebeldia faz Kate, aos 18 anos, fugir do Condado de Wexford, na Irlanda, com sua filha ilegítima. Quinze anos mais tarde, Sabine deixa Hackney, o elegante bairro onde mora, em Londres, para visitar os avós que jamais conheceu e descobre que Wexford parece ter parado no tempo. Quando Sabine, sua mãe e sua avó voltam a se encontrar, um segredo de família cuidadosamente guardado é descoberto, bem como algumas verdades importantíssimas: o conflito entre o amor e o dever, as escolhas que as mulheres são obrigadas a fazer e o relacionamento entre mães e filhas. 

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