12 de fevereiro de 2017

{Resenha} A Bela e a Fera

Hoje a resenha é sobre o livro "A Bela e a Fera" da Versão Zahar Clássicos.

Eu ganhei esse livro de presente de aniversário e não tem como não dizer que amei, não é mesmo, meu povo!

A Bela e a Fera
Eu sempre fui alucinada por essa história, desde criança, e como iremos ter a estréia do filme em Março, já comecei a adiantar a leitura, até para saber o quanto a história clássica é diferente da passada pela Disney. 

O livro conta as duas versões clássicas da Madame de Beaumont e da Madame de Villeneuve. 

Na história de Madame de Beaumont a história data de 1756, tendo sido registrada pela escritora francesa Jeanne-Marie Leprince de Beaumont no Magasin des Enfants, revista destinada a meninas e moças. Em sua história Bela tinha 2 irmãs e 3 irmãos, e era filha de um rico comerciante. Bela era a mais admirada e por isso a chamavam assim. De uma hora para outra o comerciante perdeu todos os seus bens e a família acabou indo morar no campo. 
Passado um tempo, receberam a notícia de que um navio foi encontrado com alguns bens do pai de Bela. O mesmo foi correndo até o porto e se deparou com a sua carga toda apreendida. A sua caçula havia lhe pedido uma rosa na viagem e o homem desolado resolveu acatar o pedido da filha. Chegou em um vasto caminho de árvores e um castelo. Ao ir embora ele avistou um campo com lindas rosas, na hora em que pegou uma, a Fera apareceu e o condenou a ficar ou a mandar uma de suas filhas para "morrer" no seu lugar. O comerciante desolado voltou para casa e Bela acabou indo no seu lugar. 

Madame de Villeneuve contou a sua versão em 1740, publicada no livro La Jeune Américaine, ou Les Contes marins, de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve. Em sua história Bela tem 11 irmãos, sendo divididos igualmente entre homens e mulheres e ela sendo a caçula. A casa onde viviam pegou fogo e o pai perdeu todos os bens que tinha nas embarcações no mar. A família foi morar no campo. Passado um tempo o pai foi avisado que um dos navios havia sido resgatado e na mesma hora ele foi para viagem tentar recuperar um pouco de sua fortuna. Todos os filhos pediram presentes, mas Bela pediu uma rosa. Chegando ao porto, seus sócios que o julgavam morto, ficaram com toda a sua fortuna. Após o momento de tristeza, o acaso o conduziu a um lindo castelo. Passou a noite, se alimentou e quando estava para ir embora se deparou com um jardim de rosas. O bom velho tentou pegar a rosa para a sua filha querida e foi nesse instante que a Fera apareceu.


O enredo é bem parecido nas duas histórias, mas o que posso salientar é que na de Villeneuve a história é contada em três partes. A última parte vai explicar direitinho o porque o pai de Bela chegou ao castelo, qual a real verdade por trás da Fera ser hoje um animal e não um homem e o que a Bela tem a vê com tudo isso. 

Eu achei sensacional saber como é o clássico, aquela história que pode ser mudada mas não perde a sua essência e hoje como ela é reproduzida. Gostei bastante do livro, acredito que para os amantes desse clássico da Disney, saber como a história foi contada antes e quem foram essas escritoras, é muito importante. 

Recomendo o livro de olhos fechados e se você está tão ansioso(a) como eu pela estréia do filme, só posso dizer que o meu ingresso está garantidíssimo para a pré-estréia!


Título: A Bela e a Fera
Editora: Zahar
Páginas: 240
Sinopse: Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o enredo de A Bela e a Fera vai muito além da jovem obrigada a casar com uma horrenda Fera que no final se revela um lindo príncipe preso sob um feitiço. Nessa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar você encontra reunidas duas variantes da história. A versão clássica, escrita por Madame de Beaumont em 1756, vem embalando gerações e inspirou quase todos os filmes, peças, composições e adaptações que hoje conhecemos. A versão original, que Madame de Villeneuve publicara em 1740, é de uma riqueza espantosa, que entre outras coisas traz as histórias pregressas da Fera e da Bela e dá voz ao monstro para que ele mesmo narre seu destino. Toda em cores e ilustrada, essa edição conta com ótima tradução do premiado André Telles, uma apresentação reveladora e instigante assinada por Rodrigo Lacerda e cronologia das autoras. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

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