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1 de março de 2026

{Resenha} A sete chaves

Hoje a resenha é sobre o livro "A sete chaves" de Freida McFadden.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu comecei a ler esse livro despretensiosamente. Nessa história, vamos conhecer a história de Nora Davis, uma cirurgiã renomada que tem um segredo que ninguém sabe e que a deixa apreensiva e com medo de ser descoberta, porém Nora está vivendo a sua vida tranquilamente, quando seu pai é lembrado a todo momento. 

O pai de Nora está cumprindo prisão perpétua e ninguém sabe que ele era o serial killer mais famoso de sua época. Uma época que Nora apagou da sua vida, até hoje. 

Quando uma de suas pacientes aparece morta, com o mesmo modus operandi do seu pai, Nora fica em dúvida se ele está preso de fato. Muitas coisas começam a acontecer e a sua vida vira de cabeça para baixo. 

Freida consegue escrever um thriller que vai deixar você de boca aberta. Confesso que a Nora me irritou em muitos momentos, até no fato que a polícia tentou culpá-la, mas você pensa, se eu não matei ninguém não tem o porquê de eu me questionar. Entretanto, Nora fica na dúvida. Oi? Não, né Nora, pelo amor!

Apesar disso, eu adorei o livro. Achei o plot muito bom. Você desconfia de todo mundo, menos da pessoa que é a assassina de fato. Eu não imaginava mesmo! 

Outro ponto que gostei no livro, foi a narrativa de quando Nora era criança e os tempos atuais. Eu gostei bastante de conhecer um pouco da infância da nossa protagonista, dá para entender porque ela se sente tão sozinha e como isso afeta a sua vida atualmente. 

Eu só posso dizer que esse é um dos livros que mais gostei da Freida, depois de a trilogia de "A empregada". A escrita da Freida é bem fluida e é impossível você parar de ler. Leiam esse livro e venham me falar o que acham. Eu já quero ler outros para ver se vou ficar tão entretida quanto esse me entreteu. 

Onde Comprar: Amazon


Título: A sete chaves
Autor: Freida McFadden
Editora: Arqueiro
Páginas: 272

SinopseAlgumas portas são trancadas por um motivo… Enquanto Nora Davis, de 11 anos, estava em seu quarto fazendo a lição de casa, não fazia ideia de que seu pai estava matando mulheres no porão. Até o dia em que a polícia chegou à porta da casa. Décadas depois, o pai de Nora está passando a vida atrás das grades, e Nora é uma cirurgiã bem-sucedida com uma existência tranquila e solitária. Ninguém sabe sobre seu passado, e ela fará de tudo para que continue assim. Então, uma de suas jovens pacientes é assassinada, da mesma maneira única e horrível que seu pai usava para matar suas vítimas. Alguém sabe quem é Nora. Alguém quer que ela assuma a culpa por esse crime impensável. Mas ela não é como seu pai. A polícia não pode lhe atribuir nada. Desde que não procurem em seu porão... Um thriller psicológico fascinante sobre culpa, segredos e sobre a possibilidade de superar o que está em nosso sangue.

18 de janeiro de 2026

{Resenha} Procure nas cinzas

Hoje a resenha é sobre o livro "Procure nas cinzas" de Charlie Donlea. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava curiosa por esse livro e confesso que fiquei bem dividida. Esse é o última de uma série de livros do autor, que me deixou obcecada. A história começa de uma maneira interessante. Vamos ter o ataque as torres gêmeas e uma mulher que é considerada culpada de um assassinato. Victoria Ford não sabia o que iria encontrar quando foi conversar com o advogado, naquele onze de setembro de dois mil e um.

Após duas décadas, Avery Mason, uma famosa apresentadora de TV, desenterra o caso de Victoria Ford. Ao visitar sua irmã, Emma, Avery fica balançada com quase condenação de Victoria e começa a investigar. A partir daí, Avery começa a conversar com as pessoas que estavam investigando o assassinato e chega até o investigador aposentado do FBI, Walt Jenkis.

Avery cavuca bastante e consegue encontrar muitas coisas, ao mesmo tempo que tenta colocar a sua vida no lugar. Avery tem muitos segredos e precisa desvendar os mistérios que rondam em torno de Victoria. 

Eu gostei do livro, mas achei o início bem morno e conforme você vai evoluindo na leitura, as coisas começam a acontecer. Eu achei os plots twists bem bons, porém achei o final um pouco forçado. Não sei se o autor quis chocar o leitor no final, mas achei meio desnecessário. 

Apesar disso, gostei bastante dos personagens secundários, achei a Avery bem descolada também e com vários segredos que nos deixam com os cabelos em pé. 

Acredito que de todos os livros do Charlie, esse foi o que menos gostei. Isso não quer dizer que não é bom, só é um livro mais parado e diferente dos outros, que a tensão nos cercam em todas as páginas. 

Você já leu algo do autor? Vem me falar o que acha. 


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Título: Procure nas cinzas
Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial 
Páginas: 356

SinopseO ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center chocou o mundo vinte anos atrás, mas, para uma família, esse atentado teve um gosto mais amargo. A destruição dos edifícios deu fim à vida de Victória, a principal suspeita de um crime brutal ― sem que ela tivesse a chance de se defender. E sua irmã, Emma, ainda tinha um assunto pendente: naquele momento extremo, pouco antes de o prédio desabar, Victoria conseguiu realizar uma última ligação pedindo que Emma a ajudasse a provar sua inocência. O caso fica abandonado por duas décadas, até que a evolução das técnicas forenses possibilitou a identificação do DNA de uma das vítimas dos ataques ― justamente da mulher que foi considerada culpada pelo assassinato de um conhecido escritor. Avery Manson, uma famosa apresentadora de TV, vê no caso uma oportunidade de alavancar ainda mais a sua carreira. Seu faro jornalístico a leva até Emma, e ela decide fazer o que for preciso para reabrir o caso, expor as falhas da polícia e descobrir se Victoria era ou não inocente. Avery não imaginava que seria preciso remontar um complexo quebra-cabeça para se chegar à verdade. E ela própria guarda também muitos segredos que, na busca insaciável por conseguir uma ótima história, podem ser expostos e destruir todo o sucesso que conquistou. Para quem ama os clássicos de Agatha Christie ou adora suspenses e personagens misteriosos e envolventes. Procure nas cinzas, lançamento da Faro Editorial, cria um emaranhado de tramas e personagens interessantes, capazes de tudo, e que irão fisgar os leitores até as últimas páginas.

5 de janeiro de 2025

{Resenha} A garota do lago

Hoje a resenha é sobre o livro "A garota do lago" de Charlie Donlea. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu sempre ouvia e li muitas resenhas do autor desse livro, mas não imaginei que ler um livro que faria vibrar e ficar ansiosa pelo fim. 

Na trama vamos conhecer a história de Becca Eckersley, uma estudante de direito que aparece morta em sua cidade natal. E uma jornalista, Kelsey Castle, que está tentando lidar com seus fantasmas e tem a missão de escrever um artigo sobre a morte de Becca. 

A questão é que Kelsey está entrando em um vespeiro e precisa saber lidar com as armadilhas que a própria história de Becca vai trazer. 

Além disso, vamos conhecer a história dos outros três estudantes de direitos que eram amigos de Becca e que também estão envolvidos nessa teia de aranha. E para desvendar os mistérios que a história envolve, Kelsey acaba conhecendo o médico da cidade, que a ajuda a desvender muitos mistérios. 

A história tem a versão dos dias atuais e a contada por Becca antes dela ser assassinada e isso deixa a gente mais instigada a saber o que irá acontecer. 

O que eu mais gostei na trama de Charlie é a maneira como a história se desenvolve e você fica ansioso esperando o que vai acontecer. Fazia tempo que eu não ficava tão empolgada lendo um livro. E olha que dizem que por esse ser seu primeiro, não é tão bom, imagina os próximos. 

E o final do livro é tão empolgante e ao mesmo tempo é um soco no estômago. Eu fiquei consternada com a história da Becca, e mesmo sabendo que é ficção, ainda assim fiquei bem impressionada em como a trama evoluiu. 

Eu gostei bastante do enredo e o livro, a leitura é bem fluída, e você lê bastante rápido. Essa foi a minha última leitura do ano de 2024 e já estou ansiosa para ler os próximos.

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TítuloA garota do lago
Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Páginas: 288

SinopseAlguns lugares parecem belos demais para serem tocados pelo horror...Summit Lake, uma pequena cidade entre montanhas, é esse tipo de lugar, bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada.Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Filha de um poderoso advogado, Becca estava no auge de sua vida. Era trabalhadora, realizada na vida pessoal e tinha um futuro promissor. Para grande parte dos colegas, era a pessoa mais gentil que conheciam.Agora, enquanto os habitantes, chocados, reúnem-se para compartilhar suas suspeitas, a polícia não possui nenhuma pista relevante.Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso.... e logo se estabelece uma conexão íntima quando um vivo caminha nas mesmas pegadas dos mortos...A selvageria do crime e os esforços para manter o caso em silêncio sugerem mais que um ataque aleatório cometido por um estranho. Quanto mais se aprofunda nos detalhes e pistas, apesar dos avisos de perigo, mais Kelsey se sente ligada à garota morta. E enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu com Becca pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado...

25 de dezembro de 2024

{Resenha} O pior dos crimes

Hoje a resenha é sobre o livro "O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni" de Rogério Pagnan.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava com esse livro na estante parado há muito tempo. Apesar de ver a série e ler outros livros sobre o tema, essa é uma história que não tem como a gente não se compadecer. 

O Rogério é um jornalista, que fez a cobertura a fundo de tudo o que aconteceu naquele fatídico dia que uma criança apareceu caída no jardim do prédio, na zona norte de São Paulo. 

Ao decorrer da leitura, podemos perceber que o autor traça um paralelo da investigação que está sendo feita pela polícia e pela sua própria investigação. Foram anos dedicados na investigação, entrevista de pessoas que estavam ligados diretamente a denúncia. 

Eu fiquei meio passada com as descobertas da investigação e o quanto a gente coloca em xeque o que foi apresentado pelos procuradores e pela justiça. 

E ao acompanhar toda a investigação, ficamos repensando muitas coisas, até mesmo que os Nardoni poderiam não ter feito aquilo, não serem culpados de fato. A ideia de julgamento, primeiro pelo público e pela imprensa, fica muito claro nas páginas do livro. Eu sei que se fosse hoje, teríamos outras provas para analisar, afinal, estamos falando do ano de 2008.

Rogério inclusive faz um paralelo de vida do Alexandre e da Ana Carolina, como se conheceram e resolveram ficar juntos, o nascimento dos filhos. A relação das famílias com os genitores. A relação da ex, também Ana Carolina, com o Alexandre e a madrasta. Isso tudo é narrado, antes de entrar de fato no dia do crime e no que foi revelado ao longo de todo o processo criminal. 

Eu até achei meio tendencioso ao final da leitura, como se a todo momento o autor quisesse achar outros culpados ou que a justiça tinha sido injusta nesse caso. E apesar de tudo que foi colocado, apesar de ser uma história que envolva uma criança e que os culpados nunca confessaram, fica difícil acreditar que eles não estão envolvidos. 

Eu acredito que todos tenham que ler para chegar as suas próprias conclusões. Eu li e gostei. E acredito que no fim, o Rogério estava fazendo seu trabalho enquanto jornalista, tentou ser parcial e mostrar o outro lado, por isso vale a leitura. 

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Título: O pior dos crimes: A história do assassinato de Isabella Nardoni
Autor: Rogério Pagnan
Editora: Record
Páginas: 336

SinopseA história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.

"Este livro, construído em ritmo de thriller, merece ser lido por todos que se interessam por investigação policial, sistema judicial, crime e castigo. Um dos mais importantes repórteres policiais de sua geração, Rogério Pagnan não se contentou em detalhar o trágico caso que, por inúmeras características, conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. O autor foi além, enfrentando questões urgentes e ainda pouco debatidas no Brasil a respeito da natureza e dos limites de um processo judicial, o que torna esta obra, desde já, imprescindível no campo do Direito. Aqui estão expostos os vícios que alimentam uma engrenagem burocrática investigatória abaixo das necessidades de um país com seus 60 mil homicídios ao ano: pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes, um Ministério Público empolgado com os holofotes, dúvidas transformadas em certezas. Embora, vale dizer, não sejam características restritas ao Brasil, são ingredientes de uma receita destinada a produzir processos frágeis e cheios de dúvidas. Mas, se o caso Nardoni de fato representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, como se espera no desfecho de qualquer acusação, o leitor poderá dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem. Pagnan demonstra o que sempre se espera dos grandes repórteres em quaisquer circunstâncias: cético sem ser cínico, afirmativo sem ser leviano, ágil sem ser superficial. Sua exaustiva pesquisa sobre detalhes do processo, contrapondo argumentos da acusação e da defesa, produziu uma peça da mais alta qualidade e mais alto interesse jornalísticos. Obra que deveria servir de reflexão para todos que, de uma forma ou de outra, no curso de suas vidas profissionais, como policiais, promotores, juízes e jornalistas, acabam tendo que lidar com episódios dramáticos como a morte brutal da menina Isabella Nardoni." (Rubens Valente, jornalista)

19 de maio de 2024

{Resenha} Testemunha fatal

 Hoje a resenha é sobre o livro "Testemunha fatal" de Robert Bryndza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E hoje eu encerro essa saga de 7 livros que contam com uma detetive inspetora chefe um tanto quanto excêntrica e grosseira, mas que faz de tudo para ajudar aqueles que sofreram uma perda ou que estão correndo risco. 

Erika Foster tenta desvendar mais um crime brutal. Ao se mudar para um bairro considerado pacato, se depara, em uma caminhada sem pretensão, em uma cena de um crime brutal em um apartamento há algumas ruas da sua nova residência. 

Vicky Clarke era uma atriz que não conseguia colocação, mas ela também tinha outro talento: podcaster. E ao se deparar com o assédio de meninas em uma faculdade, a nossa atriz não deixou barato e foi tentar investigar, mas Vicky pagou com a vida o que ela achava que seria só mais uma história. 

Erika fica intrigada com a descoberta da jovem e o quanto seu podcast poderia desvendar, ao mesmo tempo em que nenhum indício, nenhuma anotação da jovem é localizada em seu apartamento, o caso fica mais sombrio quando outra jovem é encontrada morta, uma búlgara que tinha muita coisa a esconder e uma vida secreta que ficava escondida. 

Além disso, Erika tem que lidar com o fato de estar morando em uma nova casa, sem colchão ou calefação, o que a faz ficar de muito mal humor. A vida pessoal da nossa detetive dá uma remexida boa, e foi uma grata surpresa o que esse livro está reservando para ela. E não podemos esquecer de Moss, que se torna uma amiga e tanto, além de uma grande detetive e Peterson, que mesmo depois de tantos altos e baixos com a nossa protagonista se torna peça fundamental na vida dela. 

Esse livro tem um desenrolar interessante, diferente dos outros, não dá para desconfiar quem é o assassino, e a cada página uma nova tensão é gerada. Eu confesso que gostei bastante do desenvolvimento desse livro e de como as coisas correram para que Erika conseguisse fazer o seu trabalho da melhor maneira possível. 

A escrita de Robert é impecável, fazia tempo que eu não lia thriller policial com tanto afinco. Li todos os livros muito rápido e já estou me sentindo órfã. Espero que ele traga mais novidades da nossa detetive rabugenta, porque ela é uma personagem que a gente ama e odeia ao mesmo tempo. 

Se você é sensível a cena de crimes e violência, não leia, pois pode gerar gatilhos. 

Os livros não precisam ser lidos na ordem, mas se você o fizer, não vai se arrepender. Leiam, e me contem o que acharam. 

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Título: Testemunha fatal
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 304

Sinopse: Como encontrar um assassino que destruiu todas as evidências?
A detetive Erika Foster está de volta em mais um caso eletrizante. A aclamada série policial de Robert Bryndza está de volta!
Em sua caminhada noturna pelos arredores de Blackheath, a detetive Erika Foster se depara com o brutal assassinato de Vicky Clarke, uma famosa podcaster de true crime. Ao ser designada para o caso, a detetive descobre que Vicky trabalhava em um novo episódio sobre um predador sexual que ataca jovens estudantes do sul de Londres, vigiando suas vítimas em suas residências antes de invadi-las na calada da noite.
Quando Erika descobre que as anotações e gravações do podcast foram roubadas do apartamento da vítima na hora do assassinato, ela passa a acreditar que Vicky estava prestes a desmascarar o agressor e que foi morta para assegurar sua identidade. O caso ganha uma reviravolta perturbadora quando o corpo de uma jovem estudante búlgara é descoberto no mesmo prédio de Vicky. Assim, Erika passa a questionar tudo o que achava saber sobre a podcaster. Com poucas evidências em mãos, o tempo para encontrar o assassino antes que ele ataque outra vez está ficando cada vez menor.
Fatal Witness é o aguardado e aterrorizante retorno da detetive Erika Foster!

12 de maio de 2024

{Resenha} Segredos Mortais

Hoje a resenha é sobre o livro "Segredos mortais" de Robert Bryndza.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu confesso que depois de ler tantos livros da série, fica difícil escolher um só. E esse a história vai ficando tão interessante, que dá até uma dorzinha no peito quando acaba. 

Erika entra em cena novamente quando um corpo de uma jovem é encontrado pela mãe bem na porta de sua casa. Porém, o agravante é que é bem na noite de Natal. A nossa Detetive preferida estava em um momento de folga e acaba passando bem na cena do crime no mesmo momento que um o Detetive John está coletando dados e aí meus amigos, vocês já conhecendo a nossa protagonista, sabe que ela não vai desistir até liderar a investigação. 

A questão é que Erika vai cavoucar um lugar de muito difícil acesso e vai encontrar algumas coisas sinistras. E bem no meio da investigação, a nossa Detetive ainda tem que lidar com questões pessoais, envolvendo o Detetive Peterson e com seu ex-sogro, que vai necessitar de muito apoio no atual quadro de envelhecimento. 

A questão é que a medida que Erika vai tentando traçar os fatos, ainda existe um homem que está atacando pessoas próximos a estações de trem e metrô em Londres, e esses casos podem se entrelaçar. 

Eu confesso que fiquei bem apreensiva na forma como a jovem morreu e mesmo fragilizada, Erika se mantém muito persuasiva e intuitiva nesse caso para buscar o assassino. Além disso, a forma como ela lidou com a situação do ex-sogro, mostra que ela ainda tem um coração capaz de amar e se doar, porque eu confesso que tem vezes que só quero esganá-la. Precisa ser tão grossa e prepotente as vezes? Não, né!

Ainda assim, a escrita do Robert é tão fascinante que deixa você pregada no livro para saber como vai terminar, além disso, o fato de ter capítulos curtos faz com que o avançar das páginas se torne mais rápido. 

Eu sou suspeita de falar dessa série, porque adoro a Erika e toda a sua equipe. Eles são sensações e a maneira como a investigação ocorre até dá vontade de conhecer de fato como é uma polícia mais investigativa. 

Esse é o sexto livro da série, mas o Robert não deixa a desejar e não faz muita diferença se você ler fora da ordem. Eu li o quinto antes do terceiro e do quarto e fiquei mais instigada para ler os outros que "faltavam". 

Eu já virei fã desse autor e vou panfletar todos os livros dele rs, então se você ainda não leu esse, vai ler, porque merece demais um pouco da sua atenção. Agora se você é sensível com descrições de morte e tortura, esse livro não é muito indicado para você. 

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Título: Segredos mortais
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 288

Sinopse: Em uma manhã gelada de inverno, uma mãe encontra o corpo da filha, encharcado de sangue, jogado na calçada. Quem seria capaz de matar alguém na porta de casa? Após seu último caso, a Detetive Erika Foster se sente fragilizada, mas está determinada a liderar essa nova investigação. Ela começa recolhendo relatos de assaltos que ocorreram no mesmo bairro onde a jovem foi morta. Imediatamente, percebe um detalhe assustador que conecta os crimes: todas as vítimas foram atacadas por um criminoso que usava uma máscara de gás.
Ao buscar mais vestígios dessa estranha descoberta, o caso se torna ainda mais complicado, pois Erika se depara com uma teia de segredos envolvendo a morte da bela jovem. A detetive começa, então, a juntar as pistas, e também se vê forçada a enfrentar memórias dolorosas de seu próprio passado. Erika precisará investigar a fundo e manter o foco para encontrar o assassino. Mas, dessa vez, um dos seus familiares corre perigo.
Segredos Mortais é o último livro da série de thrillers eletrizantes protagonizados pela Detetive Erika Foster. Uma leitura de tirar o fôlego.

5 de maio de 2024

{Resenha} O último suspiro

Hoje a resenha é sobre o livro "O último suspiro" de Robert Bryndza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E hoje vou falar sobre o quarto livro da série policial com a Detetive Inspetora Chefe Erika Foster. Quando uma jovem é encontrada em uma caçamba de lixo, Erika fica se questionando o que teria acontecido para que uma mulher tão jovem tenha perdido a vida daquela forma tão brutal. A única questão é que o caso não é da Erika, ela está alocada em uma outra delegacia cuidando de casos burocráticos e por forças do destino acaba conseguindo trabalhar nesse caso. 

Ao mesmo tempo, Erika tem que lidar com a pressão de estar em um caso difícil, de acharem mais um corpo com as mesmas características meses antes e nada ser feito e de não ter uma equipe tão grande, e do seu movimento de se aproximar mais do Peterson.

O caso requer todo o cuidado, pois além de matar as mulheres, o assassino as mantém refém, e é isso que a nossa detetive tenta bloquear quando descobre que essas mulheres ainda sofrem na mão desse assassino antes de matá-las brutalmente. 

O que achei diferente, é que para nós leitores, o assassino já se apresenta na primeira página e conseguimos saber quem é, o que faz e como faz a caçada as vítimas. Uma das críticas nesse livro, com certeza, é o acesso a vida das pessoas através das redes sociais. Afinal, quanto nos expomos e abrimos nossas vidas nas redes, fazendo com que qualquer pessoa tenha acesso? Acho que isso é algo que precisamos pensar seriamente. 

Outro ponto é o fato da Erika já estar mais bem resolvida na vida pessoal, eu gostei bastante que nesse livro ela não fica se martirizando, já estava um pouco cansada daquela mesma conversa. 

Os personagens secundários também dão um show nesse livro. Eu adoro a Moss e o Peterson e acho que eles são um trio de detetives perfeitos. Além disso, tô começando a gostar mais do Médico Perito Isaac Strong, ele pode ser um grande amigo de Erika e ao mesmo tempo um ótimo profissional. 

Não tem como não gostar da escrita do Robert. A cada livro eu acho que ele se supera, ainda não consigo dizer qual de todos foi ou é meu preferido, mas posso dizer que essa série inteira, até aqui, já ganhou um parte importante do meu coração. Então, vocês estão esperando o que para ler?

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Título: O último suspiro
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 304

SinopseEle é o encontro perfeito. Ela é sua próxima vítima.”
Quando o corpo torturado de uma jovem é encontrado em uma lixeira, com os olhos inchados e as roupas encharcadas de sangue, a Detetive Erika Foster é uma das primeiras a chegar na cena do crime. O problema é que, desta vez, o caso não é dela.
Enquanto luta para garantir seu lugar na equipe de investigação, Erika rapidamente encontra uma ligação desse assassinato com um crime não solucionado de uma jovem quatro meses antes. Jogadas em um local semelhante, as duas mulheres têm feridas idênticas e uma incisão fatal na artéria femoral.
Procurando suas vítimas nas redes sociais a partir de um perfil falso, o assassino ataca jovens bonitas escolhidas aleatoriamente.
Então, uma outra garota é sequestrada… Erika e sua equipe têm que chegar antes que ela se torne a próxima vítima. Mas como a Detetive Foster pegará um assassino que parece não existir?
Eletrizante, tenso e impossível de largar, O Último Suspiro fará você correr para a última página.

28 de abril de 2024

{Resenha} Sob águas escuras

Hoje a resenha é sobre o livro "Sob águas escuras" de Robert Bryndza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E esse é o quarto da série e eu só posso dizer que o plot twist desse livro me deixou muito chocada. 

A Detetive Inspetora Chefe Erika Foster está tentando localizar uma mala com narcóticos em um lago artificial nos arredores de Londres, só que além da mala, eles localizam um corpo junto. Erika fica chocada quando descobrem que o corpo localizado na verdade são os restos mortais de Jessica Collins, uma garotinha de 7 anos que desapareceu próximo a sua casa, há 26 anos. 

E nessa busca de encontrar quem desapareceu com Jessica, Erika se vê em uma sinuca de bico, pois por ter sido um caso de muita repercussão na época, muitas pessoas tem medo de mexer nele. A Detetive Inspetora Chefe Amanda Baker não se conformou com o fracasso de não ter solucionado o caso na época e se aposentou cedo. 

Além disso, Erika está tentando se dar uma chance para outros homens, o que já é um avanço, porque eu não aguentava mais a auto comiseração dela. O Detetive Inspetor Perterson está investindo demais na nossa protagonista, espero que ela dê uma chance para ele, porque eu torço para que ela pare de falar no falecido marido. 

O caso de Jessica retorna em um momento que Erika recebe sua irmã em casa, então tudo se torna mais complicado. Ao tentar solucionar o caso de Jessica, Erika acaba se encontrando em um emaranhado de coisas sinistras que faz com que ela quase perder a vida. Outra coisa que me deixa muito pensativa nesse livro é a relação da família de Jessica. Uma mãe fanática religiosa que já nas primeiras páginas se apresenta bem descompensada, um pai que já refez a sua vida e casou de novo, uma irmã mais velha que também não quer lidar muito com essa perda e um irmão que é assumidamente gay, mas que não é aceito pela mãe. Olha, essa é uma daquelas famílias que iremos ficar com o cabelo em pé, só por essas questões. 

Esse livro fará você vibrar e ao mesmo tempo torcer muito para a nossa Detetive. Eu adoro também que os personagens secundários são fundamentais para que a história tenha um bom desenvolvimento. 

A única coisa que me deixa encucada é a questão do autor sempre voltar a história da morte do marido da Erika. Sabemos que a leitura pode ser sem seguir uma ordem, mas isso cansa demais, visto que queremos que ela siga em frente. Estou tentando não sentir raiva da Detetive, mas toda a vez que ela se pega se menosprezando ou achando que não pode seguir, dá vontade de entrar no livro e dar uns tapas nela rs. 

Esse caso tem um reviravolta impressionante. E depois de 26 anos, será que a nossa Detetive conseguirá solucionar mais esse caso? Isso vocês só saberão se lerem o livro completo. E eu recomendo demais a leitura da série. Eu estou amando cada página. 

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Título: Sob águas escuras
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 320

Sinopse“Puxado pelo peso das correntes, o corpo afundou rapidamente.
Ela descansou ali, quieta e serena… durante muitos anos.”
Quando a Detetive Erika Foster vasculha, com sua equipe, um lago artificial nos arredores de Londres em busca de uma valiosa pista de um caso de narcóticos, ela encontra muito mais do que eles estavam procurando.
Do fundo do lago são recuperados dois pacotes: um deles contém 4 milhões de libras em heroína. O outro… o esqueleto de uma criança.
Os restos mortais são de Jessica Collins, uma garota desaparecida há 26 anos e que foi a principal manchete de todos os noticiários da época.
Erika, então, precisa revirar o passado e desenterrar os traumas da família Collins para descobrir mais sobre o trabalho de Amanda Baker, a detetive original do caso – uma mulher torturada pelo seu fracasso na busca por Jessica.
Muitos mistérios envolvem esse crime, e alguém que não quer que o caso seja resolvido fará de tudo para impedir que Erika Foster descubra a verdade.
O autor de A Garota No Gelo e Uma Sombra Na Escuridão nos presenteia com outra eletrizante aventura da Detetive Erika Foster.

21 de abril de 2024

{Resenha} Sangue Frio

Hoje a resenha é sobre o livro "Sangue frio" de Robert Bryndza.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estou viciada nas aventuras dramáticas da nossa Detetive Inspetora Chefe Erika Foster. Esse é o quinto livro da série, mas vou falar para vocês que nem percebi que estava lendo fora da sequência, na verdade eu já estava louca para ler os outros a qualquer custo. 

Aqui já temos duas resenhas para vocês matarem a curiosidade e vamos a terceira. 

Quando um corpo é localizado no Tâmisa dentro de uma mala grande de viagem, Erika fica chocada com a brutalidade da morte e ao achar um segundo corpo com as mesmas características, ela entende que se trata do mesmo assassino. 

A medida que mais informações começam a aparecer, Erika vai precisar de uma equipe maior para lidar com os fatos. Moss, a sua companheira de outras aventuras é escalada para trabalhar com Erika e as duas juntas vão conseguir desvendar muitas outras coisas. E nesse livro, vamos observar a falta de Peterson. Ele é um ponto de amor e ódio na vida da nossa protagonista. 

Além disso, Erika ainda mantém uma relação bem ruim com os seus superiores e, apesar de estar em outra delegacia, mantém contato com Paul Marsh, que anda apresentando muitos problemas em sua vida pessoal, e Erika pode se tornar outro. 

Além disso, não podemos esquecer dos assassinos, que de forma brilhante passam por Londres deixando um rastro de destruição e dor. Agindo de forma perversa, eles não medirão esforços para aterrorizar a vida de algumas pessoas em Londres, será uma caça insana para tentar prender os culpados. Até a Erika vai sofrer uma apunhada nas costas de um colega que se dizia amigo. 

Nesse livro temos muitas questões, a nossa detetive corre alguns riscos, há uma mistura de briga e paixões. Há muito suspense e além disso, muita ação. A única questão é que a nossa Detetive precisa urgentemente lidar com a perda do marido, sério, eu não aguento ela chorando pelos cantos. Entendo que o luto é doloroso, mas uma terapia já ajudaria nisso. 

Não tem como não gostar dessa série, sério! O Robert escreve de uma forma tão fluída e clara, que quando a gente vê já está nas últimas páginas com um misto de sentimento, querendo ler o próximo. 

Eu li fora de ordem por engano e eu até gostei viu. Se vocês quiserem ler também não tem problema, porque na realidade não precisa ser na sequência e eu acho isso ótimo. Então, estão esperando o que para começarem a ler esse livro? Vocês não irão se arrepender.

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Título: Sangue Frio
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 320

SinopseQuando uma mala contendo o corpo desmembrado de um homem aparece às margens do rio Tâmisa, a Detetive Erika Foster fica chocada. Por mais que ela tenha trabalhado em alguns casos terríveis, ela nunca tinha visto algo assim.
Erika e sua equipe começam a investigação, e ela descobre que há uma ligação com outra vítima: duas semanas antes, o corpo de uma jovem havia sido encontrado em uma mala idêntica àquela. Ao que tudo indica, eles estão seguindo o rastro de um serial killer.
O caso se torna ainda mais delicado à medida que a contagem de corpos aumenta. Correndo contra o tempo, Erika está prestes a fazer uma descoberta perturbadora.
Brilhante e emocionante, Sangue frio vai prendê-lo desde a primeira página e vai fazê-lo segurar a respiração até o fim.

7 de abril de 2024

{Resenha} Uma sombra na escuridão

Hoje a resenha é sobre "Uma sombra na escuridão" de Robert Bryndza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Esse é o segundo livro da série "A garota no gelo" e não tem como não ficar vidrado pela leitura e o que acontece com a Detetive Inspetora Chefe Erika. Eu confesso que o primeiro me deixou bem agoniada, pela forma como a investigação foi conduzida, mas esse, só posso dizer que a Erika estava fazendo tudo certinho, mas lidar com muitos homens no meio de uma corporação é bem difícil. 

E nesse livro vamos acompanhar a história da Sombra. Um assassino que anda na calada da noite, entra sorrateiramente na casa das pessoas e faz a sua vítima. Dificilmente ela dá indícios de erro, sendo muito perspicaz, não tem como a polícia descobrir o paradeiro dela, até que a nossa Detetive, com seu sexto sentido e sua audácia, consegue chegar muito perto. 

O que me deixa mais furiosa nesse livro é como a nossa protagonista sofre gaslighting e mansplaining nesse livro. O primeiro ela sofreu também, mas conseguiu se sair melhor. Nesse é nítido isso e a forma como ela é tratada, só pelo simples fato de ser uma mulher. Isso me incomoda bastante. 

Os personagens secundários são peças fundamentais para que a história seja narrada. Não tem como não gostar da Moss e do Peterson e o quanto eles são leais a Erika. 

O fato é que as cenas de assassinato são muito bem escritas e a gente fica contando os minutos para conseguir desvendar o mistério. Esse livro me fez ler muito mais rápido, contando também com capítulos curtos, tudo te leva a terminar mais rápido mesmo e a escrita é muito fluida, eu gosto bastante da forma como o autor escreve. 

Agora, se você é sensível, te aconselho a não ler essa série, porque ele narra os assassinatos de uma maneira que faz com que você queira saber mais e mais. 

Eu só posso dizer que estou gostando bastante da série, esse é o segundo de seis livros e eu já estou muito curiosa com o que vai acontecer com a nossa Detetive preferida. Eu espero que ela tenha um pouco mais de sorte nos próximos livros, porque lidar com aquele superior dela não é fácil. 

E vcs, estão esperando o que para ler essa série? Eu indico de olhos fechados. 


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Título: Uma sombra na escuridão
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 336

SinopseA Detetive Erika Foster tem agora um desafio aterrorizante.
"A sombra saiu da escuridão e subiu as escadas silenciosamente. Para observar. Para aguardar. Para colocar em prática o que há tanto tempo planejava."
Em uma noite de verão, a Detetive Erika Foster é convocada para trabalhar em uma cena de homicídio. A vítima: um médico encontrado sufocado na cama. Seus pulsos estão presos e através de um saco plástico transparente amarrado firmemente sobre sua cabeça é possível ver seus olhos arregalados.
Poucos dias depois, outro cadáver é encontrado, assassinado exatamente nas mesmas circunstâncias. As vítimas são sempre homens solteiros, bem-sucedidos e, pelo que tudo indica, há algo misterioso em suas vidas. Mas, afinal, qual é o segredo desses homens? Qual é a ligação entre as vítimas e o assassino?
Erika e sua equipe se aprofundam na investigação e descobrem um serial killer calculista que persegue seus alvos até achar o momento certo para atacá-los.
Agora, Erika Foster fará de tudo para deter aquela sombra e evitar mais vítimas, mesmo que isso signifique arriscar sua carreira e também sua própria vida.

18 de fevereiro de 2024

{Resenha} A garota no gelo

 Hoje a resenha é sobre o livro "A garota no gelo" de Robert Bryndza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu demorei demais para ler esse livro e não lembro o porquê. Acho que eu estava com medo de ser só mais um clichê de suspense, com um romance mequetrefe, que acaba tirando a concentração do foco principal do livro, mas não foi isso que aconteceu. Esse livro me deixou extasiada do começo ao fim e só posso pensar: por que demorei tanto para ler?

A nossa protagonista é a detetive Erika Foster. Uma mulher que sofreu um baque muito forte no passado, mas que não vai medir esforços para descobrir o assassino da socialite Andrea Douglas-Brown. 

Assim que a gente começa a ler o livro, já fica aquela apreensão da cena onde a vítima é encontrada. Eu confesso que fiquei com medo aí, gente que cena mais tensa e mais bem escrita. A partir do momento que a nossa detetive começa a cavar bem fundo, a trama começa a ficar perigosa para ela. 

Erika não irá desistir de encontrar o assassina de Andrea, mas quando ela identifica que o mesmo também é suspeito de matar prostitutas, aí que o cerco se fecha de vez. E aí minha gente, não tem como não terminar de ler a trama. 

A leitura é bem fluida, mas pode gerar gatilhos, porque contém cenas de violência contra a mulher. O que me deixa mais intrigada é como a nossa protagonista não tem medo de enfrentar os leões. E vou falar para vocês que são muitos viu, dá até raiva. Mas, essa mulher não tem medo de nada, ela vai para cima e tenta enfrentar até seu chefe para conquistar provas e testemunhas. 

E o final minha gente, vai deixar você de cabelo em pé. Eu confesso que fiquei bem angustiada com as páginas finais e olha que é muito difícil me deixar impressionar com livros desse tipo. Eu adoro o gênero e sempre me empolgo para saber como vai terminar. 

A única coisa que posso dizer é que a apreensão estará presente na leitura do início ao fim. E os personagens secundários não deixam a desejar. Agora eu quero ler todos os livros da sequência, porque sou dessas rs. 

E você, está esperando o que para ler esse thriller? Vem comigo e aproveita e me conta o que achou. 

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Título: A garota no gelo
Autor: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Páginas: 336

Sinopse: Seus olhos estão arregalados… Seus lábios estão entreabertos… Seu corpo está congelado… Mas ela não é a única.
Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato.
A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres.
Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela.
Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.

8 de outubro de 2023

{Resenha} Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killers

Hoje a resenha é sobre o livro "Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killers" de Robert K. Ressler e Tom Shachtman. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu não tive dúvidas de que seria uma ótima leitura e só vim aqui enaltecer esse livro eletrizante. Robert aposentou da FBI, mas ainda ajuda alguns amigos a desvendar crimes bárbaros. 

E ele começa a aplicar os mesmos protocolos que se iniciaram lá no FBI e a gente vai relembrando alguns casos que foram desvendados com a ajuda de Robert. 

A leitura é bem fluida e a narrativa vai nos instigando para querer entender o que está acontecendo e como o caso foi concluído. 

As investigações vão ocorrer no Japão, na África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. O caso do Japão me deixou bem intrigada, porque era uma família inteira e seguindo a linha de raciocínio do autor, a gente vai montando o quebra cabeça. O da África do Sul também me deixou intrigada, porque não aceitaram muito bem o apoio de um americano e o assassino matou muito mais gente porque não ligaram os pontos antes. 

Além disso, temos uma entrevista exclusiva com John Gacy, que tem resenha já aqui no blog e do Jeff Dahmer, que também tem resenha aqui. E conseguimos ver como eles são disfuncionais e insensíveis. Eu fiquei meio chocada e não tem como não ficar revoltada. 

Eu adorei a leitura. Eu adoro esse tipo de livro, fico extasiada e vem mil coisas na minha cabeça. Não é uma leitura fácil para quem é sensível porque o livro detalha as mortes, narra parte por parte, o que fica bem complicado de acompanhar se você é mega sensível. 

Eu já tinha lido o primeiro e o segundo não deixou nada a desejar. Se tiver o terceiro eu já quero também Caveirinha, por favor, lembre de mim rs. 

Então, vocês estão esperando o que para ler essa belezura?

*Livro cedido pela Editora. 

Onde ComprarDarkSide Books

Título: Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killers
Autor:  Robert K. Ressler e Tom Shachtman
Editora: DarkSide Books
Páginas: 352

Sinopse: O selo Crime Scene, da DarkSide® Books, é dedicado a investigar os crimes reais. Desse modo, busca responder perguntas como estas: de que forma surgiu o método de investigação de serial killers usado atualmente? Quem foram os responsáveis por desenvolver as ferramentas que permitem aos investigadores aprenderem e lidarem cada vez melhor com a prevenção ao crime e a resolução de assassinatos brutais? Uma dessas pessoas é Robert K. Ressler. Novamente em parceria com Tom Shachtman, ele dá continuidade ao tema em Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killer, e conta sobre seu período após deixar o FBI. Se no primeiro livro os autores revelam o desenvolvimento do método para traçar perfis psicológicos dos assassinos seriais, agora, neste segundo volume, o leitor encontra a aplicação desses protocolos de investigação pelo mundo inteiro. Ressler é a principal inspiração do personagem Bill Tench, da série de televisão Mindhunter, e seu parceiro, John E. Douglas, foi a base para Holden Ford. Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killer conduz o leitor, ao lado de Ressler, por investigações no Japão, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, além de trazer as entrevistas com dois dos mais cruéis assassinos seriais dos EUA: John William Gacy e Jeffrey Dahmer. O texto dinâmico e informativo de Ressler e Shachtman apresenta ao leitor a compreensão dos protocolos do FBI, da polícia e da ciência comportamental, além de mostrar a aplicação prática de técnicas inovadoras que surgem com a finalidade de gerar mais pistas para as investigações. Como na citação de José Martí que os autores usam de epígrafe, em Mindhunter Profile 2: Mundo Serial Killer o leitor faz uma visita ao interior das mentes e dos corações desses monstros com um guia que os conhece muito bem














29 de junho de 2023

{Resenha} Vítima: O outro lado do assassinato

 Hoje a resenha é sobre o livro "Vítima: o outro lado do assassinato" de Gary Kinder.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

 

Eu adoro esses livros de não-ficção, mas confesso que ao terminar esse fiquei com aquela sensação estranha no coração. 

A gente sempre lê sobre os psicopatas, homens e/ou mulheres, que maltratam e tiram a vida das pessoas, mas nunca sabemos o que aconteceu com as pessoas que ficaram, com os sobreviventes e esse é um livro sobre isso. 

Em uma loja de artigos eletrônicos, um jovem está passando e vira refém de um assalto que está acontecendo naquele momento. Cortney Naisbitt não faz ideia do que está acontecendo, até se deparar com uma arma apontada para a sua cabeça. O adolescente de 16 anos faz tudo que os bandidos querem, mas não é o suficiente. E mesmo assim, ele sai direto para o hospital. A sua mãe, que foi tentar encontrá-lo também não entende e mesmo assim não escapa da arma dos bandidos. 

Ao se deparar no hospital com a sua família, o Ginecologista Byron Naisbitt não sabe o que fazer. Ser médico nessa hora só o atrapalha, pois ele sabe muito bem que o tempo pode ser seu inimigo. 

O livro nos leva a todos os acontecimentos daquele fatídico dia 22 de abril de 1974. Gary estudou meticulosamente a família Naisbitt. Todo o desenrolar dos fatos, até o momento que os verdadeiros culpados foram presos. E eu confesso que não consegui lidar com as minhas emoções por algum tempo. 

Saber que tudo aconteceu com o Cortney e sua mãe, me fizeram repensar muitas coisas. É a primeira vez que leio um livro que fala exatamente como ficaram as vítimas e o que acontece depois. Engraçado, que a gente sempre quer saber o que se passa na mente de um assassino violento, mas nunca se quer pensamos ou imaginamos o que acontece com as suas vítimas, ou como será a vida daquela pessoa depois que ela passou por um crime tão violento. 

Em muitos casos, algumas vítimas nunca voltam a ser o que eram antes e até mesmo atentam contra as suas vidas. E de uma forma cuidadosa e sensível, Gary vai nos narrar o que de fato aconteceu naquela noite e como isso pode mudar a vida de muitas pessoas. 

Eu adorei o livro, achei muito bem escrito e uma leitura bem fluida. E por incrível que pareça, o li muito rápido porque você não consegue parar e quer de fato saber o que acontece no final.

Eu o indico de olhos fechados. Foi uma leitura muito surpreendente para mim e acredito que ela é muito necessária.

*livro cedido em parceria com a Editora. 

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Título: Vítima: o outro lado do assassinato
Autor:  Gary Kinder
Editora: DarkSide Books
Páginas: 368    

Sinopse: Um importante livro na formação do FBI e a primeira obra do gênero a dar visibilidade para a história das vítimas.
Em 2013, a DarkSide® Books pavimentou o mercado true crime no Brasil com a criação da marca Crime Scene, dedicada ao estudo profundo de crimes reais. Em 2023, com a marca completando 10 anos, apresentamos Vítima: O Outro Lado do Assassinato, o primeiro livro do gênero a dar visibilidade para as vítimas, indo além das manchetes sobre crimes violentos, ao contar a história de sofrimento, amor e coragem dessas pessoas — um livro que se tornou leitura obrigatória na formação do FBI e em todos os cursos de criminologia.
Gary Kinder dedicou sete anos de sua carreira para a pesquisa e escrita dessa obra. Vítima: O Outro Lado do Assassinato é baseado nos personagens e eventos reais dos crimes do Hi-Fi ocorridos em 1974, em Ogden, Utah, e é citado por críticos como um trabalho pioneiro — foi um dos primeiros livros de true crime que se concentrou em narrar a história das vítimas de um crime violento, em vez de entregar o protagonismo aos perpetradores ou aos processos jurídicos.
Uma série de acontecimentos levaram Cortney Naisbitt e sua mãe ao endereço da loja Hi-Fi Shop — uma loja de tecnologia —, no dia 22 de abril de 1974, justamente no momento em que um assalto acontecia. Os dois, junto de outras pessoas que se encontravam na loja, foram brutalmente torturados e depois executados a tiros. Vítima: O Outro Lado do Assassinato é a obra que detalha a história dessas pessoas e de suas famílias que sofreram as consequências desse crime brutal.
Entregar o protagonismo às vítimas de um crime resulta em uma obra delicada e sensível, com o poder de partir o coração dos leitores com sua sinceridade e cenas perturbadoras. Quando os familiares das vítimas ganham voz, relatando o desespero e a dor do luto, o texto ganha um caráter tão introspectivo que é fácil entender por que essa obra ganhou tamanho destaque. Embora a maioria das mídias destaque o assassino e os detalhes do crime, em Vítima: O Outro Lado do Assassinato o leitor encontrará aquilo que mais importa: a história de pessoas.
Por mais que o crime tenha recebido grande espaço na mídia da época, Gary Kinder trabalha em uma obra que, por fim, entrega ao mundo a realidade do que acontece com as famílias e todas as vidas que estão ao redor de um acontecimento tão cruel. Com uma narrativa habilidosa e empática, Gary conduz o leitor ao âmago da vítima e de seus familiares, trazendo à tona sentimentos pungentes acerca da vida, da morte e do que resta após um crime tão violento e perverso.
Vítima: O Outro Lado do Assassinato chega ao catálogo da DarkSide® Books estimulando o leitor a refletir sobre a história dessas vidas, o papel da mídia na cobertura desses eventos, o sofrimento dos familiares e sobre o olhar cuidadoso que deve ser lançado em direção a obras de true crime.

28 de agosto de 2022

{Resenha} Blanche em apuros

Hoje a resenha é sobre o livro "Blanche em apuros" de Barbara Neely. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Assim que eu recebi esse livro em parceria com a DarkSide, já fiquei curiosa para ler só pelo título. Afinal, como assim a protagonista encontra-se em apuros rs. 

E, ao iniciar a leitura, você começa a entender a forma que a autora quis desenhar o livro. Blanche é uma mulher negra, que trabalha como diarista para sustentar os dois filhos e sua casa. 

Após levar um calote dos antigos patrões, Blanche se vê em uma enrascada e resolve fugir para a Carolina do Norte, e lá se depara com uma família rica um tanto inusitada. 

Blanche é uma mulher perspicaz e muito inteligente. No início da trama, já consegue identificar padrões nos patrões que colocam em xeque a boa índole deles.

Em um EUA segregado, sabemos que uma pessoa negra não era vista e ouvida pelos brancos, ainda mais sendo a empregada. E, não é diferente com a nossa protagonista.  

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Não tem como não mencionar os personagens coadjuvantes que são muito importantes para a trama. O Mumsfield é uma pessoa com deficiência que tentará ajudar Blanche, mas a nossa protagonista é muito esperta e vai usar a "amizade" dele para conseguir descobrir ainda mais os mistérios desse povo rico. 

Grace e Everett é aquele casal de patrões que a gente tem nojo. Só que a trama se desenvolve de uma forma tão impressionante, não tem como não ficar em choque.

Eu adorei a escrita da autora e o jeito como ela descobre a nossa protagonista. Blanche é uma mulher perspicaz, que desafia seus patrões e não leva desaforo para fora. Não tem como você não vivenciar as suas aventuras, seus medos e suas conquistas. 

A edição da linha Dark Love está deslumbrante. E a leitura é tão fluida que você consegue ler em uma sentada. Então, está esperando o que para conhecer as aventuras de Blanche? Vem embarcar nessa trama que fará se surpreender. 

*livro cedido em parceria com a Editora. 

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Título: Blanche em apuros
Autor:  Barbara Neely
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224

SinopseUma detetive que sempre sonhamos ver.
Blanche White trabalhava duro para manter a casa e os dois filhos. Faxineira sem contratação fixa, suportava o tratamento condescendente das madames brancas e ricas que pareciam sequer notar sua presença. Como uma mulher negra e gorda de quarenta anos, acostumou-se a ter uma espécie indesejada de invisibilidade: em suas próprias palavras, sempre dotadas de humor afiado e sarcasmo, era preciso um contato prolongado até que “fosse reconhecida como membro legítimo da raça humana”. Mas o que ninguém poderia esperar, nem mesmo a própria Blanche, é que ela se tornaria uma das detetives mais perspicazes da literatura policial moderna.
Após levar um calote de seus patrões e ser detida por emissão de cheques sem fundo, ela decide fugir para a aparentemente sossegada Carolina do Norte. As aparências, no entanto, não poderiam ser mais enganosas. Contratada por uma família rica para cuidar da limpeza de sua casa de verão, Blanche logo se vê envolvida em uma ardilosa trama de assassinato e acaba se tornando a principal suspeita do crime. Para descobrir o real assassino e salvar sua pele, ela precisará lançar mão de toda sua astúcia e jogo de cintura.
Blanche em Apuros celebra a chegada da premiada Barbara Neely na marca DarkLove. Em 2020, Neely recebeu a honraria máxima do Mystery Writers of America. Nos anos anteriores, o prêmio foi concedido a autores como Daphne du Maurier, Agatha Christie e Stephen King. A escritora era ativista, deu aulas para detentos e combateu a violência contra as mulheres. E, através de suas obras, questionou estereótipos e confrontou a discriminação. Ela faleceu em março de 2020, aos 78 anos.
Em Blanche em Apuros, Neely utiliza os elementos habitualmente presentes nas tradicionais histórias de detetive para construir uma trama divertida, sarcástica e original que, com muita inteligência e profundidade, parece combinar a atmosfera misteriosa dos romances de Agatha Christie com a nostalgia de um bom filme da Sessão da Tarde. O resultado é um livro que ultrapassa os limites dos enredos policiais e oferece, sempre com muita ironia, um panorama da vivência de uma mulher negra em um mundo marcado pela invisibilidade.
Faxineira e detetive acidental, ética e sagaz, Blanche White sempre encontra os culpados.
Para um prefácio mais do que especial, a DarkSide® Books convidou Carla Portilho, doutora em Literatura Comparada e professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense (UFF), especializada em narrativas criminais e detetivescas. “Barbara Neely convida o leitor a reflexões importantes acerca da sociedade desigual em que vivemos, sem perder de vista, entretanto, o papel fundamental da literatura de entretenimento: divertir o público com histórias envolventes”, escreve ela.
Uma autora assim só podia dar origem a uma heroína como Blanche — dona de um coração generoso, uma mente afiada e uma intuição certeira —, que não hesita ao criticar com acidez as injustiças e absurdos que vivencia.


5 de novembro de 2021

{Resenha} Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino

 Hoje a resenha é sobre o livro Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino de Terry Sullivan e Peter Maiken.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Quando eu era criança, sempre ouvia que um palhaço iria me pegar e me matar, vivia com medo desse tipo de personagem, só não imaginaria nem nos meus piores sonhos, que existia um palhaço e que ele matou mais de 30 jovens. 

John Wayne Gacy era um empresário de sucesso, um amigo para todos os momentos, um chefe inquestionável e um assassino incontestável. 
Frio, calculista e manipulador, John oferecia emprego, bebidas, drogas e dinheiro extra se eles fizessem as coisas sórdidas que ele queria, na maioria das vezes eram desejos sexuais. E o mais impressionante, é que acuados, esses jovens cediam, não sabendo que estavam propensos a nunca mais voltar para os seus lares, com vida. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Gacy passava despercebido, porque conseguiu enganar a todos, inclusive a Polícia. Chegou a ser preso, e foi solto logo em seguida. Casou, teve filho, fazia voluntariado vestido de palhaço, viveu uma vida completamente normal, exceto pelo fato de ter corpos enterrados no vão da sua casa. Os mesmos corpos que ele violentava e matava. Os jovens tinham sonhos, muitos namoravam, eram filhos amorosos e responsáveis. 

Os autores desse livro, trazem de uma forma clara e fluida desde a investigação inicial até a sua condenação no tribunal. 
Os assassinatos aconteceram na década de 70 e ainda chocam os E.U.A. e o mundo. John teve um lar disfuncional, saiu de casa e chegou a casa duas vezes, mas tinha dificuldade em aceitar a sua homossexualidade. Naquela época, era ainda muito pior que hoje. E viu a primeira oportunidade de matar, como um desejo e um impulso. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

O livro nos faz vivenciar a vida desse assassino cruel, e a família desses jovens, que não puderam nunca se despedir. É um relato avassalador, que fará você entender um pouco a mente de um dos seriais killers mais perigoso do últimos tempos. 

Vocês sabem que eu sou suspeita para falar de não-ficção, mas essa aqui está um arraso. A edição da Darkside Books é simplesmente perfeita e os detalhes farão vocês se arrepiarem. Eu super indico essa leitura para quem gosta de violência, crime. Agora se você é sensível, não leia, pois contém detalhes de cenas.  

*Livro cedido em parceria com a Editora. 

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Título: Killer Clown Profile: Retrato de um assassino
Autor: Terry Sullivan e Peter Maiken
Editora: DarkSide Books
Páginas: 434

Sinopse: O palhaço Pennywise, de It: A Coisa, é apenas uma ficção macabra perto de Pogo, o alter ego de John Wayne Gacy. Cidadão modelo. Empresário de sucesso. Voluntário do hospital. Um dos assassinos em série mais sádicos de todos os tempos. Poucas pessoas podiam ver o monstro cruel sob a maquiagem colorida de palhaço que Gacy usava para entreter as crianças. Poucas pessoas podiam imaginar o que estava enterrado em sua casa de horrores.
Quando um adolescente desapareceu pouco antes do Natal de 1978, Gacy foi detido e uma equipe de investigadores foi enviada até sua casa com um mandado de busca. Enquanto vasculhavam o local procurando por pistas, toparam com indícios cada vez mais comprometedores e sinistros. O promotor do caso, Terry Sullivan, começava então a maior caçada de sua carreira.
Sullivan reconstruiu a investigação — de registros de violência no passado de Gacy à horrível descoberta de mais de trinta vítimas atribuídas ao assassino e ao chocante relato de testemunhas oculares — para levar o leitor ao centro de um julgamento e seus desdobramentos.
Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino, novo livro da linha Crime Scene®, da DarkSide® Books, traz detalhes de investigações e audiências de John Wayne Gacy pela voz de quem caçou e prendeu o assassino em série brutal. Capítulo a capítulo vemos o caso se desenrolar, e as duas faces de Gacy — a do empresário bem-sucedido que ainda encontrava tempo para se dedicar aos interesses da comunidade e aquela que os psiquiatras nomeados pelo tribunal pintaram em seu julgamento — se mesclarem. Raramente é possível fazer um retrato tão profundo e fiel de um monstro.
A história de Gacy veio à tona e perturbou profundamente os moradores de Chicago. Como confiar novamente nas figuras que os rodeavam? O julgamento foi repleto de depoimentos e conjecturas obscenas da defesa, mas terminou com Gacy condenado à morte. Ele aguardou a execução de sua sentença por catorze anos, e usou seu período de isolamento para pintar diversos quadros (palhaços, autorretratos, figuras religiosas e bastante polêmicas), muitos dos quais foram vendidos — outros tantos queimados.
Poucos anos depois da condenação de Gacy, as pessoas viriam a se assustar novamente com palhaços, mas dessa vez na ficção: Stephen King lançou It: A Coisa em setembro de 1986, deixando para sempre a imagem perturbadora do palhaço Pennywise na mente de todos. Apesar de nunca ter confirmado a inspiração, os fãs do escritor de coração assombrado relacionam a origem do personagem com o visual de Gacy. E para quem sofre de coulrofobia, meio sorriso distorcido pela maquiagem excessiva já basta para causar pesadelos.
Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino não pode faltar na estante dos darksiders. A Coleção Profile, da linha Crime Scene®, já publicou Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado e BTK Profile: Máscara da Maldade, obras completas para quem quer investigar a mente dos psicopatas. O trabalho de Terry Sullivan e seu coautor, Peter T. Maiken, revelam os detalhes do caso de Gacy com uma narrativa envolvente e informativa que os verdadeiros fãs de true crime apreciam.

11 de julho de 2021

{Resenha} Mindhunter Profile: Serial Killers

Hoje a resenha é sobre o livro "Mindhunter Profile: Serial Killers" de Robert K. Ressler e Tom Shachtman. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Vocês sabem que eu amo livros de Serial Killers, não é? Esse é um livro que eu queria ter lido, faz tempo, principalmente depois de maratonar a série, baseada no livro, na Netflix.

Robert Ressler é um agente do FBI e antes de iniciar com esse trabalho de traçar perfis psicológicos de criminosos, dava treinamento para negociação de reféns. Além disso, foi Robert que teve a ideia inicial de entrevistar os seriais killers mais perigosos nas décadas de 60 e 70, além de auxiliar a criar o personagem do filme O silêncio dos inocentes. Na série da Netflix, ele é o Bill. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Robert Ressler foi contatado de um outro distrito, depois que um assassinato cruel aconteceu, isso foi em 1978. Robert trabalhava do departamento de Ciências Comportamentais e alguns distritos só envolviam o FBI quando não tinham mais como cavoucar provas.

Nosso protagonista era um amante de mentes perigosas, ele sabia que quando chegava algum caso mais complexo, com mortes bizarras, ele conseguiria traçar um perfil junto com a sua equipe, e isso é bem narrado no livro. Ele começou a entrevistar os presos, alguns nomes famosos, que vimos estampar muitos jornais e são falados até hoje como: Ted Bundy, Charles Maison, Ed Kemper e tantos outros, que fez com que ele criasse um relatório mais preciso, para se prevenir ou até mesmo evitar mais mortes. 

O livro é bem interessante, a leitura é fluida e o relato de Robert de alguns casos, nos faz perceber que tem um trabalho árduo desses profissionais por traz de toda a pesquisa e estudo. Eu sou suspeita para falar, porque esses livros me prendem muito. Robert conta todo o processo para montar o local que hoje é especializado em traçar perfil psicológico de assassinos. Todos os policiais recebem treinamento, alguns dão aulas na escola da polícia e viajam pelo país fazendo isso. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava super ansiosa para ler e a leitura não me decepcionou. É uma leitura que não é rápida mas é bem fluida, a edição está lindíssima, DarkSide não erra, por isso que eu amo essa caveirinha.

Só um alerta para quem é mais sensível: contém cenas de violência e descrição dos crimes, se você é mais sensível essa não é uma leitura indicada. Para quem gosta de desvendar crimes e de conhecer alguns perfis, esse é um livrão de mão cheia. Eu super indico. 

*Livro cedido em parceria com a Editora. 

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Título: Mindhunter Profile: Serial Killers
Autor: Robert K. Ressler e Tom Schachtman
Editora: DarkSide Books
Páginas: 416

Sinopse: Como surgiu o método de investigação de serial killers que é usado hoje? Quem foram os responsáveis por desenvolver as ferramentas que permitem aos investigadores aprenderem e lidarem cada vez melhor com a prevenção ao crime e a resolução de assassinatos brutais?
Uma dessas pessoas é Robert K. Ressler. Com Tom Schachtman, ele narra, em Mindhunter Profile: Serial Killers, seu período no FBI e revela o desenvolvimento do método de traçar perfis psicológicos dos assassinos seriais. Ressler é a principal inspiração do personagem Bill Tench, da série de televisão Mindhunter, e seu parceiro, John E. Douglas, foi a base para Holden Ford.
Mindhunter Profile: Serial Killers leva o leitor para dentro do escritório do FBI e das salas de entrevistas com assassinos violentos e mostra passo a passo a forma como Ressler propôs seu modelo de análise e sua catalogação desse tipo de criminoso, o que fundamentou o trabalho de investigação dos agentes que é feito até os dias de hoje.
O texto dinâmico e informativo de Ressler e Schachtman apresenta ao leitor a compreensão dos protocolos do FBI, da polícia e da ciência comportamental, além de mostrar a introdução de técnicas inovadoras que surgem para gerar mais pistas para as investigações.
Como a citação de Nietzsche que Ressler usa de epígrafe, em Mindhunter Profile o leitor também é convidado a olhar para esse abismo, encontrar formas de enfrentar esses monstros e entender como não se tornar um deles.


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