31 de março de 2018

{Resenha} A guerra que me ensinou a viver

Hoje a resenha é sobre o livro "A guerra que me ensinou a viver" de Kimberly Brubaker Bradley.

A continuação de "A guerra que salvou a minha vida" não poderia ter contado melhor a história da nossa inesquecível Ada e seu irmão Jamie.

Nessa continuação incrível, conhecemos melhor o universo que permeia a vida da nossa protagonista. Ada é uma criança que nasceu com pé torto congênito e sofreu bastante até conseguir se manter em pé mesmo com a sua deficiência. Aprendeu a correr atrás de seus sonhos sozinha, pois tinha uma mãe que transmitia mais raiva e ódio pela menina do que amor.
"É possível saber um monte de coisas e mesmo assim não acreditar em nenhuma delas."
Ada sempre buscou a força de que precisava em seu irmão Jamie, mais novo que ela. Susan os adotou assim que conseguiu trazê-los de volta para a sua casa e a partir daí esse livro é contato. O amor que Susan tem por essas crianças, nos faz nos sentir tranquilos em relação ao seu cuidado. Ada ainda muito desconfiada de que poderá ser, de alguma forma, abandonada por Susan, acha que tem que se manter e ao mesmo tempo se proteger e proteger seu irmão.


A guerra ainda está acontecendo, e conhecemos melhor os Thorton nesse livro. Maggie, filha de Lady Thorton, e Ada cavalgam juntas e podemos ver o verdadeiro laço de amizade que se formou no primeiro livro e se manteve firme nesse. Lady Thorton é uma mulher de fibra, que luta para tentar manter a família protegida, mesmo com seu primogênito Jonathan na Guerra. 
"Se começasse a me permitir sentir medo, jamais conseguiria parar. "
Quando Lady Thorton e Maggie vão morar junto com Susan, Ada e Jamie a história começa a ficar muito mais interessante, pois após um tempo chega uma moça, judia, porém alemã, que será pupila de Susan nos ensinamentos de Matemática. Ruth é uma adolescente de 16 anos que veio da Alemanha expulsa por Hitler. Ruth está em um território que todos a vêem como inimiga, mas uma menininha vai desbravar esse coração e transformar a tristeza, a dor e ausência de seus pais em amor, amizade e companheirismo. 

E o que posso dizer de Susan! Ela é uma mulher tão genial e ao mesmo tempo tão forte, que só o que podemos pensar é que as crianças tiveram muita sorte de tê-la como mãe. 

O livro é de uma sensibilidade ímpar. Ao ler as páginas nos deparamos com o drama da Guerra, a dor da perda e os laços de amizade que se perpetuam! Chorei ao terminar o livro. Chorei pelas tantas Adas que existiram, por tantas pessoas que sofreram na Guerra e tantas pessoas como Ruth, que tiveram que sair de suas casas, sem ao menos saber o que estava acontecendo. Chorei porque o livro é lindo.
"É possível saber um monte de coisas e um dia, enfim, acreditar em todas elas."
São mulheres lutando para se manterem fortes, para conseguir driblar a fome, o medo e a insegurança. Temos um livro que fala da força feminina e de como ela pode ser transformadora e crucial em momentos de sofrimento e dor. 

Eu amei o livro. Assim como o primeiro, esse também é favorito e o indico de olhos fechados e sem titubear. Então para de perder tempo e vem embarcar nessa nova aventura de Ada!

*Livro cedido pela Editora. 


Título: A guerra que me ensinou a viver
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide Books
Páginas: 280
Sinopse: A Guerra Que Salvou a Minha Vida ganhou um lugar especial no coração dos leitores brasileiros. A história da pequena Ada — que, com seu irmão caçula, deixou para trás sua casa em Londres para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial — arrancou lágrimas, sorrisos e suspiros na mesma medida. Com o coração repleto de esperança e afeto, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta A Guerra Que Me Ensinou a Viver, a emocionante continuação do livro de Kimberly Brubaker Bradley.
Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera. A Guerra Que Salvou a Minha Vida foi vencedor de diversos prêmios e adotado em escolas nos Estados Unidos. Agora, A Guerra Que Me Ensinou a Viver chega em uma edição capa dura e cheia de amor, como deve ser. A linha DarkLove ganhou mais um título que deixa marcado na memória que algumas heroínas salvam leitores pelo coração. Corajosa, justa e inteligente, Ada é realmente invencível.

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