10 de novembro de 2017

{Resenha} Carrie, A Estranha

Hoje a resenha é sobre o livro "Carrie, a Estranha" de Stephen King.

Carrie, a Estranha é o primeiro livro publicado por Stephen King e nada melhor como contar um pouco como esse autor iniciou a sua carreira fantástica narrando fatos que até hoje são muitos atuais, como bullying, preconceito, assédio e o fanatismo religioso. 

Carrie White é uma adolescente de 16 anos que se depara com o fato de não saber o que é menstruação e ter que lidar com uma cena de bullying brutal que nos faz querer desistir de ler o livro nas primeiras páginas, mas perseverem assim como eu fiz, porque vale a pena. Filha de Margaret White, uma fanática religiosa que faz de tudo para separar a menina do mundo, mas que não consegue lidar com o fato de Carrie ter poderes telecinéticos e estes acabarem se desencadeando no momento da cena fatídica da menstruação.

A educação de Margaret é muita rígida e faz com que Carrie sofra violência psicológica e física dentro de casa também. E no decorrer da leitura entendemos o porque da atitude de Carrie no final do livro. 

Quando comecei a ler o livro, confesso que fiquei bem incomodada com todo o sofrimento psicológico e físico pelo qual Carrie vivencia, inclusive pela pessoa que teria que amá-la acima de tudo e que ela ama também, que é a sua própria mãe. Ao nos deparar com Margaret, vimos que ela é uma mulher doente, o fanatismo a deixa cega e faz com que a torne uma mulher perversa para com a filha e até mesmo afastando todos ao redor. 

Carrie cresce em um ambiente hostil, regado a muito sofrimento e pouco amor, o que a faz ser uma adolescente ingênua e ao mesmo tempo solitária e triste. Ao se deparar com os poderes telecinécicos e saber que pode ter influência nas coisas e até mesmo pessoas, ela o usa a seu favor mas não de um jeito tão bom. Porém, como podemos julgar uma pessoa que só apanhou na vida e da vida? Carrie é aquele caso que conhecemos atualmente, uma adolescente que sofre bullying, é subjugada pela mãe e que ainda assim só quer sair com o menino mais bonito da escola, quer ter um momento de felicidade, nem que seja por pouco tempo. 

O livro é uma reflexão para todos nós. Confesso que ao terminar me senti triste, com raiva e ao mesmo tempo incapaz de compreender como era viver como a Carrie, se por no lugar dela é muito difícil, mas ter empatia não é e foi o que faltou pelos colegas da escola, professores e até mesmo sua mãe. 

A escrita de King é fluida e nos faz viajar e querer saber o que irá acontecer ao fim do livro. Eu super recomendo. 

Esse é a minha terceira leitura do King e confesso que a cada livro fico mais apaixonada pelo autor. Então vem também desvendar esse mundo de horror, sofrimento, flashs de felicidade e amor de Carrie. 


Título: Carrie, a Estranha
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 200

Sinopse:  Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.
Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais. 


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