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25 de junho de 2026

{Resenha} Predador Americano

Hoje a resenha é sobre o livro "Predador Americano" de Maureen Callahan.

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Esse é um daqueles livros que fazem você ficar um bom tempo pensativo depois que termina a leitura. Eu já o tinha há algum tempo na estante e finalmente resolvi ler.

Um assassino cruel e metódico viaja por vários estados dos EUA em busca de suas presas. Em uma pequena cidade do Alasca, Samantha Koenig, uma jovem de 18 anos, é sequestrada. Todos se intrigam com o caso, até que a polícia começa a monitorar o cartão de débito da jovem e consegue capturar o sequestrador em uma cidade muito distante de onde Samantha havia sido raptada.

Ao longo de 14 anos, Israel Keyes viajava de avião, alugava carros e percorria quilômetros e mais quilômetros em busca de mulheres vulneráveis. Mulheres que ele sequestrava, abusava sexualmente e matava. Foram muitos anos agindo de forma metódica e passando despercebido pelo FBI e pela polícia americana. Até que Israel é capturado, e a polícia passa a montar um verdadeiro quebra-cabeça para entender com que tipo de serial killer estava lidando.

A autora faz uma pesquisa minuciosa sobre Israel e, após seis anos de investigação, conseguiu reunir todo o seu trabalho neste livro, que traz detalhes sobre sua captura, a forma como abordava as vítimas e até casos que permaneceram em aberto após sua morte e que a polícia acredita terem sido cometidos por ele.

O livro é muito bem escrito, fluido e é impossível não se comover com a narrativa, especialmente com os relatos das famílias das vítimas. Também chama atenção para as falhas nas investigações ao longo dos anos e até mesmo no caso de Samantha, erros que podem ter custado sua vida.

Sou muito curiosa e apaixonada por esse tipo de narrativa. É impressionante tentar entender, ainda que minimamente, a mente de um psicopata. Israel era extremamente organizado, metódico e frio.

Indico muito essa leitura. Você termina o livro chocado e, ao mesmo tempo, tomado pela indignação. O trabalho da Maureen está primoroso. Hoje percebo que demorei demais para ler essa obra; poderia tê-la conhecido muito antes. Então, o que você está esperando para ler?

Agora, se você é uma pessoa mais sensível a relatos de crimes reais e violência, talvez essa não seja a leitura mais indicada.


Onde Comprar: Amazon


Título: Predador Americano
Autor: Maureen Callahan
Editora: DarkSide Books
Páginas: 304

Sinopse: A caçada ao serial killer mais meticuloso do século XXI Ted Bundy. John Wayne Gacy. Jeffrey Dahmer. Os nomes destes assassinos em série são bem conhecidos; eles ecoam nas notícias e na consciência pública. Mas a maioria das pessoas nunca ouviu falar de Israel Keyes, um dos serial killers mais aterrorizantes da história moderna. Escrito com precisão e honestidade pela jornalista investigativa Maureen Callahan, Predador Americano, novo livro de true crime da DarkSide® Books, monta o perfil de um assassino autoritário e metódico que agiu por anos sem levantar suspeitas. Israel Keyes invadia propriedades, sequestrava suas vítimas em plena luz do dia, torturava, matava e se livrava dos corpos em poucas horas. Após a fúria assassina, voltava para sua vida pacata como trabalhador da construção civil e pai dedicado no Alasca. O FBI considerou sua maldade e comportamento sem precedentes. Keyes era inteligente e agia de forma organizada em locais remotos por todo o país. Ao longo de catorze anos, ele viajava de uma cidade para outra, alugava um carro e dirigia milhares de quilômetros para cometer atos de pura maldade. Predador Americano conduz os leitores por uma investigação minuciosa, revelando detalhes estarrecedores de uma caçada frenética pela justiça em uma narrativa envolvente e repleta de reviravoltas reais. Callahan mergulha em inúmeros arquivos confidenciais, entrevistas e relatórios para montar um retrato detalhado de um assassino implacável e os esforços das autoridades para capturá-lo diante das fragilidades da lei. Um livro aterrador e imperdível que só poderia chegar aos leitores brasileiros pela marca Crime Scene®, dedicada ao estudo profundo e científico de crimes reais. Há dez anos pavimentando o mercado true crime no Brasil ao lado de pesquisadores, investigadores, psiquiatras, médicos-legistas e promotores, a Crime Scene® é responsável pelo lançamento dos livros mais importantes do gênero como Serial Killers: Anatomia do Mal, Vítima: O Outro Lado do Assassinato, Cruel: Índice da Maldade, entre muitos outros. Predador Americano chega compondo a marca com a qualidade já esperada dos leitores dark.

11 de julho de 2021

{Resenha} Mindhunter Profile: Serial Killers

Hoje a resenha é sobre o livro "Mindhunter Profile: Serial Killers" de Robert K. Ressler e Tom Shachtman. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Vocês sabem que eu amo livros de Serial Killers, não é? Esse é um livro que eu queria ter lido, faz tempo, principalmente depois de maratonar a série, baseada no livro, na Netflix.

Robert Ressler é um agente do FBI e antes de iniciar com esse trabalho de traçar perfis psicológicos de criminosos, dava treinamento para negociação de reféns. Além disso, foi Robert que teve a ideia inicial de entrevistar os seriais killers mais perigosos nas décadas de 60 e 70, além de auxiliar a criar o personagem do filme O silêncio dos inocentes. Na série da Netflix, ele é o Bill. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Robert Ressler foi contatado de um outro distrito, depois que um assassinato cruel aconteceu, isso foi em 1978. Robert trabalhava do departamento de Ciências Comportamentais e alguns distritos só envolviam o FBI quando não tinham mais como cavoucar provas.

Nosso protagonista era um amante de mentes perigosas, ele sabia que quando chegava algum caso mais complexo, com mortes bizarras, ele conseguiria traçar um perfil junto com a sua equipe, e isso é bem narrado no livro. Ele começou a entrevistar os presos, alguns nomes famosos, que vimos estampar muitos jornais e são falados até hoje como: Ted Bundy, Charles Maison, Ed Kemper e tantos outros, que fez com que ele criasse um relatório mais preciso, para se prevenir ou até mesmo evitar mais mortes. 

O livro é bem interessante, a leitura é fluida e o relato de Robert de alguns casos, nos faz perceber que tem um trabalho árduo desses profissionais por traz de toda a pesquisa e estudo. Eu sou suspeita para falar, porque esses livros me prendem muito. Robert conta todo o processo para montar o local que hoje é especializado em traçar perfil psicológico de assassinos. Todos os policiais recebem treinamento, alguns dão aulas na escola da polícia e viajam pelo país fazendo isso. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu estava super ansiosa para ler e a leitura não me decepcionou. É uma leitura que não é rápida mas é bem fluida, a edição está lindíssima, DarkSide não erra, por isso que eu amo essa caveirinha.

Só um alerta para quem é mais sensível: contém cenas de violência e descrição dos crimes, se você é mais sensível essa não é uma leitura indicada. Para quem gosta de desvendar crimes e de conhecer alguns perfis, esse é um livrão de mão cheia. Eu super indico. 

*Livro cedido em parceria com a Editora. 

Onde Comprar: DarkSide Books

Título: Mindhunter Profile: Serial Killers
Autor: Robert K. Ressler e Tom Schachtman
Editora: DarkSide Books
Páginas: 416

Sinopse: Como surgiu o método de investigação de serial killers que é usado hoje? Quem foram os responsáveis por desenvolver as ferramentas que permitem aos investigadores aprenderem e lidarem cada vez melhor com a prevenção ao crime e a resolução de assassinatos brutais?
Uma dessas pessoas é Robert K. Ressler. Com Tom Schachtman, ele narra, em Mindhunter Profile: Serial Killers, seu período no FBI e revela o desenvolvimento do método de traçar perfis psicológicos dos assassinos seriais. Ressler é a principal inspiração do personagem Bill Tench, da série de televisão Mindhunter, e seu parceiro, John E. Douglas, foi a base para Holden Ford.
Mindhunter Profile: Serial Killers leva o leitor para dentro do escritório do FBI e das salas de entrevistas com assassinos violentos e mostra passo a passo a forma como Ressler propôs seu modelo de análise e sua catalogação desse tipo de criminoso, o que fundamentou o trabalho de investigação dos agentes que é feito até os dias de hoje.
O texto dinâmico e informativo de Ressler e Schachtman apresenta ao leitor a compreensão dos protocolos do FBI, da polícia e da ciência comportamental, além de mostrar a introdução de técnicas inovadoras que surgem para gerar mais pistas para as investigações.
Como a citação de Nietzsche que Ressler usa de epígrafe, em Mindhunter Profile o leitor também é convidado a olhar para esse abismo, encontrar formas de enfrentar esses monstros e entender como não se tornar um deles.


24 de novembro de 2019

{Resenha} Lady Killer

Hoje a resenha é sobre a HQ Lady Killer de Joelle Jones e Jamie S. Rich.

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Quando eu vi o lançamento dessa Graphic Novel fiquei fascinada pela capa e pelo enredo, porque sou só um pouquinho apaixonada por serial killer, não é mesmo?

A história gira em torno de Josie Schuller, aquela mulher bela, recatada e do lar que seus vizinhos e seu marido conhece. Só que essa mulher fatal tem um segredinho bem incomum e simples: é uma assassina em série e trabalha em uma "empresa" de matadores de aluguel. 

Ela sempre é chamada para resolver os casos mais difíceis, principalmente dos homens que são influência na época e que estão cercados de segurança. Josie é uma mulher linda, sensual e usa todo o seu charme fatal para enfiar a faca, literalmente, nos seus alvos. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Uma mãe de família exemplar, que tem duas filhas e um marido que a ama muito, além de uma sogra bem desconfiada, Josie tenta driblar a maternidade, o cuidado com a casa e o esposo e de vez em quando fazer o que mais gosta, que é matar. Só que o fato de estar nesse ramo há quinze anos, faz com que seus superiores achem que a família poderá prejudicá-la nos assassinatos futuros. 

Por estarem nos anos 60 e serem uma família tradicional norte-americana, ninguém desconfia que sua vizinha que fala que vai vender avon/natura na verdade quer te matar, não é mesmo?

A HQ nos traz uma realidade daquele momento vivenciado nos Estados Unidos como a segunda onda do feminismo, no qual as mulheres estavam lutando pelos seus direitos dentro e fora de casa e se espalhou para outros países, e o combate a violência sexual e física dentro e fora de seus lares e no ambiente profissional. Isso é bem desenhado na HQ com suas falas irônicas e seu modo de levar essa vida dupla. 

Quando a gente pensa em assassino em série, lembramos sempre dos homens. Entretanto, uma mulher pode ter um potencial altamente macabro e assassino, porque a psicopatia não escolhe gênero. E é por isso que essas histórias se tornam tão fascinantes. Josie é uma mulher determinada, que não abre mão da sua família e nem de matar, que é o que mais gosta de fazer. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal

E é isso que faz essa hq ser tão interessante. Com cores vibrantes, vestidos impecáveis e uma história de fazer você se arrepiar, Josie te mostra um universo paralelo que você teria cuidado ao se deparar, para não morrer de susto. 

Não leu esse quadrinho ainda?! Corre, que dá tempo! Vem embarcar nessa história da "tradicional família americana". Você não vai se arrepender!


Onde Comprar: Amazon e Loja Oficial DarkSide Books
Título: Lady Killer
Autor: Joelle Jones e Jamie S. Rich.
Editora: DarkSide Books
Páginas: 144
Sinopse: Josie Schuller é uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e... uma assassina de aluguel. Ela é capaz de equilibrar os deveres de uma típica dona de casa norte-americana dos anos 1960 com uma porção de assassinatos a sangue-frio, até que um pequeno deslize faz com que seu chefe ameace aposentá-la de vez.
Com texto afiado de Joëlle Jones em parceria com Jamie S. Rich, e ilustrações matadoras da própria Jones (trocadilhos 100% intencionais), Lady Killer: Graphic Novel é o mais novo lançamento da DarkSide® Graphic Novel, e perfeito para quem caiu de amores por Lady Killers: Assassinas em Série, o livro assombrosamente espetacular de Tori Telfer, com perfis de mulheres reais que cruzaram a linha. Telfer inclusive é responsável pela Introdução exclusiva à edição brasileira da graphic novel.
Lady Killer começa com uma cena impactante: Josie, se apresentando como uma revendedora da Avon, entra disfarçada na casa de uma mulher — sua mais nova vítima — apenas para deixá-la sangrando no chão da cozinha algum tempo depois e… droga, a meia-calça dela acabou de rasgar.
O quadrinho nos apresenta a uma heroína independente e corajosa que vive em um dos momentos mais transformadores da história norte-americana: a segunda onda do feminismo, um período de atividade em prol dos direitos das mulheres que começou nos Estados Unidos e se espalhou por diversos outros países — e fomentou discussões importantíssimas como a conscientização do uso de métodos anticoncepcionais, e o combate à violência física e ao assédio sexual tanto no lar quanto no ambiente de trabalho.
Lady Killer mescla ação, morbidez, sangue e humor, e seus diálogos ironizam muito do que se pensava sobre as mulheres na época, dentro e fora de casa. Ninguém faz ideia de que Josie leva uma vida dupla: seus vizinhos acham que ela é um doce de pessoa. E, bem, ela é. Exceto quando está em uma missão. O Sonho Americano de Josie e sua família está em perigo, mas será que isso é um problema tão grande assim?
A arte de Joelle Jones é um assombro à parte, carregada de uma paleta de cores clássica, respingos e traços fortes. Seu estilo é perfeito para as cenas de ação e também para o slice of life em que vemos Josie cuidando das filhas com seus vestidos acinturados e saltos altos.
Lady Killer chega para os leitores brasileiros em uma edição matadora, com capa dura e o tratamento especial de tirar o fôlego — até ele acabar — que você já conhece. Mais um título de respeito da DarkSide® Graphic Novel direto para a sua coleção.
E que coleção! Os leitores da DarkSide® Books já se perderam nos becos escuros de Berlim com Atômica, tiveram pesadelos com Floresta dos Medos e conjuraram um espírito traiçoeiro em Francis… e agora é hora de acompanhar Josie em uma história de espionagem, sobrevivência e muito girl power. Tudo isso enquanto ela cuida de suas duas filhas gêmeas, lida com uma sogra bisbilhoteira e faz malabarismos com uma missão que deu errado.
Lugar de mulher é nos quadrinhos. Como brinca a autora: não cruze o caminho dela.









11 de outubro de 2019

{Fique Ligado} 5 livros para ler no mês do terror

Olá pessoal,

Hoje vou falar dos 5 livros que eu elenquei para serem lidos nesse mês do terror.
Vem conferir.

Foto retirada de arquivo pessoal


Uma HQ que fará você se sentir apaixonado e ao mesmo tempo assombrado. Aurora e alguns seres estranhos vivem em uma floresta e precisarão fazer muitas coisas e passar por cima de muita gente para conseguir sobreviver. Só posso dizer que é uma leitura obrigatória nesse mês.


Eu amo o Stephen King e esse livro foi uma grande descoberta. É ambientado em uma cidade afastada e a história conta com três personagens, que após a chegada a cidade, coisas começam a acontecer e muito mistério ronda os próprios moradores que vivem na cidade. Só posso dizer, que sendo do King, esse livro é leitura obrigatória. Eu amo e morro de medo dessa história. Acreditem, tive muitos pesadelos após essa leitura e nesse mês eu super recomendo. 

Foto retirada de arquivo pessoal


Vocês tem medos de bruxas? Eu, tenho e nunca desafiaria uma bruxa. Nessa HQ temos a história de pai e filha que tentam desesperadamente mudar de cidade para fugir dos seus medos, só que quando o medo está dentro de você é difícil se livrar assim tão facilmente, não é mesmo? Essa HQ me deixou um pouco aterrorizada, apesar de começar lento, do meio para o fim você se vê suando frio e sedento para saber o final, então é uma ótima pedida no mês das bruxas. 


Outro do King que não pode faltar na lista de leituras desse mês. O iluminado é um livro que tem um início morno, mas do meio para o fim, você fica com os cabelos da nuca arrepiados e quase entra no livro para salvar o nosso protagonista, Danny. 
Eu fiquei bem apreensiva com a leitura desse livro, confesso. 
Primeiro. porque envolve criança, o que me deixa com um receio bem grande e Segundo, porque é em um hotel mal assombrado. Você tem certeza que vai dar ruim, mas não consegue parar de ler porque quer saber o final. Então, vão ler. 


E não podia faltar esse que virou queridinho para mim. Um livro para te deixar vidrado na leitura e querer saber o fim. Uma história que fará você ter pesadelos sim e alguns dias de reflexão. Fará você ler em pé enquanto anda porque não consegue largar a leitura. Só posso dizer para LEREM essa preciosidade. Um lançamento desse ano da nossa caveirinha quer vai fazer o coração de vocês saltar de amor ou de susto mesmo. 


E aí, gostaram das indicações? Espero que aproveitem e cliquem nos links para lerem as resenhas e boa leitura. 


7 de outubro de 2019

{Resenha} BTK Profile: Máscara da Maldade

Hoje a resenha é sobre o livro "BTK Profile: Máscara da Maldade" de Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e L. Kelly.

Foto retirada de arquivo pessoal
Vocês sabem que quando se fala em não-ficção eu já fico inquieta para iniciar a leitura e quando se fala em Serial Killer, aí a minha inquietação vira uma ansiedade frenética e não consigo esperar o que as pessoas acharão do livro. Eu já preciso lê-lo. E com BTK foi assim. Assim que a caveirinha anunciou que iria publicá-lo meu coração já acelerou e ter a oportunidade de lê-lo me fez perceber que não conhecemos de fato o ser humano. 

O livro é escrito através da experiência e da vivência de um dos casos mais complexos que a polícia e o jornalismo investigativo nos Estados Unidos solucionaram. Dennis Lynn Radder era um cidadão do bem, esposo, pai, trabalhador, ex-escoteiro, presidente da congregação de uma igreja local e serial killer nas horas vagas. 

Um sádico sexual que sentia desejo se estivesse no controle da situação. Os nós eram a sua maior habilidade, que foi aprendida enquanto estava nos escoteiros, e caçar mulheres viera a ser uma das suas rotinas entre idas e vindas do trabalho. 

Ele se intitulou BTK, em inglês bind, torture e kill (amarrar, torturar e matar) e ao longo de 30 anos matou dez pessoas entre homens, mulheres e crianças.
O primeiro assassinato foi em 1974. O jovem Radder já tinha planejado amarrar a menina Josephine Otero e estrangular, porém seu plano deu errado, na casa estavam o pai, a mãe e o irmão mais novo de Josie. Ele não teve muito tempo para pensar e acabou matando a família. 

Radder ficou excitado, seu plano tinha saído um pouco fora dos eixos, mas ele conseguiu realizar o seu fetiche no fim. E foi de volta para o lar contente e feliz. E depois dos Otero vieram mais 9 pessoas, que o livro detalha todo o processo. Se você for sensível ou impressionável, não o leia, pois poderá ter pesadelos. 

Foto retirada de arquivo pessoal

A história é remontada por toda a equipe que acompanhou o caso desde 1974 até a sua captura em 2005. O livro é bem contado e faz uma retrospectiva de todos os fatos, de todos os detalhes de como era a mente de Dennis. Um homem branco que não veio de lar desajustado, não sofreu violência sexual quando criança, teve uma boa educação e pais e irmãos dedicados. Apesar de ser extremamente organizado no seu modus operandi, ele não tinha ligação com nenhuma vítima e isso dificultou ainda mais o acesso da polícia até sua captura.

A história real nos faz perceber que não conhecemos o ser humano e muito menos o vizinho do lado. Aquele cara exemplar que vai para a Igreja todos os domingos, acompanha seus filhos até a escola, deseja bom dia para a esposa na porta de casa/prédio e tem fotos praticando a bondage¹. 
Eu confesso que fiquei bem impressionada com a leitura. Cada detalhe me fazia perceber como somos vulneráveis e estamos suscetíveis a todo tipo de crueldade. E como fazer para nos preservar e não nos colocar tanto em risco. 

Ainda não conseguimos entender a mente humana, apesar da evolução da ciência, mas após a leitura desse tema e de gostar bastante e estudar esse tipo de perfil, posso perceber como Radder era frio, calculista e gostava de receber as atenções. E justamente por isso ele acabou sendo pego, mas, se ele não entrasse na onda da polícia e fosse tão egocêntrico, será que a polícia juntamente com o FBI conseguiriam desvendar e prender o BTK? E por isso, estudar essa temática me fascina tanto, porque existem perguntas que nunca serão respondidas, mas analisar essas situações é de suma importância para conseguir desvendar crimes de difícil solução. 

Ainda bem que foi solucionado. Confesso que fiquei apreensiva em um dado momento, mesmo sabendo que ele seria capturado.
A única coisa que posso dizer é que LEIAM esse livro! Ele nos fala muita coisa sobre essa mente humana, que mesmo estando no século XXI, temos tanto a aprender. E além disso, a edição da caveirinha está demais! Só tenho elogios, sério, zero defeitos. A escrita é bem fluida e quanto mais você lê, mais quer saber o que irá acontecer na próxima página. 

E, mais uma coisa, só para reforçar, se você for uma pessoa sensível, fuja dessa leitura.

*Livro cedido em parceria com a Editora.


1. bondage nada mais é do que uma das técnicas e práticas BDSM que consideram a dominação sexual como um dos grandes ápices na hora da transa. Usando de roupas específicas e sensuais, acessórios como algemas, gravatas e amarras, além de outros instrumentos, no bondage a submissão é uma das fantasias eróticas a serem postas em prática podendo ser você tanto a parte dominadora quanto a submissa.
Título: BTK Profile: Máscara da Maldade
Autor: Roy Wenzl, Tim Potter, Hurst Laviana e L. Kelly.
Editora: DarkSide Books
Páginas: 416
Sinopse: Ao longo de três décadas, um monstro aterrorizou os moradores de Wichita, Kansas. Um assassino em série que amarrava, torturava e matava mulheres, homens e crianças, iludiu a polícia por anos a fio enquanto se vangloriava de suas terríveis façanhas para a mídia. A nação ficou chocada quando os crimes de BTK — a sigla para os termos em inglês bind, torture, kill, que eram sua assinatura criminosa — foram enfim associados a Dennis Rader, um vizinho amigável, marido devoto e respeitado presidente da congregação de uma igreja local.O jornal Wichita Eagle fez a cobertura do assassino em série desde seu primeiro ataque, em janeiro de 1974. Desde então, o jornal, a polícia e o assassino desenvolveram um intricado relacionamento. Foi por meio do Eagle que BTK enviou sua primeira mensagem, em 1974. Foi para o Eagle que, alguns anos depois, o desesperado chefe de polícia de Wichita pediu ajuda para criar uma armadilha para o assassino. Foi em uma carta para o Eagle que BTK anunciou seu reaparecimento, em 2004. E foi por meio dos classificados do jornal que o chefe da investigação levou BTK a cometer um erro que resultou em sua captura, em 2005.
O Wichita Eagle transcreveu todo o julgamento e o postou na internet para que a população tivesse acesso à informação. A imagem da estranha máscara feita de plástico resistente, na qual ele pintara lábios, cílios e sobrancelhas se tornou icônica entre as evidências do caso. A cobertura abrangente e aprofundada — que gerou mais de oitocentos artigos entre 2004 e 2006 — rendeu prêmios jornalísticos e elogios a uma dedicada equipe compromissada com a verdade. E virou livro. BTK Profile: Máscara da Maldade é um registro contundente e não uma mera reconstituição do caso, com uma narrativa íntima e completa de um pesadelo que assolou a cidade de Wichita por décadas, contada em primeira mão pelas pessoas que estavam lá desde a chocante descoberta.
Os repórteres que cobriram o caso reuniram documentos, evidências e depoimentos da força-tarefa designada para a investigação, colocando todas as peças do horrendo quebra-cabeça em seu devido lugar. Enquanto muitos se concentraram apenas em retratar o mal, o competente time por trás deste livro optou por dedicar a mesma quantidade de tempo às pessoas que o erradicaram. As pessoas que detiveram BTK são policiais de verdade — personagens de carne e osso que baixaram a guarda para que os leitores pudessem seguir com eles em missões de vigilância e confronto, para dentro de seus lares e corações.
Os fãs da linha Crime Scene agora têm à disposição uma obra completa e cuidadosamente escrita para estudar o caso de Dennis Rader, o BTK. Em 2005, após a sua prisão e confissão, Dennis Rader teve a sua história contada no filme Hunt for the BTK Killer, de Stephen T. Kay, e também serviu de inspiração para Stephen King no conto “Um Bom Casamento”. Mindhunter, série da Netflix produzida por Charlize Theron e David Fincher, traz o assassino em destaque em sua segunda temporada, que tem estreia confirmada para agosto deste ano.
BTK Profile: Máscara da Maldade é um livro que investiga a mente e o comportamento humano e entra para a Coleção Profile da linha Crime Scene® ao lado de Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado e Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino. O trabalho de Wenzl, Potter, Laviana e Kelly nos faz questionar se realmente conhecemos as pessoas que convivem conosco — e o que nos torna vulneráveis diante do perigo.


17 de janeiro de 2019

{Resenha} Rastro de Sangue: Jack, o Estripador

Hoje a resenha é sobre o livro "Rastro de Sangue: Jack, o Estripador" de Kerri Maniscalco.


Eu fiquei muito empolgada com a premissa desse livro, achei super interessante! Pensando que na época eu já estava orfã da Lia ( Trilogia Crônicas de Amor e Ódio), encontrar uma jovem mulher com instinto de detetive e ainda empoderada, me fez pirar.

Audrey Rose Wadsworth não é uma garota como qualquer outra, no auge dos seus 17 anos, ela gosta de frequentar o laboratório do seu tio Jonathan, estuda medicina legal e forense. E para ela, não tem problema se ficar com cheiro de formol e sangue, ela tem fascínio pela área mas é impedida de frequentar as aulas por ser mulher, e a cada cadáver que o seu tio analisa, a jovem está do lado o analisando meticulosamente também.

A questão é que seu pai tem pavor de que algo aconteça a nossa protagonista e a proíbe inclusive de sair de casa, só que como nada é impossível para Audrey, ela sai escondida mesmo e se aventura ao lado de seu tio a desvendar o homicida que está aterrorizando mulheres na cidade e o faz de uma maneira bem violenta.

Jack, como é intitulado começa a matar mulheres e é de tanta violência que Audrey se vê muito envolvida nos casos, por ser mulher, por não poder se vestir como bem entende, por estar em uma sociedade na época, uma Londres marcada por preconceitos em que a mulher tem que seguir os padrões da sociedade, tomar chá da tarde e tricotar. Audrey Rose se vê instigada a encontrar o assassino juntamente com o auxiliar de seu tio, o inteligente e charmoso Thomas Cresswell.

A amizade dos dois acaba crescendo e no meio do caminho Audrey também se vê emocionalmente envolvida com Thomas. E os dois acabam tomando rumos perigosos que poderá colocar tanto a vida de Audrey em risco como diminuir seu interesse por Thomas.

A história começa de um jeito interessante, tem momentos bem de monotonia e o do meio para o fim você acaba se prendendo melhor na história. A narrativa de Kerri, inclusive da descrição dos corpos, os aromas e ambientes são sensacionais. Parece que a gente voltou a Londres do século XIX.


Alguns aspectos me incomodaram bastante no livro. Um ponto que fiquei me questionando foi a relação do Thomas com a Audrey, em momentos do livro você acaba querendo que eles parem de flertar e só desvendam o caso. Achei ele também bem arrogante e não conseguiu me cativar enquanto personagem, não sei porque parece tanto com os homens nos quais temos que lidar em pleno século XXI.

Outro ponto é que a leitura fica bem arrastada, como se não conseguisse se desenrolar, ou porque seria muito rápido, não sei mesmo, mas tem partes bem maçantes e tive que parar e retomar para conseguir finalizar.

Um ponto que gostei bastante foi a protagonista ter essa visão mais determinada e se empoderar do movimento em prol as mulheres que estavam sendo mortas. Ela sabe o que quer, ela quer estudar, se ela não pode frequentar a aula, vai sugar o tio que é estudioso no assunto. Ela não gosta de saia e faz de tudo para não usar. Então, nesse ponto me identifiquei bastante com o impeto curioso e avassalador de Audrey. Uma verdadeira rainha de seu tempo.

Ao fim do livro nos deparamos com um drama familiar. Audrey Rose juntamente com Thomas acabam conseguindo desvendar o criminoso, mas o fim não me cativou também muito. Eu acho q esperava mais! De qualquer forma, gostei do livro, não amei e o indico para que possamos voltar no tempo e conhecer um pouquinho desse assassino que trouxe muito pavor para a Londres daquela época.


Título: Rastro de Sangue: Jack, o Estripador
Autor: Kerri Maniscalco
Editora: DarkSide Books
Páginas: 354
Sinopse: O assassino mais perigoso da história espera por você Combine a astúcia de Sherlock Holmes com a determinação de Lia, a heroína das Crônicas de Amor & Ódio. Pronto, você já tem uma pista de quem é Audrey Rose, a detetive protagonista de Rastro de Sangue: Jack, o Estripador. Prepare-se para acompanhá-la pelos becos sombrios de Londres neste romance policial com grande pesquisa histórica. Você nunca mais vai encarar a era vitoriana do mesmo jeito após devorar este lançamento da DarkSide Books. 
Audrey Rose não é a típica donzela inglesa do século xix. Quando ninguém está vendo, a jovem realiza autópsias no laboratório de seu tio, contrariando a vontade de seu pai e todas as expectativas da sociedade. Ela pode não saber fazer um penteado elaborado, mas faz uma incisão em Y num cadáver como ninguém. Seus estudos em medicina forense a levam na trilha do misterioso Jack, cujos assassinatos brutais derivados de uma terrível sede de sangue amedrontam a cidade. E Audrey Rose, empoderada desde o berço, quer fazer justiça às vítimas - ​​mulheres sem voz e marginalizadas por uma sociedade extremamente sexista. Na companhia de Thomas Cresswell, o aprendiz convencido e irritante de seu tio, ela decide seguir seus instintos e os rastros de sangue do notório assassino. Afinal, nenhum homem foi capaz de descobrir sua identidade. Esse é um trabalho para uma mulher.
Rastro de Sangue: Jack, o Estripador é o primeiro volume de uma série que já prevê inspiração em outros personagens clássicos da era vitoriana, como o Príncipe Drácula e o Escapista Harry Houdini. É também o romance de estreia de Kerri Maniscalco, autora descoberta por James Patterson, que vem conquistando o coração de leitoras e leitores em todo o mundo. Aqui no Brasil, os fãs podem esperar aquele padrão de qualidade quase psicopata da DarkSide Books. Uma edição feita sob medida para acompanhar os leitores nessa investigação cheia de reviravoltas. E, como se fosse preciso dizer, em capa dura, é claro. 
Rastro de Sangue: Jack, o Estripador faz parte da linha editorial DarkLove, só com livros escritos por mulheres com grandes histórias para contar. Os detalhes sobre medicina forense aproximam também os fãs de livros da coleção Crime Scene, como O Segredo dos Corpos ou os Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy. Recomendado também para os amantes de CSI, Mindhunter, O Terror Gótico de Penny Dreadful e o Medo Clássico de Edgar Allan Poe.

23 de novembro de 2018

{Resenha} Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais

Hoje a resenha é sobre o livro "Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais" de RJ Parker e JJ Slate.

Esse livro faz parte do Crime Scene da Editora DarkSide Books e confesso que sou fissurada nessa linha, pois são histórias reais que nos fazem pensar e ter medo de muitas coisas.

Como vocês lidam com a internet? Quem nunca, hoje em dia, precisou procurar ou comprar materiais e encontrar pessoas utilizando a internet como um meio de acesso e comunicação mais rápida? Pois bem, todos nós acessados e estamos conectados em alguma rede social, seja ela Facebook, Instagram, Twitter e esses assassinos também estão. 

E os autores citam outro canal de comunicação, que é o site Craigslist que é um site que você encontra desde móveis para alugar até relacionamento sério. E é através dele que muitos assassinos caçam suas vítimas. 

O livro faz um apanhado de diversas histórias que aconteceram através da internet. Muitos fazem suas vitimas de forma parecida. Começam a conversar com a pessoa, a chamam para sair e traçam o plano de morte. 

O que me chocou, em alguns dos casos, foram a frieza do assassino e a forma como este aconteceu. Muitos utilizavam arma branca para realizar o crime e poucos ficaram sem solução. 

A única coisa que me incomodou na escrita do livro é que eu esperava uma melhor descrição dos casos. Os autores fazem um apanhado do caso, contando a história de forma mais objetiva e como ela terminou. E como o livro tem muitos casos, fica até que uma leitura rápida mas poderia ter sido mais explorada as histórias. 

De uma forma geral, eu gostei da leitura e indico o livro, para quem quer se apropriar um pouco mais e se aproximar dessas mentes que nos fazem ter medo até de pensar em sair de casa. 
E se você tem muitos amigos em sua rede social, cuidado! Um deles pode ser um psicopata e você não sabia. 

Vem embarcar nesse livro que vai fazer você rever a sua lista de amizades. 


Título: Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais
Autor: RJ Parker e JJ Slate
Editora: DarkSide Books
Páginas: 272
Sinopse: Social Killers - Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um livro assustadoramente verdadeiro. Seus autores, J. J. Slate e R. J. Parker, reúnem alguns dos casos mais angustiantes de criminosos que usaram as redes sociais para se aproximar de suas vítimas. Torturadores, stalkers, predadores sexuais, canibais, assassinos. A lista, infelizmente, não é pequena. E novas solicitações de amizade continuam chegando a cada dia.
Parker e Slate deixam claro que esse não é um fenômeno novo. Muito antes da internet, criminosos usavam classificados de jornal para descobrir e atrair suas presas. Mas o anonimato da web permite que cada vez mais lobos usem roupas de cordeiro nas suas fotos de perfil.
Mas existe luz no fim do túnel. Analisando mais de trinta casos famosos, os autores demonstram como as forças da lei estão usando, com sucesso, as novas ferramentas de comunicação para investigar e prender foras da lei e desmantelar quadrilhas. E ainda ensinam dicas de segurança. Social Killers – Amigos Virtuais, Assassinos Reais é um alerta para todos nós, que passamos tanto tempo conectados.

23 de agosto de 2017

{Resenha} Meu amigo Dahmer

Hoje a resenha é sobre o livro "Meu amigo Dahmer" de Derf Backderf

A primeira HQ da coleção Crime Scene da Editora DarkSide Books inaugura a publicação de histórias em quadrinhos. Uma Graphic Novel que foi premiada e que conta a vida de um adolescente que futuramente virou um dos piores Serial Killers dos Estados Unidos, o Canibal de Milwaukee.
O autor nos traz um quadrinho de memórias, sim, memórias, pois Derf estudou com Jeff Dahmer no Ensino Médio.

Jeffrey era um adolescente fechado, não tinha amigos e os poucos que se aproximaram dele, se afastaram em algum momento na escola. Para tentar esconder suas manias e descontroles, começou a beber no primeiro ano do Ensino Médio e desde então nunca parou. Jeff gostava de capturar animais mortos e levar para sua casa, mas isso não era o mais estranho. Assim que os hormônios começaram a aflorar percebeu que tinha desejo por homens e que não os queria vivos, mas sim mortos.
"Ele era um ninguém, aquele tímido que vira um inválido social quando leva a primeira bordoada da adolescência, que aceita essa cina sem revidar e que se torna praticamente invisível."
Animais mortos, o desejo de dissecação, a necrofilia faziam parte dos pensamentos e desejos macabros desse adolescente, que se vê isolado e sozinho em sua adolescência. Ele passava despercebido por todos, alguns sentiam o cheiro forte de álcool mas não levavam a sério, porque ele era quieto e não fazia nada para perturbar a vida de ninguém. E assim Dahmer passou pela adolescência, praticamente sem ser percebido.

Derf narra nos quadrinhos momentos cruciais da vida em família, um lar em desconstrução, visto que os pais brigavam a maior parte do tempo e depois passaram por um divórcio conturbado, e no ambiente escolar de Dahmer, o bullying fazia parte dos seus dias, mas ele já não se incomodava tanto, ele só queria passar por essa fase.

A leitura do quadrinho até nos faz refletir e analisar que a vida de Dahmer não foi tão fácil quanto se parece e que em parte, Derf acaba se perguntando qual era o papel dos adultos naquele momento, visto que na década de 70 as regras eram mais rígidas e se pego com bebida o aluno poderia até ser suspenso. Só que no caso de Jeff, ele nunca foi pego, nenhum adulto ao seu redor chamou sua atenção, mas como o próprio Derf diz, era impossível não sentir o cheiro de álcool quando se aproximava de Jeff.

O quadrinho nos dá uma clara visão do que foi a adolescência desse psicopata, que após o divórcio dos pais e a fuga da mãe para outra cidade, sua vida piorou e a partir daí começou o início do que seria seu fim.
"Há um número incrível de indivíduos que vê Jeffrey Dahmer como uma espécie de anti-herói, um garoto vítima de bullying, que contra-atacou a sociedade que o rejeitava. Isto é um absurdo. Dahmer era um infeliz, um ser problemático, cuja perversidade estava quase além da compreensão. Tenha pena, ma não empatia."
Derf de uma forma magnífica nos traz os desenhos de Dahmer e seus amigos e ao final tem alguns rascunhos que ele criou antes de finalizar. Eu adorei o quadrinho. Tentar entender a mente de um psicopata não é fácil. O próprio Derf se pegou pensando o que o teria levado para chegar a esse ponto, porém sem resposta. O que posso dizer é que vale a pena cada página e cada centavo gasto.

A Ilana Casoy em seu livro, Louco ou Cruel, traz um capítulo só do Jeffrey Dahmer, acredito que para quem gosta desse tipo de leitura, vale muito a pena. Eu particularmente amo e em especial tenho uma paixonite pela escrita da Ilana. 

Vem embarcar comigo nesse mundo.



Título: Meu amigo Dahmer
Autor: Derf Backderf
Editora: DarkSide Books 
Páginas: 288
Sinopse: MEU AMIGO DAHMER traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando este ainda era um aluno do ensino médio. O autor do livro foi seu colega de turma nos anos 1970, e conviveu com o futuro “canibal de Milwaukee” com uma intimidade que Dahmer talvez só viesse a compartilhar novamente com suas vítimas. Juntos, Derf e Dahmer estudaram para provas, mataram aula, jogaram basquete. Os dois tomaram rumos diferentes, e Derf só voltaria a saber do amigo pelo noticiário, anos depois. Em 1991, os crimes de Jeffrey Dahmer vieram à tona: necrofilia, canibalismo e uma lista de pelo menos 17 mortos, entre homens adultos e garotos. O primeiro assassinato teria acontecido meses após a formatura no colégio.
Além de remexer nos seus velhos cadernos e álbuns de fotografia, Derf consultou seus amigos de adolescência, antigos professores, os arquivos do FBI e a cobertura da mídia após a descoberta de seus crimes antes de roteirizar MEU AMIGO DAHMER.



9 de janeiro de 2017

{Resenha} Arquivos Serial Killers - Made in Brazil

Hoje a resenha é sobre o livro "Made in Brazil" de Ilana Casoy

Eu sempre gostei de livros com um quê de policial, investigativo e de fatos reais, mas não imaginei que ia ficar tão vidrada nesse da Ilana.
Quando eu li Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado da Ana Beatriz Barbosa Silva, fiquei fascinada por esse mundo da psicopatia e transtornos da mente que faz um ser humano atacar o outro ou até mesmo causar um desconforto no outro, nem que seja uma coisa simples, como um: Você acha que vai conseguir fazer isso?, sim, isso também é um tipo de abuso, aquele que nos desconcerta e que coloca em cheque a nossa capacidade de fazer algo e de ter sucesso naquilo.
"Eu apelo para o futuro; eu apelo para uma época em que o ódio e a crueldade não mais controlarão os corações dos homens. Época em que poderemos aprender através da razão, do bom senso, do entendimento e da fé que cada vida vale a pena ser salva e que a compaixão é o maior atributo do homem"
Essa fascinação nos leva ao livro da Ilana. Made in Brazil é um livro que trata do relato de 7 assassinos cruéis (José o "Preto Amaral"; Febrônio o "Filho da Luz"; Benedito o "Monstro de Guaianazes"; Francisco o "Chico Picadinho"; José o "Monstro do Morumbi"; Marcelo o "Vampiro de Niterói" e o Pedro o " Pedrinho matador") que viveram no Brasil entre 1929 até os tempos atuais. O livro conta a história completa, os fatos, narra os acontecimentos da época e até mesmo se houve condenação ou não no caso.

Foto retirada do arquivo pessoal
Confesso que comecei a ler esse livro, e dificilmente eu me impressiono, mas algo dentro de mim ficou mexida. Eu vivenciei os fatos, mesmo no meu subconsciente, e pude perceber o quanto eu fiquei tocada com cada história e cada pessoa que virou vítima desses assassinos. E uma das histórias que mais me impressionaram foi a do Vampiro de Niterói. 
"Dos membros do Nufor que participaram da entrevista, eu era a única inexperiente na situação. Apesar disso, todos nós nos sentimos mal ao término dos trabalhos. Eu fiquei de cama por quatro dias."
E é aí que o livro acaba se tornando muito interessante e ao mesmo tempo impressionante. Eu comecei a ler a história de vida desses homens, que de alguma forma, nos chama para a realidade do nosso país. A maioria foram crianças sem estruturas, abusadas, abandonas/negligenciadas pelos pais, que não tinham perspectiva ou que até tinham, mas as oportunidades lhes fugiram das mãos. E nesse momento você pensa que poderia ter sido seu filho, seu irmão, sua mãe ou seu pai o abusado e morto, só que aí você também pensa que poderia ter sido seu pai, seu irmão, sua mãe o abusador/matador! E aí como balancear esses pensamentos? 
"Aqui, depois da entrevista, muitos mitos caíram por terra e temos finalmente o relato dos fatos. Mitos são sempre perigosos - podem ser ótimos, mas também podem ser péssimos. Sem bem nem mal, são apenas mito. Então desmistificar também é importante. "
É minha gente, não é fácil. Ler esse livro me fez reviver muitas coisas que aconteceram e que acontecem diariamente no nosso país, essa discrepância social a qual estamos fadados e o quão impotentes somos, em algumas das vezes, para tentar minimizar isso. O que eu sei é que fiquei extremamente penalizada, tocada e vidrada nas histórias! Ilana escreve de uma maneira genial e nos faz refletir sobre muitas coisas a respeito desses assassinos, afinal não estamos aqui para julgar e esse não é o intuito do livro. O livro está aí para tentarmos entender um pouco a mente desses assassinos e nos reporta a tudo que foi feito na época e como eles foram vistos perante a sociedade. Trás também sobre os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico tanto no Estado de SP como no Rio de Janeiro e como esses "presos" estão sendo tratados nesses locais. 

O que eu sei é que esse universo que permeia sobre a saúde mental e nos faz questionar tantas coisas me deixam fascinada e é isso que o livro nos faz sentir: fascinação! E se você está se perguntando se eles são psicopatas ou não, eu não posso responder! Vou deixar a cargo da leitura e assim cada um poderá tirar as suas próprias conclusões. A única coisa que sei é que o livro é SENSACIONAL e ILANA  já é minha musa inspiradora! 
"Como conclusão, entendemos a lição: o delito é transitório, mas a doença mental não. O paciente não pode ser abandonado pelo Estado ao término de sua medida de segurança. Devem ser dadas todas as garantias para que ele tenha as melhores condições de conviver com a doença sem correr o risco de cometer novos delitos por falta de tratamento e acompanhamento."
E eu tenho que agradecer também a Editora DarkSide Books que publicou as duas obras da autora e que ficaram lindamente lindas nessa forma definitiva. A edição é esplêndida, tiro meu chapéu. 

E para você que está se perguntando se quer ou não ler, pare de pensar e vá ler!


Título: Arquivos Serial Killers - Made in Brazil
Autor: Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 360
Sinopse: Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam.
Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador. Um relato cruel feito pelos próprios assassinos, conduzido com maestria por quem entende do assunto, que procura guiar o leitor pela sinuosa mente de pessoas frias e com movimentos mais que premeditados para o mal. Além deles, a autora se debruça sobre a vida e os crimes de José Augusto do Amaral (Preto Amaral), Febronio Índio do Brasil, Benedito Moreira de Carvalho (Monstro de Guaianases) e José Paz Bezerra (Monstro do Morumbi).





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