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6 de janeiro de 2021

{Resenha} Mamãe está com Câncer

 Hoje a resenha é sobre a HQ "Mamãe está com Câncer" de Brian Fries. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Quando essa HQ chegou em casa, fiquei com um misto de medo e felicidade, por se tratar de um tema muito delicado e pouco falado. Precisamos falar de câncer e sim, precisamos falar do efeito que ele causa na pessoa e em sua família. 

A mãe de Brian foi diagnosticada com câncer e está em estágio IV, logo o tratamento é paliativo e para minimizar a dor causada pela metástase. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

O prognóstico estava fechado e os irmãos de Brian começaram a se movimentar para ajudarem sua mãe e assim realizar o tratamento proposto pela equipe de saúde. 

Brian e seus irmãos foram bem zelosos, a incentivando a realizar a quimioterapia e a radioterapia e ao mesmo tempo lidar com seus medos e sua confusão mental, causada pelo tumor. 

O cuidado diário, o apoio e as conversas com os profissionais envolvidos foram importantes para essa família. Lidar com seus medos e suas angústias é muito difícil em se tratando de um paciente terminal. A família tem que ser forte, mas ainda assim é complexo aceitar o fato do que irá acontecer e eles não sabiam de fato o que esperar do futuro. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Brian traz seus medos e anseios na HQ, quando ele começou a escrever, não imaginava qual seria o fim, só queria desabafar e tentar entender um pouco o que acontecia com pacientes com essa doença difícil de engolir. 

E não tem como não ficarmos empáticos a situação de sua mãe e de sua família. E essa HQ fala muito sobre isso, empatia. Conseguimos sentir o afeto e o cuidado com sua mãe. 

Você consegue se emocionar com cada ganha da família, mesmo que seja bem pequena. A HQ está linda, com traços bem feitos. E se você acha que o final já está imposto, leia até a última página, você irá se surpreender. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal

Só tenho elogios, porque eu amei essa leitura e a indico de olhos fechados. 

*Livro cedido em parceria com a Editora.

Onde Comprar: DarkSide Books
Título: Mamãe está com Câncer    
Editora: DarkSide Books
Páginas: 128

Sinopse: Estamos todos expostos à mesma realidade. Muitos já vivenciaram ou tiveram contato direto com o câncer. Essa doença nos assombra, nos corrói, nos arranca quem amamos, mas, mesmo com toda essa dor, o primeiro passo para conviver melhor com o câncer é olhar ao seu redor e não sofrer em silêncio.
Situações de perda sempre nos colocam numa posição em que parece que as palavras não funcionam nem confortam. Em casos de doenças graves, como acontece com a personagem Mamãe de, Mamãe Está com Câncer, a dificuldade é outra, pois, além do confronto com a realidade, existe também a incerteza de quão grave é essa doença. E há ainda a esperança, sempre presente, de que esse momento vai ser superado.
Para enfrentar a batalha do câncer de sua mãe, Brian Fies resolveu compartilhar todos os seus questionamentos e emoções em uma história em quadrinhos. Mamãe Está com Câncer surgiu, inicialmente, no formato digital, maneira que Fies encontrou para lidar com a situação aflitiva da mãe e toda a angústia da descoberta em família. O resultado alcançado pelo desenhista, no entanto, foi mais que um desabafo pessoal.
A partir de sua proposta corajosa de colocar no quadrinho as dúvidas, os sentimentos e a verdade de um momento tão difícil, Fies conseguiu criar um ambiente que abre espaço para a empatia. É a história da Mamãe, do narrador e de suas irmãs, mas, ao mesmo tempo, a história de todos que se preocupam com alguém que amam.
Pessoas e famílias inteiras precisam lidar com essa descoberta todos os dias, em todos os cantos do mundo. Ao tocar em um ponto universal, sobre um tema de interesse tão humano, o quadrinista entrega uma obra de emoções reais.
Com um desenho muito dinâmico e versátil, Brian Fies traz a dura realidade, o pesadelo imaginado, a ternura das lembranças e a leveza que a esperança suscita por meio de seu traço. Passeando por estilos, brincando com gêneros e produzindo acertadas metáforas visuais, o artista consegue envolver o leitor com um tema que assusta tanto.

5 de novembro de 2020

{Resenha} O Príncipe e a Costureira

 Hoje a resenha é sobre o livro "O Príncipe e a Costureira" de Jen Wang. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu fiquei muito feliz em receber essa Graphic Novel. Estava de fato sem saber do que se tratava (eu não leio sinopse rs) e fiquei bem feliz ao começar a ler e ao chegar ao final dela. Que história, meus amigos. Que história!

Vamos começar a falar de Sebastian, o Príncipe Herdeiro da Bélgica, que está em Paris, onde vive, e precisa achar uma noiva. Isso mesmo, há um reboliço na cidade e, com isso quem trabalhou bastante foram as costureiras de todos os ateliês.  

Foto retirada de Arquivo Pessoal

E aí, vamos conhecer Frances. Uma costureira que faz um vestido lindo, para uma das Lady que não está muito interessada em ser a escolhida e até acha um pouco piegas todo esse alvoroço e acaba chamando a atenção do nosso príncipe. Porém, Sebastian não quer a costureira para si e sim para produzir vestidos para Lady Crystallia, sua versão, que a noite usa vestidos e conquista Paris com sua elegância e beleza. 

E o que começamos a perceber é a amizade entre esses dois. Frances é uma sonhadora, ela só quer ser reconhecida como uma estilista famosa, e precisa lidar com o seu sonho e guardar o segredo de Sebastian. E, nosso Príncipe só quer poder usar os vestidos desenhados e feitos por ela. E é um mais lindo que outro. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

O que percebemos na escrita, é que em nenhum momento a autora fala sobre sexualidade, muito pelo contrário, o que vimos é um homem que tem suas obrigações como futuro Rei e ainda assim, um coração de ouro, sem necessidade de mostrar o padrão de virilidade e força masculina. Conseguimos vir que o Sebastian tem um amor por vestido, que isso é só uma peça, é um acessório, mas sabe que sua família tem prioridade e prefere até ser infeliz, do que magoar os que ama. 

O plot twist dessa HQ é como sua família lidará com isso, será que vai dar ruim para a nossa Lady Crystallia? De uma forma irreverente e delicada, os pais de Sebastian farão de tudo para que ele seja feliz, não importando o vestido, a saia ou a calça. 

Frances é uma fofa. Uma moça simples, e que tem um talento nato para criar e costurar. E o mais bonito da relação dela com o Seb é a questão da confiança. Ele confidencia coisas para ela e ela é extremamente discreta e amiga. E essa amizade pode correr um risco, mas ainda assim a nossa costureira poderá até abrir mão de ficar com o amigo, para conseguir o que tanto deseja, mesmo que seja voltando a trabalhar para os ateliês da Cidade Luz, que não a valorizaram. 

Os traços da Jen são lindos. Os detalhes de cada página faz a gente suspirar e morrer de amor, pela história dos dois, pela descoberta da identidade e a construção de uma bela amizade. A HQ é colorida e está infinitamente maravilhosa! Eu só posso dizer que amei a história. Amei o livro e o indico de olhinhos fechados, ops, bem abertos! 

Tá esperando o que para ler? Vem, Corre!

*Livro cedido em parceria com a Editora

Onde Comprar: DarkSide Books
Título: O Príncipe e a Costureira 
Editora: DarkSide Books
Páginas: 304

Sinopse: Um príncipe que gosta de usar vestidos. Uma costureira que sonha em fazer suas próprias criações e ter seu talento reconhecido. Um conto de fadas apaixonante para guardar no coração. É com o peito cheio de afeto e orgulho que a DarkSide® Books anuncia o lançamento de O Príncipe e a Costureira, de Jen Wang, obra vencedora do Eisner Award em 2019 nas categorias de melhor publicação juvenil e melhor roteirista/desenhista, além dos prêmios de melhor álbum juvenil em Angoulême 2018, e de melhor livro juvenil no Harvey 2018.
Sebastian é o príncipe herdeiro da Bélgica. Ele está em busca de uma esposa ― ou melhor, seus pais estão cuidando disso para ele. Sebastian, na verdade, está mais ocupado escondendo seu segredo de todos: à noite, ele coloca vestidos ousados e sai pelas ruas de Paris como a fabulosa Lady Crystallia, o ícone fashion da capital da moda. Tal façanha é graças ao belíssimo trabalho de Frances, sua melhor amiga e costureira, e uma das duas únicas pessoas que sabem a verdade. Mas Frances sonha com a grandeza e o reconhecimento, e fazer os vestidos de Lady Crystallia significa viver à sombra de um segredo para sempre… O Príncipe e a Costureira é uma história delicada e sensível. Com um traço exuberante e extremamente colorido, Jen Wang dá vida a uma dupla de adolescentes que quer viver a vida ao máximo e aproveitar cada oportunidade, e que encontra apoio um no outro em seus respectivos desafios. Além de apresentar a trajetória de Frances enquanto ela constrói sua carreira como costureira e se depara com alguns percalços na busca pelo caminho certo, Wang narra a história de um menino que por vezes se sente mais como ele mesmo usando vestidos. O Príncipe e a Costureira é uma história sobre identidade e aceitação, sobre uma amizade que acolhe e respeita sem ressalvas, e que mostra como o amor e respeito ao próximo têm muito mais força do que a intolerância. O quadrinho é mais um lançamento do selo DarkSide® Graphic Novel e chega para os leitores em um padrão de qualidade digno da realeza. Um conto de fadas para qualquer idade ― e que, assim como Lady Crystallia encantou os parisienses durante seus passeios noturnos, também vai roubar seu coração.

15 de janeiro de 2020

{Resenha} Sobre o tempo em que estive morta

Hoje a resenha é sobre a HQ "Sobre o tempo em que estive morta" de Daniel Esteves, Sueli Mendes, Pedro Okuyama, Wanderson de Souza. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Cris está voltando para a sua cidade natal, mas ela não faz ideia do que a espera. Depois de dois anos sem terminar a história do seu livro, ela volta para tentar buscar inspiração e se mete em bastante confusão. 

A nossa protagonista é uma escritora, que se vê de mãos atadas, quando ao chegar em sua cidade natal se depara com o desaparecimento dos seus pais e os seus amigos próximos não a reconhecerem. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Ao questionar as pessoas e vizinhos, ela acaba conhecendo um casal que fará de tudo para mantê-la longe. Porém, a nossa escritora é esperta e sabe se livrar das garras de pessoas que só querem te prejudicar e fazer o mal. 

Eu, confesso que no início não estava entendendo o que se passava com a Cris, achei que muito da história, ela estivesse inventando. Só que meus amigos, a Graphic Novel tem uma sacada de gênio e o final é surpreendente, deixa você de queixa caído e cabelo arrepiado. 

Nossa protagonista está com bloqueio de escrita e acha que voltando, esse bloqueio pode ajudar. Achei ela bem determinada e forte. Uma mulher que não tem medo para ir atrás de seus objetivos até o fim, mesmo que isso faça com que ela corra risco de morte. 
Posso dizer que amei a Cris e fiquei com vontade de ler a sua história, de tão intenso e cativante que é a forma como o quadrinho é escrito. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
A parte das ilustrações são maravilhosas, você realmente entra na história e fica fascinada a medida que as páginas vão avançando. Eu fiquei, inclusive, com um gostinho de quero mais. 

Então, gente, se vocês não leram essa hq, a indico de olhos fechados! 
Vem conhecer a história da garota, no tempo em que ela estava morta! Vocês não irão se arrepender. 



Título: Sobre o tempo em que estive morta
Autor: Daniel Esteves, Sueli Mendes, Pedro Okuyama, Wanderson de Souza. 
Editora: Zapata Edições
Páginas: 112
Sinopse: Cris, uma escritora em crise, volta para sua cidade natal, depois de muitos anos fora.
Precisa resolver problemas do passado, para desbloquear a escrita, porém as pessoas não a reconhecem.
A partir de estranhas descobertas ela precisará provar sua existência, em meio ao reencontro com uma vida que abandonou há muito tempo.

7 de janeiro de 2020

{Resenha} Silvestre

Hoje a resenha é sobre a Graphic Novel "Silvestre" de Wagner Willian.
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Quando a caveirinha anunciou esse lançamento, eu fiquei eufórica! O Wagner é um talentoso quadrinista e ter um livro seu feito pela melhor editora de terror, não poderia ter sido um presente duplo: para ele e para nós, meros fãs e leitores. 

E a floresta está viva, com suas criaturas, suas lendas, suas árvores e toda a sua energia, que emana nos seres que a habitam e nas pessoas que passam por ela. E um cheiro, um cheiro agradável e levemente palatável toma forma e invade a floresta. O velho caçador, que não quer guerra com ninguém, não tem ideia do que lhe espera pelo simples fato de ter preparado uma torta. 

Esse cheiro traz animais, visitantes de outros lugares e humanos, somente para saborear e apreciar aquela torta. 

E como não ficar chocada com as ilustrações? Gente, sério, eu fui lendo e o cheiro tomou conta da minha narina, fiquei absorta naquela sensação que tomou conta dos seres da floresta. E conforme a gente se aproxima do fim, há uma tensão, de como os seres vão reagir se não der para todo mundo e como o velho caçador vai fazer para conseguir alimentar a todos que foram visitá-lo. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
A medida que a história avança, nós vamos ficando mais apreensivos, porque o final pode ser um pouco atormentador. Os seres que habitam e rondam a casa do velho faz com que fiquemos apreensivos, pois a violência é utilizada com um único objetivo: conseguir um pedaço de torta. E aí que conseguimos entender também o que é o instinto de sobrevivência, dentro de uma sociedade. E não é muito diferente na cadeia animal, certo? 

Por isso o quadrinho é tão bom. O Wagner traz através das páginas esses questionamentos e o desfecho é bem, bem surpreendente. 
Então, não se assustem no meio, perseverem porque o negócio como a ficar tão bom que quando você vê, já está quase no fim e nem se deu conta. 

E como não falar dessa edição maravilhosa, também? O quadrinho está em capa dura e as ilustrações dão uma sensação de que você está no local, pelo fato de serem cores bem vivas. Então, não tem como não babar na edição também. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal - Autografado
Se você gosta de quadrinho, vem ler Silvestre, você não vai se arrepender. Agora se não leu nada do autor, assim como eu, vem sem medo, você não vai querer largar, de tão bom que é. 
Eu indico a leitura de olhos bem abertos, porque fechados, você pode ser surpreendido por algum ser de outro mundo, vai saber. 

Vem embarcar nesse aroma que fará você nem dormir, só para querer sentir o gostinho no final. 

*Livro cedido em parceria com a Editora.

Onde Comprar: Loja Oficial da DarkSide Books
Título: Silvestre
Autor: Wagner Willian
Editora: DarkSide Books
Páginas: 192
Sinopse: Em 1845 o escritor norte-americano Henry David Thoreau retirou-se para a floresta, onde ergueu, com as próprias mãos, sua nova casa e a mobília, com o intuito de viver com o mínimo necessário e em total contato com a natureza. O que o moveu foi a necessidade de procurar entender as mudanças pela qual a sociedade da época passava, bem como investigar as necessidades essenciais da vida.
Não se isolou, porém, da sociedade. Recebia visitas enquanto passava dois anos em contato absoluto com a natureza e seus livros, refletindo sobre a liberdade e a existência, que começava a assumir um ritmo acelerado nas cidades com a industrialização e urbanização crescentes. O resultado desta experiência social e espiritual a partir da autossuficiência tornou-se público com Walden, ou A Vida nos Bosques, manifesto poético que o autor publicou em 1854.
Em 2019, Wagner Willian, premiado autor de obras magistrais como Bulldogma, Martírio de Joana Dark Side e O Maestro, o Cuco e a Lenda deixou a casa de Thoreau com novas considerações. Entrando para o time de grandes autores da DarkSide® Books, o quadrinista brasileiro entrega aos leitores uma obra de arte imersiva e reflexiva, ao mesmo tempo orgânica e visceral.
Em Silvestre, acompanhamos a jornada de um velho caçador que atravessa e dialoga com lendas sobre divindades extintas, mergulhando na relação entre o homem e a natureza, e o respeito sobre o que a terra pode nos dar e o que somos capazes de oferecer. No isolamento de sua cabana, ele assa uma torta. Seu aroma cruza a memória, as paredes, a floresta, atraindo animais silvestres e criaturas fantásticas em um grande resgate ao convívio humano, digno de uma celebração selvagem e ritualística
“Quando voltei a seguir este raro animal, a maneira como o concebia havia mudado, o mundo a minha volta também. Foi preciso encarar sua narrativa como um caderno de viagens ou sketchbook para gravar seu rastro e a animalidade em volta sem perdê-los de vista, usando do lápis, do nanquim, do óleo, do óxido de ferro, o diabo que fosse, para tentar compreender sua forma”, explica Willian.
Silvestre, lançamento da DarkSide® Books em seu selo DarkSide® Graphic Novel — inteiramente dedicado ao melhor da arte sequencial —, chega para os leitores em dezembro com quase duzentas páginas em capa dura, luva e aquele acabamento especial que os amantes da nona arte já conhecem e admiram.
A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo fantástico e sombrio da editora, lar de Danilo Beyruth, autor de Samurai Shirô, Wesley Rodrigues, criador de Imaginário Coletivo, Pablo Auladell, Dave McKean, Loputyn, Emily Carroll, Charles Burns, entre outros. Se você é apaixonado por histórias em quadrinhos, prepare-se para se surpreender novamente — quem aposta no escuro com a DarkSide® costuma virar fã.

4 de janeiro de 2020

{Resenha} Persepólis

Hoje a resenha é sobre a graphic novel "Persepólis" de Marjane Satrapi.

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Essa é uma HQ que eu sempre quis ler, pela história e trajetória da autora. Ela é biográfica e o relato da Marjane nos faz ficar meio chocados.

Marjane nasceu em uma família que não aceitava muita coisa, eles eram bem politizados e ensinaram sua filha a lutar desde cedo. Aos dez anos ela se viu obrigada a usar o véu e odiou aquilo. Além disso, a classe seria só de meninas e isso fez com que ela ficasse chateada pelos seus amigos. Tanto o pai quanto a mãe de Marjane sentavam com ela e explicavam tudo o que estava acontecendo, deixando a menina ao mesmo tempo curiosa e mais crítica nos lugares aos quais frequentava.

Marjane teve que crescer cedo demais, e muitas coisas a colocavam em perigo, então, os seus pais temendo que ela fosse presa ou torturada, pela revolução que tomou conta do Irã, com quatorze anos ela foi morar na Áustria. Ela encontrou muitas barreiras, principalmente porque ainda era muito imatura. Estudou, aprimorou a língua, mas a nossa Marjane era ainda uma criança e penou bastante na Europa. Começou a namorar e por se sentir muito carente, acabou depositando toda a felicidade, tristeza, carência e frustrações nessa relação e isso fez com que ela voltasse, com uma mão na frente e outra atrás para o seu país. 

Quando ela voltou para o Irã, estava lutando contra a depressão. Não conseguia encarar os pais, acreditava que tinha falhado na missão de morar na Europa sozinha, porém Marjane tinha apenas quatorze anos e teve que se virar, inclusive com a língua. Ao voltar, se deparou com um Irã ainda em guerra e decidiu que ia dar a volta por cima. 

Voltou a estudar, começou a namorar novamente e chegou até a casar. Os pais sempre acreditaram que a nossa protagonista era um espírito livre e que se prender ao casamento era novidade e que ela não iria aguentar, e eles estavam certos. Marjane fez faculdade de Belas Artes e decidiu dar a volta por cima. Decidiu que iria se separar e voltar para a Europa, para estudar. E aos vinte quatro anos ela foi embora, decidida de que agora seria para sempre. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Confesso que quando terminei de ler, me deu uma sensação de vazio. Marjane teve muita sorte, de ter pais tão amorosos e politizados, que não baixavam a cabeça para nada e encorajavam a filha na luta pela liberdade de expressão e de escolha. E quando essa liberdade estava ameaçada eles tiveram a coragem de mandá-la embora, sozinha. Eles foram muito corajosos, porque acho que eu não teria. 

Marjane sofreu bastante na Europa, ela era uma menina, em um país que não tinha muitas restrições, drogas e sexo a vontade, mas ela não teve a oportunidade de conversar com os pais sobre isso, por isso ela quase se deu muito mal. A depressão a pegou, e eu entendo, porque além de estar em um local diferente, ela era vista com um ser de outro planeta. A cultura é muito diferente, a comida e até os feriados, ela se sentia muito solitária e não era para menos, caraca a menina era uma criança. 

A guerra Irã-Iraque deixou muitas marcas na sociedade, a Marjane mesmo perdeu muitos amigos e familiares, foram anos difíceis, mas ela conseguiu dar a volta por cima e trouxe essa preciosidade de HQ para nos emocionarmos e encorajarmos a fazer o que a gente sempre deseja. Por isso, não tem como não amar essa história e a trajetória da Marjane.

Eu amei a leitura, amei vivenciar um pouco da vida da nossa Persépolis. Agora, vocês estão esperando o que para ler essa preciosidade. 

Vem embarcar numa história de véus, guerras e liberdade de expressão. 


Onde Comprar: Amazon
Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 352
Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas 10 anos quando viu-se obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979, ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão dos persas. 25 anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que transformou-se, Marjane, emocionou leitores de todo o mundo com sua autobiografia nos quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor infiltra-se no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

26 de dezembro de 2019

{Resenha} Não era você que eu esperava

Hoje a resenha é sobre o HQ "Não era você que eu esperava" de Fabien Toulmé. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Eu tinha lido poucas histórias em quadrinho autorais, mas esse especificamente me foi indicada e fiquei bastante surpresa do quanto eu gostei. 

Fabien é casado com uma brasileira e após estarem grávidos do segundo filho começam a rotina de exames e pré-natal. Pela cabeça de Fabien passa muitas coisas, mas como o primeiro trimestre ocorre bem e sem surpresas, o casal decide voltar para a França, local de origem de Fabien. E criar as duas crianças por lá. 

O que Fabien não esperava é que a Julia, que foi tão idealizada pelo casal, recebesse o diagnóstico de Síndrome de Down. O mundo dele desmorona e lidar com a doença é algo bem doloroso, no início. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Só que o Fabien começa a enxergar a Julia como sua filha e não como uma pessoa com deficiência, somente. E isso, vai tornando a relação dos dois mais estreita e forte. O amor virá com o tempo e lidar com os preconceitos internos e o dos outros é um processo que passará por cada fase do desenvolvimento infantil de Julia. 

Patricia, esposa e mãe da Julia, é bem sensata e consegue lidar com a frustração do casal, pelo simples fato da deficiência. Diferentemente do Fabien, Patricia consegue amar o serzinho no qual deu a luz, desde o momento que a colocaram em seus braços. E, algum tempo depois, o casal explica para Louise, a irmã mais velha, o que a menina tem e o porquê de o seu desenvolvimento ser um pouco mais lento. 

Eu posso falar para vocês que eu amei esse quadrinho. O Fabien consegue colocar em palavras o que é ser pai, ter que amar e aceitar uma pessoa com deficiência, mesmo sabendo que essa é sua filha e que terá que cuidar dela pro resto de sua vida. É tão tocante e tão emocionante a forma como ele expressa esses sentimentos no quadrinho. 

Sabemos que a pessoa com deficiência, em qualquer lugar do mundo, vai ser apontada, olhada como coitadinha, mas temos que entender que é um ser humano, com as suas limitações, tentando lidar com esse mundo louco assim como nós. Então, desmistificar esse tipo de preconceito é o primeiro passo para deixá-los mais autônomos e independentes. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Eu só posso dizer que se você não leu ainda essa Graphic Novel, pelo amor de Deus, vá ler. 
É tão linda, tão linda, que fica difícil expressar em palavras os sentimentos!

Vem embarcar nesse mundo da deficiência.

Onde Comprar: Amazon
Título: Não era você que eu esperava
Autor: Fabien Toulmé
Editora: Nemo
Páginas: 256
Sinopse: Como lidar com uma filha com deficiência? Nesta graphic novel autobiográfica, Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down. O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. É como uma tempestade inesperada, um furacão. Quando a menina nasce com a síndrome, até então não diagnosticada, a vida de Fabien desmorona. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.

24 de novembro de 2019

{Resenha} Lady Killer

Hoje a resenha é sobre a HQ Lady Killer de Joelle Jones e Jamie S. Rich.

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Quando eu vi o lançamento dessa Graphic Novel fiquei fascinada pela capa e pelo enredo, porque sou só um pouquinho apaixonada por serial killer, não é mesmo?

A história gira em torno de Josie Schuller, aquela mulher bela, recatada e do lar que seus vizinhos e seu marido conhece. Só que essa mulher fatal tem um segredinho bem incomum e simples: é uma assassina em série e trabalha em uma "empresa" de matadores de aluguel. 

Ela sempre é chamada para resolver os casos mais difíceis, principalmente dos homens que são influência na época e que estão cercados de segurança. Josie é uma mulher linda, sensual e usa todo o seu charme fatal para enfiar a faca, literalmente, nos seus alvos. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal
Uma mãe de família exemplar, que tem duas filhas e um marido que a ama muito, além de uma sogra bem desconfiada, Josie tenta driblar a maternidade, o cuidado com a casa e o esposo e de vez em quando fazer o que mais gosta, que é matar. Só que o fato de estar nesse ramo há quinze anos, faz com que seus superiores achem que a família poderá prejudicá-la nos assassinatos futuros. 

Por estarem nos anos 60 e serem uma família tradicional norte-americana, ninguém desconfia que sua vizinha que fala que vai vender avon/natura na verdade quer te matar, não é mesmo?

A HQ nos traz uma realidade daquele momento vivenciado nos Estados Unidos como a segunda onda do feminismo, no qual as mulheres estavam lutando pelos seus direitos dentro e fora de casa e se espalhou para outros países, e o combate a violência sexual e física dentro e fora de seus lares e no ambiente profissional. Isso é bem desenhado na HQ com suas falas irônicas e seu modo de levar essa vida dupla. 

Quando a gente pensa em assassino em série, lembramos sempre dos homens. Entretanto, uma mulher pode ter um potencial altamente macabro e assassino, porque a psicopatia não escolhe gênero. E é por isso que essas histórias se tornam tão fascinantes. Josie é uma mulher determinada, que não abre mão da sua família e nem de matar, que é o que mais gosta de fazer. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal

E é isso que faz essa hq ser tão interessante. Com cores vibrantes, vestidos impecáveis e uma história de fazer você se arrepiar, Josie te mostra um universo paralelo que você teria cuidado ao se deparar, para não morrer de susto. 

Não leu esse quadrinho ainda?! Corre, que dá tempo! Vem embarcar nessa história da "tradicional família americana". Você não vai se arrepender!


Onde Comprar: Amazon e Loja Oficial DarkSide Books
Título: Lady Killer
Autor: Joelle Jones e Jamie S. Rich.
Editora: DarkSide Books
Páginas: 144
Sinopse: Josie Schuller é uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e... uma assassina de aluguel. Ela é capaz de equilibrar os deveres de uma típica dona de casa norte-americana dos anos 1960 com uma porção de assassinatos a sangue-frio, até que um pequeno deslize faz com que seu chefe ameace aposentá-la de vez.
Com texto afiado de Joëlle Jones em parceria com Jamie S. Rich, e ilustrações matadoras da própria Jones (trocadilhos 100% intencionais), Lady Killer: Graphic Novel é o mais novo lançamento da DarkSide® Graphic Novel, e perfeito para quem caiu de amores por Lady Killers: Assassinas em Série, o livro assombrosamente espetacular de Tori Telfer, com perfis de mulheres reais que cruzaram a linha. Telfer inclusive é responsável pela Introdução exclusiva à edição brasileira da graphic novel.
Lady Killer começa com uma cena impactante: Josie, se apresentando como uma revendedora da Avon, entra disfarçada na casa de uma mulher — sua mais nova vítima — apenas para deixá-la sangrando no chão da cozinha algum tempo depois e… droga, a meia-calça dela acabou de rasgar.
O quadrinho nos apresenta a uma heroína independente e corajosa que vive em um dos momentos mais transformadores da história norte-americana: a segunda onda do feminismo, um período de atividade em prol dos direitos das mulheres que começou nos Estados Unidos e se espalhou por diversos outros países — e fomentou discussões importantíssimas como a conscientização do uso de métodos anticoncepcionais, e o combate à violência física e ao assédio sexual tanto no lar quanto no ambiente de trabalho.
Lady Killer mescla ação, morbidez, sangue e humor, e seus diálogos ironizam muito do que se pensava sobre as mulheres na época, dentro e fora de casa. Ninguém faz ideia de que Josie leva uma vida dupla: seus vizinhos acham que ela é um doce de pessoa. E, bem, ela é. Exceto quando está em uma missão. O Sonho Americano de Josie e sua família está em perigo, mas será que isso é um problema tão grande assim?
A arte de Joelle Jones é um assombro à parte, carregada de uma paleta de cores clássica, respingos e traços fortes. Seu estilo é perfeito para as cenas de ação e também para o slice of life em que vemos Josie cuidando das filhas com seus vestidos acinturados e saltos altos.
Lady Killer chega para os leitores brasileiros em uma edição matadora, com capa dura e o tratamento especial de tirar o fôlego — até ele acabar — que você já conhece. Mais um título de respeito da DarkSide® Graphic Novel direto para a sua coleção.
E que coleção! Os leitores da DarkSide® Books já se perderam nos becos escuros de Berlim com Atômica, tiveram pesadelos com Floresta dos Medos e conjuraram um espírito traiçoeiro em Francis… e agora é hora de acompanhar Josie em uma história de espionagem, sobrevivência e muito girl power. Tudo isso enquanto ela cuida de suas duas filhas gêmeas, lida com uma sogra bisbilhoteira e faz malabarismos com uma missão que deu errado.
Lugar de mulher é nos quadrinhos. Como brinca a autora: não cruze o caminho dela.









9 de outubro de 2019

{Resenha} Floresta dos Medos

Hoje a resenha é sobre a Graphic Novel "Floresta dos Medos" de Emily Carroll.

Foto retirada de arquivo pessoal

Neste quadrinho temos cinco contos, uma mais horripilante que a outra e que se interligam pela floresta. A floresta é linda e também apavorante. 

Eu confesso que ler esse quadrinho me deu um pouco de medo e arrepio na espinha. Fiquei bem apreensiva por se tratar de crianças que acabam desaparecidas, um marido um tanto sombrio, uma menina que descobre que a floresta não é tão gentil assim e através de figuras e de um jeito um tanto excêntrico de partilhar as histórias nos deparamos com a floresta, que está sempre lá, disposta a nos receber e expulsar ao mesmo tempo.

Se você acha que o vizinho é seu amigo, você ficará um pouco apreensivo em ler esse primeiro conto "A casa do vizinho".  Eu gostei bastante desse conto. Outro que me deixou intrigada foi "Seu rosto todo vermelho" e "Minha amiga Janna". 

Algumas sensações podem reverberar atravès da leitura e esses sentimentos estão ligados também a cada personagem, através de cada conto. O medo, pavor, nojo e até mesmo a solidão são alguns dos sentimentos vivenciados pelos personagens e que nos fazem ter um pouco de empatia ao final de cada conto. 

Eu gostei bastante do quadrinho, os desenhos são coloridos e importantes para nos fazer se demorar em cada página e a leitura é super rápida. Ainda sim, dá um pouco de tensão em alguns momentos e até uns sustos no meio de um conto e outro, pois parece que o pote tende a cair bem na hora que você está mais apreensível rs, não é mesmo?

Foto retirada de arquivo pessoal

Posso dizer que meu hábito de ler quadrinho é recente, não tinha muita habilidade nesse tipo de leitura mas confesso que estou amando. 

A Carroll nos faz viajar nessa floresta sombria e cheia de criaturas que farão você dar gritinhos de medo e dormir de luz acesa. Então, vem embarcar nesse quadrinho que você não vai se arrepender. 


Título: Floresta dos Medos
Autor: Emily Carroll
Editora: DarkSide Books
Páginas: 208
Sinopse: Uma garota empunha uma lamparina para vencer os contornos da escuridão. Ali perto, uma floresta. Calada e fantasmagórica, repleta de coisas estranhas. Criaturas misteriosas, sussurros velados, medos inomináveis. Pense naquilo que faz seu sangue correr depressa pelas veias. Uma voz sem corpo? Uma visão fantasmagórica? Ou, quem sabe, a possibilidade de viver algo sobrenatural?
Aguarde na penumbra e fale baixo. A DarkSide® Books convida você para um passeio pela floresta cheia de rostos pálidos e mãos geladas da premiada ilustradora Emily Carroll. Mas tome cuidado: assim como nos contos de fada, nem tudo que habita seus arredores é aquilo que parece ser.
De uma coisa nós temos certeza: as cinco histórias de Floresta dos Medos dão frio na espinha. Nelas, a quadrinista canadense — ganhadora de um prêmio Eisner, um dos mais importantes do universo dos quadrinhos — explora o medo subjetivo e imagético, composto de sensações estranhas que raramente conseguimos explicar. Não espere sustos que farão você pular; aqui, olhares de relance para os cantos do quarto serão muito mais comuns. Será que você está realmente sozinho em casa?
O texto de Emily Carroll é poderoso e poético, e suas ilustrações, carregadas de tons sombrios e avermelhados. Seu trabalho elegante evoca o etéreo dos contos dos irmãos Grimm, o extraordinário de Neil Gaiman, o gótico de Edgar Allan Poe e, principalmente, o realismo mágico de Angela Carter. E, assim como os grandes mestres, incita o leitor a enfrentar seus próprios medos e fraquezas. Você também ouviu uma batida à porta?
Os medos, aqui, são diversos. Três irmãs que ficam sozinhas em casa e, uma por vez, desaparecem. O fantasma de uma mulher que aguarda vingança. Um homem que sempre viveu à sombra de seu irmão decide assassiná-lo. Uma garota e sua amiga médium exploram a dor e o luto dos outros em um golpe elaborado. E, por fim, uma menina visita seu irmão casado apenas para descobrir um segredo terrível e visceral.
Floresta dos Medos é uma compilação de vislumbres, dúvidas e pesadelos. Tudo em suas páginas grita para ficarmos longe, mas, de algum modo assombrosamente delicioso, ficar longe é impossível. A única solução é embarcar nesta jornada conosco. E verdade seja dita: Chapeuzinho Vermelho teve sorte por só ter encontrado o Lobo Mau na floresta. Entre as árvores e clareiras, existe algo muito, muito pior.

5 de agosto de 2019

{Resenha} The Beatles: Yellow Submarine

Hoje a resenha é sobre o livro "The Beatles: Yellow Submarine" de Bill Morrison.
Foto retirada de arquivo pessoal

Os Beatles foram a revolução da sua época e até home fazem muito sucesso no mundo inteiro.

Essa Graphic Novel lançada pela nossa Caveirinha é considerada com Cult e como em 2018 a "The Yellow Submarine" completou 50 anos, a Titan Comics chamou um dos maiores quadrinistas da atualidade para adaptar a obra aqui no Brasil.

A história é baseada na música Yellow Submarine e em outras da banda. A cidade de Pepperland se reinava a paz e a música e foi ameaçado pelos malvados azuis pois não se sentiam bem com a música. E para tentar salvar a cidade, o Sargento Fred vai em busca dos meninos em Liverpool.
Foto retirada de arquivo pessoal
E podemos ver, ao longo dessa viagem os quatro jovens sendo levados ao seu destino no submarino Amarelo. As páginas são bem coloridas e faz você viajar em um mundo meio psicodélico.
E com essa história divertida, eles nos levam a parte do mundo que quer viver em paz e com música.

Eu adorei a Graphic Novel. As páginas fazem você viajar juntamente com o Sargento Fred e os Beatles e nos faz matar um pouquinho da saudade que temos dos jovens de Liverpool. Então, embarquem nesse submarino junto com eles e vocês não irão se arrepender.

Vem cantar com a gente, no Submarino Amarelo.



Título: The Beatles: Yellow Submarine
Autor: Bill Morrison
Editora: DarkSide Books
Páginas: 112
Sinopse: Basta uma nota para voltarmos no tempo, em que jovens cabeludos que só queriam mudar o mundo acabaram se tornando a trilha sonora de nossas vidas. Chegou a hora de embarcar novamente no submarino amarelo e mostrar para uma nova geração que se eles existem, é porque aprendemos a sonhar em Pepperland.
Baseado em várias músicas dos Beatles, o filme Yellow Submarine, lançado em 1968, conta a história de Pepperland, um paraíso subaquático onde o vento espalha as adoráveis canções da banda do Sgt. Peppers aos quatro cantos e onde ninguém se sente sozinho. Quando o líder dos Malvados Azuis, que odeia música, ameaça as cores e a existência de Pepperland, o marinheiro idoso jovem Fred sai no lendário Submarino Amarelo para buscar ajuda e recruta os garotos de Liverpool para libertar sua cidade.
Yellow Submarine se destaca pela colorida mistura de estilos e técnicas inovadoras na época, além da harmoniosa combinação das músicas que ajudam a derrubar os Malvados Azuis. A música e o amor como resposta aos ataques e ao autoritarismo desse grupo que odeia tudo o que torna Pepperland especial é o que se sobressai da animação.
Agora, os fãs de uma das maiores bandas de todos os tempos podem reviver a história clássica dos Beatles e comemorar o aniversário de 50 anos de estreia do filme com a DarkSide® Books. A editora mais rock ‘n’ roll do Brasil traz para os fãs a adaptação oficial de Yellow Submarine para os quadrinhos feita por Bill Morrison, um dos desenhistas de Os Simpsons e também editor da revista mad. 
A profusão de cores da arte, aliada ao roteiro divertido e arrojado e a habilidade de Bill Morrison de contar histórias faz com que o leitor embarque na aventura do jovem Fred para salvar Pepperland dos seres que instalaram a tristeza, o medo e o silêncio na cidade. Cada painel é ricamente detalhado e ajuda a contar a história que os fãs mais fervorosos da banda — e a nova geração que se delicia com os acordes que não saem de moda — sabem de cor e salteado.







20 de outubro de 2017

{Resenha} Wytches

Hoje a resenha é sobre o livro "Wytches" de Scott Snyder e Jock

Eu fiquei super empolgada com a sinopse dessa graphic novel lançada pela DarkSide pois fala sobre bruxas e é um mundo diferente e ao mesmo tempo excitante. 



A história fala sobre a família Rooks. Sail, uma jovem que presencia o assassinato de uma colega da escola, tem sua vida virada de cabeça para baixo após isso. A família acaba mudando de cidade, e a menina tem que enfrentar o medo juntamente com a depressão e a ansiedade de não ser aceita na nova escola e pelos vizinhos. Ao mesmo tempo, o pai de Sail tenta lidar com o fantasma de um vício que ainda o assombro e o amor que tem filha irá ajudá-lo nessa mudança. O final é surpreendente e arrebatador.

Snyder reconta a história das bruxas de uma maneira que nos faz ficar aguardando o que uma pessoa é capaz de fazer para entregar entes queridos ou jurar para essas bruxas, que ficam sempre a espreita, esperando a hora de buscar o que lhes foi jurado, a alma de alguém. E algo que é assustador é que é impossível fugir delas, elas perseguem a pessoa aonde quer que ela esteja. 

E isso também é um ponto de reflexão dentro da HQ, o quanto vale aquela pessoa que você diz que ama? Quem você juraria para ter dinheiro, fama e glória? Uma reflexão que transcende as páginas do livro e nos faz refletir bastante.

O mais interessante na HQ é que a mistura de passado e presente nos faz entender a história de Sailor e o envolvimento dela e dos pais na trama. Os desenhos são aterrorizantes, nos faz ficar apavorados mas ao mesmo tempo a história é tão fascinante que você não vê a hora de chegar ao fim. 

E ao final, o autor ainda explica como chegou a criar uma história tão envolvente, cheia de mistério e suspense. 

Eu gostei bastante da história e a edição está lindíssima! É uma leitura que vale a pena, principalmente no mês do horror! Então está esperando o quê? Vem!



Título: Wytches
Autor: Scott Snyder, Jock,
Editora: DarkSide Books
Páginas: 192
Sinopse: Bruxas são criaturas muito mais perversas e diabólicas do que você poderia pensar — e, portanto, muito mais assustadoras. Ver uma é coisa rara; sobreviver a elas é mais raro ainda. É por isso que quando a família Rook se muda para Litchfield, uma remota cidadezinha de New Hampshire, tentando escapar de uma experiência horrível ao recomeçar do zero, eles não entendem que algo sinistro vive nas florestas ao redor da cidade. Algo que os observa, esperando apenas por uma oportunidade. Algo muito antigo... e voraz. Você até pode conseguir feitiços e milagres delas, mas, para isso, vai precisar pagar o preço. Pai e filha vão descobrir que recomeçar pode ser bem mais difícil quando há uma conspiração secular que envolve a sua família em curso.
Com reviravoltas chocantes e uma arte de arregalar os olhos, capaz de combinar medo e beleza, WYTCHES é uma obra sobre bruxas que deve ser levada a sério. Scott Snyder já provou suas habilidades como roteirista durante seu tempo escrevendo as HQs do Batman, uma das fases do herói mais aclamadas pela crítica e pelo público nos últimos tempos.

6 de setembro de 2017

{Resenha} Fragmentos do Horror

Hoje a resenha é sobre o livro "Fragmentos do Horror" de Junji Ito.

Quando comprei esse mangá não imaginava o que me esperava. Mais uma Graphic Novel, entre outros lançamentos que abriram o selo de mangás e quadrinhos da Editora DarkSide Books, Fragmentos de Horror, traz uma mostra do que podemos esperar mais para frente e de como deixar seus leitores mais apaixonados por esse mundo de terror/horror agora em quadrinhos.
Junji Ito é conhecido pelos mangás Gyo e o clássico Uzumaki, o autor japônes é conhecido por histórias que traz um horror impactante e extraordinário. Esse foi meu primeiro contato com o autor, sendo o primeiro livro publicado no Brasil, podemos dizer que fiquei extasiada com a obra e com as histórias.

Fragmentos do Horror conta com 8 contos de terror, que cada qual com a sua especificidade, não deixa de nos deixar meio aterrorizados, meio com pânico ou os dois juntos.

Futon, a primeira história, é um tanto quanto estranha, mas abre as portas para os outros sete contos, que na minha opinião são melhores. Narra um casal que é visitado por uma estranha mulher e a partir daí, eles começam a ver monstros ao seu redor. Monstro de Madeira, é uma história bem interessante, que traz a história de uma jovem estudante de arquitetura que pede para estudar uma casa histórica, só que na realidade, ela tem uma queda pela casa, sim, uma quedinha e fará de tudo para viver naquela casa. O conto nos remete ao lar, e o quanto ele pode ser o avesso de seguro. 
Tomio - Gola Rulê Vermelha, para mim, é um dos melhores contos, narra a história de um homem que tem que segurar a cabeça no pescoço, ele está na capa do mangá e nos deixa tensos do início ao fim da leitura. 
Suave Adeus é um conto sobre o sobrenatural e o quanto isso pode fazer com que mudemos as nossas vidas, ele nos faz refletir sobre como poderíamos passar um tempinho a mais com aqueles que amamos. Um dos melhores para mim também, fiquei bem chocada com o fim. 
Dissecação - Chan nos traz uma realidade mórbida. Ito nos mostra aqui que o ser humano não tem limites para o que quer e quando quer algo e é isso o mais interessante no conto. 
Magami Nanakuse é um dos meus favoritos também, porque entre a loucura e a sensatez, Ito consegue descrever o que conseguimos fazer para conseguir algo que desejamos muito.
Pássaro Negro e o último A mulher que sussurra nos faz ficar um pouco apreensivos e com medo, mas no final nos surpreendemos bastante com o fechamento das histórias. Eu gostei bastante do último, me surpreendeu como nós somos falíveis e vulneráveis enquanto seres humanos. Eu fiquei bastante impressionada. Vale a leitura. 

Confesso que os desenhos do Junji me remeteram a um filme em especial que vi, e que retrata um terror de uma forma ao mesmo tempo assustador e bizarro, que te faz refletir.
A leitura do mangá vale a pena, principalmente para embarcadores de primeira leitura, como eu.

E uma informação importante, que assim como eu não sabia, por nunca ter lido mangá, é que a leitura é feita de trás para frente e da direita para a esquerda. Não se assustem, depois acabam nem percebendo que está lendo ao contrário rs.

Eu gostei bastante dos contos e me surpreenderam os desenhos, todos entre assustadores, engraçados e bizarros e aguardemos ansiosamente a nova publicação do Ito pela caveirinha. 

Vem embarcar nesse mundo do terror.


Título: Fragmentos do Horror
Autor: Junji Ito
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Sinopse: Mestre do terror em quadrinhos, Junji Ito combina o surrealismo e o escatológico em suas histórias. O resultado é sempre bizarro, mas ainda assim — ou quem sabe até por isso mesmo belo. Se você tem coragem (e estômago), não pode perder Fragmentos do Horror, primeiro livro de mangá publicado pela DarkSide® Books. Fragmentos do Horror é uma coleção de histórias curtas, perfeitas para quem quer experimentar o que essa mente tão delirante é capaz de produzir. Ito-san oferece ao leitor nove encontros com o desconhecido. Cada quadrinho pode ser fatal, cuidado! Entre as histórias da coletânea, temos uma mansão velha de madeira que gira sobre seus habitantes. Uma turma de dissecação com um assunto nada comum. Um funeral em que os mortos definitivamente não são postos para descansar. Variando do aterrorizante ao cômico, do erótico para o repugnante, essas histórias apresentam o retorno de Junji Ito há muito aguardado para o mundo do horror. Fragmentos do Horror faz parte da nova coleção DarkSide® Graphic Novel Tokyo Terror e, como todos os títulos da Caveirinha, vem numa caprichosa edição em capa dura. A tradução foi feita diretamente do japonês e a publicação segue a orientação original, da direita para a esquerda — como tem que ser.
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