29 de janeiro de 2017

{Resenha} Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni

Hoje a resenha é sobre o livro "Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni" de Ilana Casoy.

Confesso que assim que a Editora DarkSide Books anunciou a publicação desse livro fiquei louca, alucinada, desnorteada porque o queria muito! E não é que consegui adquirir hehehe.

Foto retirada do Arquivo Pessoal
Casos de Família vai relatar duas histórias que aconteceram em épocas diferentes na Cidade de São Paulo, com famílias distintas, mas que chocaram o Brasil no mesmo nível. O primeiro caso é sobre a Família Von Richthofen: Manfred, era Engenheiro da Dersa, casado com Marísia, psiquiatra, pais de Suzane e Andreas (19 e 15 anos na época). Aparentemente uma família feliz, de classe média alta, moravam em Campo Belo (região Sul de SP) em uma casa com a segurança reforçada. A filha fazia Direito na PUC e o filho estudava em uma escola na cidade. O casal foi atacado e morto a pauladas em 31/10/2002, a mando de sua filha Suzane, com a participação do namorado Daniel e do cunhado Christian Cravinhos. 
"...envolve o fato de Suzane ter - ao menos aparentemente - o perfil clássico da filha que todos gostaríamos de ter, Loira, bonita, estudante de Direito, boa aluna, culta, trilíngue, filha de pais bem sucedidos. A mãe era psiquiatra e psicanalista, portanto médica especializada em mentes humanas."
O porquê desse caso ter chocado a cidade, mesmo sabendo que essas coisas acontecem todos os dias? Uma explicação a essa pergunta e eu me fiz também, é porque era uma família que tinha uma situação financeira boa, Suzane falava três línguas e eles estudaram nas melhores escolas, mas o desvio de conduta não escolhe família, pessoa e/ou classe social. 
Foto retirada do arquivo pessoal 
O segundo caso é o da menina Isabella Nardoni, criança de 5 anos, que estava com o pai e a madrasta no final de semana (29/03/2008), quando foi jogada do 6º andar do prédio onde eles moravam, na Zona Norte de São Paulo.
Alexandre Nardoni é bacharel em Direito e foi casado com Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, e se separaram quando a menina ainda tinha 11 meses. Na mesma época, Alexandre conheceu Anna Carolina Jatobá e um tempo depois já começaram a namorar e foram morar juntos. Desse segundo relacionamento nasceram dois filhos. 
"Seria esse caso diferente de outros tantos que acontecem na calada da noite ou do dia, rompendo a barreira do sagrado? Crimes de família não são tão raros quanto se pensa."
No primeiro caso, Suzane e os seus ajudantes confessaram o crime, fizeram a reconstituição e estão presos. No segundo caso, o casal alega que foi um assalto e não confessaram a culpa. 

Ilana de uma maneira primorosa narra os dois casos, o primeiro, como tudo aconteceu e a maneira como a acusação e a defesa conduziram o julgamento. 
No caso Nardoni, a autora faz parte do julgamento e narra os acontecimentos nos cinco dias do mesmo. Na "briga" entre acusação e defesa, cada lado tenta expor as suas versões e tentam achar o verdadeiro culpado desse crime. 
Foto retirada do arquivo pessoal 

O livro é um arquivo. Ilana traz suas anotações pessoais, pensamentos e matéria dos dois julgamentos que duraram muitos dias e fizeram muita gente perder o sono para saber se haveria condenação no caso dos Nardoni, mesmo eles não confessando o crime. 

O que eu achei do livro? Meu Deussss, posso dizer que é um livro que te faz questionar muitas coisas e uma delas seria a psicopatia. O fato de Suzane premeditar o assassinato dos pais de uma forma tão fria e calculista nos faz pensar se ela é "insensível" mesmo ou se ela tem algum desvio de conduta. Nunca saberemos. A mãe era psiquiatra e ainda assim no tempo em que conviveu com a filha não identificou nada que a fizesse questionar a sua sanidade mental.
Agora, no caso dos Nardoni, confesso que no início fiquei em cima do muro em relação a acusação do casal, saber que Anna Jatobá também era mãe e ainda assim, machucou e foi conivente, juntamente com o pai da menina de jogá-la do apartamento, e ainda acusarem outras pessoas, tem que ser muito frio e insensível. Ainda assim, eles não confessaram e apesar de todos os indícios e fatos encontrados até no corpo da menina, após o óbito, levarem a crer que houve envolvimento do casal no assassinato da menina e não na versão que eles defendem até hoje, ainda sim, fica aquela angústia e sensação se a decisão tomada foi a mais acertada. Nunca saberemos.

O que nos resta é acreditar que nos dois casos a justiça foi feita.
O livro está maravilhosooooo, então quem não teve oportunidade de ler, leia! Quem já leu, continue apreciando as obras da autora e leia os outros dela. 
Eu já virei fã da Ilana, a edição da DarkSide está linda e digna de louvor. Então eu só posso dizer pra vocês: saia logo daqui e vá ler!



Título: Casos de Família - Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni
Autor: Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 560
Sinopse: O assassinato do casal Richthofen e de Isabella Nardoni foram reunidos em um só livro e trazem novos detalhes observados por quem estava nos bastidores. A criminóloga Ilana Casoy, em CASOS DE FAMÍLIA: ARQUIVOS RICHTHOFEN E ARQUIVOS NARDONI, abre pela primeira vez seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil, Científica e Ministério Público dos dois crimes, tudo isso com a qualidade quase psicopata de edição, uma marca registrada de todos os títulos da DarkSide® Books.
A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público.
Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados.
Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri.

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