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7 de abril de 2017

{Autores} Ilana Casoy

Olá pessoal,

Eu não escondo que sou fã condicional da autora Ilana Casoy. Conheci o seu trabalho através da série lançada pela Editora DarkSide Books, Serial Killers. Eu comprei os livros e devorei e desde então sigo essa autora com esse trabalho divino. 
Ilana Casoy - Divulgação 2 - Livros

Ilana é criminóloga e escritora brasileira. Formada em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Especialista em Criminologia pelo Instituto Brasileira de Ciências Criminais (IBCCRIM) também é membro do Núcleo de Antropologia do Direito da USP - NADIR e Membro Consultivo da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP. 
Ela também colaborou com a Polícia Técnico Científica, quando acompanhou a perícia de homicídios - participou, a convite da Fox Brasil, da criação de um perfil do psicopata Dexter Morgan, anti-herói e protagonista da série que leva o seu nome e que se tornou uma das mais cultuadas do últimos anos. Ilana trabalhou como colaboradora da série escrita por Glória Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade, lançada em 2014 na Rede Globo.  

A autora colaborou também com o site do canal Investigação Discovery entre 2012 e 2013. Atualmente, assina uma coluna na revista Brasileiros. Ela também dedica-se a ficção. 

Ilana tem 5 livros publicados:

Em 2016, A Editora DarkSide Books publicou Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni, e abre pela primeira vez seus cadernos de anotações durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes. Para ler a Resenha dessa obra Clique Aqui.



Pela Editora DarkSide Books publica a Edição Definitiva de seus dois best-sellers: Serial Killers: Louco ou Cruel e Serial Killers: Made in Brazil. Inclusive tem resenha desses dois livros maravilhosos aqui no Blog. A editora reabre os arquivos de Ilana e nos traz dois livros maravilhosos, com um desfecho triunfante dessa escritora na qual só tenho elogios. 



Outra obra da autora lançada pela Editora Lafonte é A prova é a testemunha na qual trás o relato do Juri do caso Nardoni. 

E O quinto mandamento lançado pela Editora Ediouro em 2008, traz o assassinato do Casal Richthofen.

E como vocês viram, Ilana tem uma experiência vasta com o estudo do crime, o perfil do psicopata e eu só tenho a elogiar essa autora maravilhosa. 

Vem conferir os livros que foram repaginados e estão lindosssss! Eu só tenho elogios para a DarkSide Books e para a Ilana. 


22 de março de 2017

{Resenha} Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?

Hoje a resenha é sobre o livro "Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?" de Ilana Casoy.

Confesso que quando comprei esses livros não imaginava que ia ficar tão fascinada pelo trabalho da Ilana e seus livros investigativos. 
Eu já mencionei aqui que sou deslumbrada por toda e qualquer história que traga relatos de psicopatias, saúde mental ou qualquer alteração do ser humano que o leve a algum caso extremo, que nesse caso seria a morte. E quando li o outro livro da Ilana, o Made in Brazil, eu me apaixonei e digo que foi amor a primeira página rs. 
"A maldade é a vingança do homem contra a sociedade pelas restrições que ela impõe. É o resultado do conflito entre nossos instintos e nossa cultura." 
Diferentemente do "Arquivos Serial Killers: Made in Brazil", Louco ou Cruel nos traz em uma primeira parte o que seria um serial killer. Quais as características que poderiam se encaixar para dizer que uma pessoa é um matador ou torturador? É simplesmente louco ou a crueldade fala mais alto? Todas essas respostas, a autora tenta dar de uma forma clara e objetiva destrinchando os casos de alguns serial killers no mundo. 
"Na infância, nenhum aspecto isolado define a criança como um serial killer potencial, mas a chamada "terrível tríade" parece estar presente no histórico de todos os serial killers: enurese¹ em idade avançada, abuso sádico de animais ou outras crianças, destruição de propriedade e piromania²."
E gente, que histórias! Quando eu comecei a primeira parte, já fiquei alucinada pelas características e pelas investigações do FBI e outros órgãos, incluindo a psicologia forense, como forma de investigação de casos que chocaram o mundo. Até aí ok, mas quando você começa a ler as histórias de vida, o jeito que essas pessoas se articulavam para conseguir chegar no objetivo final que era: o de matar ou torturar sua vítima, aí você começa a pensar se a pessoa é louca mesmo ou se há uma crueldade nata na forma de ver e viver daquele indivíduo.

Eu sei que o livro não veio com o intuito de julgarmos, porque assim como os casos contados no Made in Brazil (resenha acima), também observamos alguns pontos em comum como: a família desestruturada, a negligência e/ou abandono da família e isolamento social etc. A junção de todas as coisas ou até mesmo isoladamente pode levar a uma pessoa matar ou torturar sua vítima até a morte. Casos de abuso na infância também estão relacionados mas não isoladamente. 

Ilana traz detalhadamente alguns casos de Serial Killers que eram necrófilos, sádicos, os que ouviam vozes dentro deles que os faziam matar, os que matam por prazer e tantos outros que nos relatos nos fazem ficar com os cabelos da nuca arrepiados. Sério gente, as descrições das mortes me fez refletir muito sobre o que seria uma pessoa em sã consciência matar, decapitar e fazer sexo com o cadáver😱, fiquei em choque! Choque mesmo! Sei que para mim essa pessoa pode ser considerada "doidona" mesmo, mas muitos sabiam o que estavam fazendo e algumas vezes o faziam com prazer. 

E como a maioria deles são da América do Norte, nessa Edição Definitiva publicada pela Editora DarkSide Books, Ilana traz os casos atualizados, se ainda estão esperando sua sentença ou se foram capturados. 

O livro é para quem tem o estômago forte. Se você é sensível para descrições, pode ficar bem impressionado com a leitura, mas se você assim como eu gosta de um bom livro que retrata a realidade de uma maneira clara e investigativa, LEIA ESSE LIVRO! Sim, isso é uma ordem rs! 

Eu já falei e vou repetir! Sou fã de carteirinha da Ilana, apaixonada pelos seus livros e pela sua narrativa! Venha você se apaixonar também, garanto que não vai se arrepender. 


¹Incontinência urinária sem conhecimento, micção involuntária, inconsciente.
²Distúrbio mental no qual o indivíduo produz incêndios por prazer.


Título: Arquivos Serial Killers: Louco ou Cruel?
Autor: Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 360
Sinopse: A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da criminologia, do direito, da psiquiatria e da psicologia, e dedica-se a dissecar esse universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a encenação/organização da cena e a análise do local do crime.
Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Aileen Wuornos, Albert Fish, Andrei Chikatilo, Ed Gein, Jeffrey Dahmer, Ted Bundy e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: perversidade, frieza e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

29 de janeiro de 2017

{Resenha} Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

Hoje a resenha é sobre o livro "Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni" de Ilana Casoy.

Confesso que assim que a Editora DarkSide Books anunciou a publicação desse livro fiquei louca, alucinada, desnorteada porque o queria muito! E não é que consegui adquirir hehehe.

Foto retirada do Arquivo Pessoal
Casos de Família vai relatar duas histórias que aconteceram em épocas diferentes na Cidade de São Paulo, com famílias distintas, mas que chocaram o Brasil no mesmo nível. O primeiro caso é sobre a Família Von Richthofen: Manfred, era Engenheiro da Dersa, casado com Marísia, psiquiatra, pais de Suzane e Andreas (19 e 15 anos na época). Aparentemente uma família feliz, de classe média alta, moravam em Campo Belo (região Sul de SP) em uma casa com a segurança reforçada. A filha fazia Direito na PUC e o filho estudava em uma escola na cidade. O casal foi atacado e morto a pauladas em 31/10/2002, a mando de sua filha Suzane, com a participação do namorado Daniel e do cunhado Christian Cravinhos. 
"...envolve o fato de Suzane ter - ao menos aparentemente - o perfil clássico da filha que todos gostaríamos de ter, Loira, bonita, estudante de Direito, boa aluna, culta, trilíngue, filha de pais bem sucedidos. A mãe era psiquiatra e psicanalista, portanto médica especializada em mentes humanas."
O porquê desse caso ter chocado a cidade, mesmo sabendo que essas coisas acontecem todos os dias? Uma explicação a essa pergunta e eu me fiz também, é porque era uma família que tinha uma situação financeira boa, Suzane falava três línguas e eles estudaram nas melhores escolas, mas o desvio de conduta não escolhe família, pessoa e/ou classe social. 
Foto retirada do arquivo pessoal 
O segundo caso é o da menina Isabella Nardoni, criança de 5 anos, que estava com o pai e a madrasta no final de semana (29/03/2008), quando foi jogada do 6º andar do prédio onde eles moravam, na Zona Norte de São Paulo.
Alexandre Nardoni é bacharel em Direito e foi casado com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, e se separaram quando a menina ainda tinha 11 meses. Na mesma época, Alexandre conheceu Anna Carolina Jatobá e um tempo depois já começaram a namorar e foram morar juntos. Desse segundo relacionamento nasceram dois filhos. 
"Seria esse caso diferente de outros tantos que acontecem na calada da noite ou do dia, rompendo a barreira do sagrado? Crimes de família não são tão raros quanto se pensa."
No primeiro caso, Suzane e os seus ajudantes confessaram o crime, fizeram a reconstituição e estão presos. No segundo caso, o casal alega que foi um assalto e não confessaram a culpa. 

Ilana de uma maneira primorosa narra os dois casos, o primeiro, como tudo aconteceu e a maneira como a acusação e a defesa conduziram o julgamento. 
No caso Nardoni, a autora faz parte do julgamento e narra os acontecimentos nos cinco dias do mesmo. Na "briga" entre acusação e defesa, cada lado tenta expor as suas versões e tentam achar o verdadeiro culpado desse crime. 
Foto retirada do arquivo pessoal 

O livro é um arquivo. Ilana traz suas anotações pessoais, pensamentos e matéria dos dois julgamentos que duraram muitos dias e fizeram muita gente perder o sono para saber se haveria condenação no caso dos Nardoni, mesmo eles não confessando o crime. 

O que eu achei do livro? Meu Deussss, posso dizer que é um livro que te faz questionar muitas coisas e uma delas seria a psicopatia. O fato de Suzane premeditar o assassinato dos pais de uma forma tão fria e calculista nos faz pensar se ela é "insensível" mesmo ou se ela tem algum desvio de conduta. Nunca saberemos. A mãe era psiquiatra e ainda assim no tempo em que conviveu com a filha não identificou nada que a fizesse questionar a sua sanidade mental.
Agora, no caso dos Nardoni, confesso que no início fiquei em cima do muro em relação a acusação do casal, saber que Anna Jatobá também era mãe e ainda assim, machucou e foi conivente, juntamente com o pai da menina de jogá-la do apartamento, e ainda acusarem outras pessoas, tem que ser muito frio e insensível. Ainda assim, eles não confessaram e apesar de todos os indícios e fatos encontrados até no corpo da menina, após o óbito, levarem a crer que houve envolvimento do casal no assassinato da menina e não na versão que eles defendem até hoje, ainda sim, fica aquela angústia e sensação se a decisão tomada foi a mais acertada. Nunca saberemos.

O que nos resta é acreditar que nos dois casos a justiça foi feita.
O livro está maravilhosooooo, então quem não teve oportunidade de ler, leia! Quem já leu, continue apreciando as obras da autora e leia os outros dela. 
Eu já virei fã da Ilana, a edição da DarkSide está linda e digna de louvor. Então eu só posso dizer pra vocês: saia logo daqui e vá ler!



Título: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni
Autor: Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 560
Sinopse: O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri.

9 de janeiro de 2017

{Resenha} Arquivos Serial Killers - Made in Brazil

Hoje a resenha é sobre o livro "Made in Brazil" de Ilana Casoy

Eu sempre gostei de livros com um quê de policial, investigativo e de fatos reais, mas não imaginei que ia ficar tão vidrada nesse da Ilana.
Quando eu li Mentes Perigosas - O psicopata mora ao lado da Ana Beatriz Barbosa Silva, fiquei fascinada por esse mundo da psicopatia e transtornos da mente que faz um ser humano atacar o outro ou até mesmo causar um desconforto no outro, nem que seja uma coisa simples, como um: Você acha que vai conseguir fazer isso?, sim, isso também é um tipo de abuso, aquele que nos desconcerta e que coloca em cheque a nossa capacidade de fazer algo e de ter sucesso naquilo.
"Eu apelo para o futuro; eu apelo para uma época em que o ódio e a crueldade não mais controlarão os corações dos homens. Época em que poderemos aprender através da razão, do bom senso, do entendimento e da fé que cada vida vale a pena ser salva e que a compaixão é o maior atributo do homem"
Essa fascinação nos leva ao livro da Ilana. Made in Brazil é um livro que trata do relato de 7 assassinos cruéis (José o "Preto Amaral"; Febrônio o "Filho da Luz"; Benedito o "Monstro de Guaianazes"; Francisco o "Chico Picadinho"; José o "Monstro do Morumbi"; Marcelo o "Vampiro de Niterói" e o Pedro o " Pedrinho matador") que viveram no Brasil entre 1929 até os tempos atuais. O livro conta a história completa, os fatos, narra os acontecimentos da época e até mesmo se houve condenação ou não no caso.

Foto retirada do arquivo pessoal
Confesso que comecei a ler esse livro, e dificilmente eu me impressiono, mas algo dentro de mim ficou mexida. Eu vivenciei os fatos, mesmo no meu subconsciente, e pude perceber o quanto eu fiquei tocada com cada história e cada pessoa que virou vítima desses assassinos. E uma das histórias que mais me impressionaram foi a do Vampiro de Niterói. 
"Dos membros do Nufor que participaram da entrevista, eu era a única inexperiente na situação. Apesar disso, todos nós nos sentimos mal ao término dos trabalhos. Eu fiquei de cama por quatro dias."
E é aí que o livro acaba se tornando muito interessante e ao mesmo tempo impressionante. Eu comecei a ler a história de vida desses homens, que de alguma forma, nos chama para a realidade do nosso país. A maioria foram crianças sem estruturas, abusadas, abandonas/negligenciadas pelos pais, que não tinham perspectiva ou que até tinham, mas as oportunidades lhes fugiram das mãos. E nesse momento você pensa que poderia ter sido seu filho, seu irmão, sua mãe ou seu pai o abusado e morto, só que aí você também pensa que poderia ter sido seu pai, seu irmão, sua mãe o abusador/matador! E aí como balancear esses pensamentos? 
"Aqui, depois da entrevista, muitos mitos caíram por terra e temos finalmente o relato dos fatos. Mitos são sempre perigosos - podem ser ótimos, mas também podem ser péssimos. Sem bem nem mal, são apenas mito. Então desmistificar também é importante. "
É minha gente, não é fácil. Ler esse livro me fez reviver muitas coisas que aconteceram e que acontecem diariamente no nosso país, essa discrepância social a qual estamos fadados e o quão impotentes somos, em algumas das vezes, para tentar minimizar isso. O que eu sei é que fiquei extremamente penalizada, tocada e vidrada nas histórias! Ilana escreve de uma maneira genial e nos faz refletir sobre muitas coisas a respeito desses assassinos, afinal não estamos aqui para julgar e esse não é o intuito do livro. O livro está aí para tentarmos entender um pouco a mente desses assassinos e nos reporta a tudo que foi feito na época e como eles foram vistos perante a sociedade. Trás também sobre os Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico tanto no Estado de SP como no Rio de Janeiro e como esses "presos" estão sendo tratados nesses locais. 

O que eu sei é que esse universo que permeia sobre a saúde mental e nos faz questionar tantas coisas me deixam fascinada e é isso que o livro nos faz sentir: fascinação! E se você está se perguntando se eles são psicopatas ou não, eu não posso responder! Vou deixar a cargo da leitura e assim cada um poderá tirar as suas próprias conclusões. A única coisa que sei é que o livro é SENSACIONAL e ILANA  já é minha musa inspiradora! 
"Como conclusão, entendemos a lição: o delito é transitório, mas a doença mental não. O paciente não pode ser abandonado pelo Estado ao término de sua medida de segurança. Devem ser dadas todas as garantias para que ele tenha as melhores condições de conviver com a doença sem correr o risco de cometer novos delitos por falta de tratamento e acompanhamento."
E eu tenho que agradecer também a Editora DarkSide Books que publicou as duas obras da autora e que ficaram lindamente lindas nessa forma definitiva. A edição é esplêndida, tiro meu chapéu. 

E para você que está se perguntando se quer ou não ler, pare de pensar e vá ler!


Título: Arquivos Serial Killers - Made in Brazil
Autor: Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 360
Sinopse: Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam.
Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador. Um relato cruel feito pelos próprios assassinos, conduzido com maestria por quem entende do assunto, que procura guiar o leitor pela sinuosa mente de pessoas frias e com movimentos mais que premeditados para o mal. Além deles, a autora se debruça sobre a vida e os crimes de José Augusto do Amaral (Preto Amaral), Febronio Índio do Brasil, Benedito Moreira de Carvalho (Monstro de Guaianases) e José Paz Bezerra (Monstro do Morumbi).





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