20 de setembro de 2017

{Resenha} Ídolos de Barro

Hoje a resenha é sobre o livro "Ídolos de Barro" de Ana Cristina Vargas pelo espírito José Antônio

Quando eu comecei o livro, imaginei que ele iria parar em outro contexto. Nunca pensei que a história de uma das personagens principais, que é a Irina, fosse dar tantas voltas e conhecer tantas pessoas. Embora seja um romance espírita, coincidentemente estava lendo um livro também concomitante, que falava na época de Hitler e a sua tão temida raça ariana. Vamos conhecer um pouco da história.


Irina nasceu em uma família Russa, com uma mãe submissa e um pai opressor, se vê na infância e início da adolescência tendo que tomar decisões que irão mudar o rumo de sua vida e do que ela gostaria de ter realizado enquanto estava encarnada. Uma menina que chamava a atenção por ser linda, com um olhar perturbador que faziam os homens caírem aos seus pés, sabendo de sua beleza e influência sobre as pessoas, foi assim que anos mais tarde Irina foi para Paris, já na prostituição, mas com um sonho de ser famosa e ganhar muito dinheiro, começou a subir esses pequenos degraus com a ajuda de uma conhecida, a espalhafatosa e uma mulher muito experiente Lilly.

Lilly sempre achou Irina muito diferente das outras prostitutas com as quais tinha contato. Uma menina que sabia seduzir e conseguir tudo o que quer, mas que ao mesmo tempo não demostrava nenhum tipo de sentimento e se fechava de tal forma, que Lilly não sabia as vezes se era por conta dela ou o jeito de Irina.

E foi assim que Irina conquistou Paris, quieta, porém sabia com quem se envolvia e seduzia para conseguir tudo o que queria. Acabou em um Teatro, sendo ovacionada por quem a assistia e escolhia a dedo os homens que iam para sua cama. Nesse meio tempo, Irina conhece Paul Gaultier, um pintor que chamou sua atenção e a levou a cometer atos que nem em sonho ela pensou.

Era uma época em que as pessoas ostentavam o que tinham. E na Alemanha o movimento de Hitler para tentar disseminar a raça pura, fez com que Irina entrasse nesse país, e ela alheia ao que acontecia com tantas pessoas, que acabaram morrendo injustamente ou sendo perseguidas e desapareceram, mantinha a fama e os Oficiais de Hitler em sua cama.

Um livro com muitos personagens, e não podemos deixar de citar a Madame Marion Lescault que tem um papel importante na propagação da Doutrina Espírita na França através dos amigos Gaultier, Duvernoy e Marguerite. A leitura de livros Depois da Morte e O problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis e O livro dos Espíritos de Alan Kardec nos faz refletir bastante sobre o que era a vida após a morte naquela época e como eram os grupos de estudos.

Eu gostei bastante do livro, da história de Irina, que diferente de outras "personagens", ela era uma pessoa que não fazia o mal, mas também não fazia o bem, ficava em cima do muro e isso dificultou muito tanto a vida carnal como a espiritual. Não é uma personagem que a gente morre de amores ou fique com dó, é uma personagem para refletirmos sobre as nossas ações e o quanto estamos fazendo para evoluirmos nessa vida.

Fica a dica desse livro para a reflexão, a prática e o estudo da Doutrina. E para quem ainda tem algum tipo de preconceito ou não sabe o que se trata o Espirtismo, aconselho que leia, o livro em si, fala bastante dos nossos atos e como isso vai refletir lá na frente, na nossa fase adulta e velhice. Indico de olhos fechados para todos.

Vem embarcar comigo!


Título: Ídolos de Barro
Autor: Ana Cristina Vargas
Editora: Vida e Consciência
Páginas: 432
Sinopse: A ânsia de viver dominava, e todos queriam viver com intensidade, euforia e prazer, em uma clara reação aos horrores de uma guerra sanguinária. Divina Irina sonhava e buscava conquistar as glórias dos palcos dos teatros, utilizando, sem pudor, a beleza e a sedução para conquistar fama e fortuna, negando a si mesma o maior de todos os seus desejos: amar e ser amada. Usar os homens era sua lei. A vida, no entanto, proporciona encontros inesperados, e um amor de muitas existências acaba reaparecendo e pondo em xeque a superficialidade das emoções e das relações que Irina cultivava. Isso, então, a faz entender que amar não significa algemar, criar dependências e que amar com liberdade é bem mais do que não ser possessivo.



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