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13 de setembro de 2019

{Filmes} It - A Coisa: Capítulo 2

Hoje eu vou falar um pouco sobre o filme que acabou de estrear e que foi muito esperado, principalmente por mim. 
Foto retirada de arquivo pessoal
It - A Coisa - Capítulo 2 estreou aqui no Brasil no dia 05 de setembro e eu o assisti no dia 07 de setembro. 
E na verdade, eu não lembrava como o primeiro havia acabado até vir a imagem no início do filme, e posso dizer, que as memórias vieram e com força. 

E depois de 27 anos do eventos de It - A coisa, Mike percebe que o palhaço Pennywise está de volta à cidade de Derry. Na verdade, não dá para saber se ele um dia foi realmente embora ou morto pelas crianças que faziam parte do Clube dos Otários. E para honrar a promessa que fizeram e acabar com o inimigo, Mike (Isaiah Mustafa) convoca os velhos amigos Bill ( (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jay Ryan) e Eddie (James Ransone) retornam às suas origens.
E aí, se inicia a luta dos amigos contra aquele que está aterrorizando a vida de muita gente na cidade e as velhas memórias dos nossos protagonistas, que farão de tudo para esquecer. 

Eu confesso que fui sem muita expectativa para assistir ao filme e fui surpreendida muito positivamente. 
O que eu consegui observar é que muitas partes do livro foram tiradas, senão seria um filme de 5 horas, mas as cenas mais importantes foram feitas com tanta qualidade e fidedignas ao livro que por alguns momentos, achei que estava lendo as páginas. 

As partes que o Pennywise aparecem são de arrepiar. Eu confesso que fiquei bem aterrorizada, e como vocês sabem, eu fecho o olho em cenas que vão me deixar com muito medo, e nesse filme fechei o olho na maioria delas. Em alguns momentos, eu ri, mas na maior parte o susto foi imenso. 

Posso dizer que o esse filme é bom, apesar de não trazer em muitas partes os traumas dos personagens já na fase adulta e suas lutas internas, até chegarem aquele momento e se deparar com seus fantasmas infantis. Eu gostei bastante de como eles contaram a história e como finalizou.
Agora, se você tem medo de filme de terror, não assista. Ele é bem real e em alguns momentos nos passa alguma repugnância. Agora se para você, um simples cortar de garganta não inspira medo nenhum, então vá e seja feliz rs. 


Vem embarcar nessa história!                                                                             







3 de dezembro de 2018

{Livro versus Filme} O Iluminado

Olá pessoal, hoje eu vou falar um pouco sobre o Livro x filme "O iluminado".

O filme foi lançado em 25 de dezembro de 1980 e naquela foi foi uma grande repercussão. Com a direção de Stanley Kubrick que aposta em ninguém mais, ninguém menos que Jack Nicholson como Jack para trazer a vida a sua história no hotel que durante tantos anos assombrou a vida de muitas pessoas.

O filme foi gravado, uma parte em estúdio para montar as cenas que mais chamaram a atenção no filme. E como cenário externo o Timberline Lodge foi usado. 

Timberline Lodge
O cenário estava bem interessante, assim como no livro, alguns detalhes você consegue absorver, mesmo depois de muito tempo da leitura. O hotel é realmente impecável e tem uma grandeza, que eu com certeza, nunca aceitaria esse emprego. 

Agora, alguns pontos me incomodaram bastante no filme, e segue eles para que possamos pensar juntos:

1º - Não fica claro que o Jack é um alcoolista em recuperação e os momentos em que ele aparece sempre conversando com o garçom do hotel, parece mais fantasia do que abstinência. 
2º - Danny é um menino diferenciado e no livro, King narra muito bem isso, já no filme faltou uma explicação melhor e deixou muito a desejar essa atuação. Apesar do ator ser uma graça. 
Resultado de imagem para imagens o iluminado
Imagem retirada da internet
3º - a participação da Wendy é fundamental no livro, tanto para salvar a vida dela como para salvar a vida do filho e do Halloren (cozinheiro). Eu, honestamente não gostei nenhum pouco da atriz. Achei que a Wendy ficou mais parecendo uma mulher sem pulso do que ela é de fato (no livro). Deixou bastante a desejar. 
Resultado de imagem para imagens o iluminado
Imagem retirada da internet
4º - faltou a conexão do Halloren e do Danny. Isso é crucial para a narração do livro. 
5º - Não tinha como falar daquele final, pelo Amor de Deus, você espera um final avassalador, de repente vem esse final. Deixou muito a desejar. 

Tirando todos esses pontos, acredito que é um bom filme. Foi um grande sucesso e ainda é até hoje, mas comparando-se com o livro, ainda fico com o livro. 

Se você tiver oportunidade de ler a edição especial, é melhor ainda. E assim que ler, assista o filme e venha discutir comigo o que achou. 


Venha embarcar nesse suspense psicológico que vai deixar você de cabelo em pé.

Ficha Técnica: 
Data de lançamento: 25 de dezembro de 1980 (2h 26min)
Direção: Stanley Kubrick
Atores: Jack Nicholson — Jack Torrance
Shelley Duvall — Winifred "Wendy" Torrance
Danny Lloyd — Daniel "Danny" Torrance
Scatman Crothers — Dick Hallorann
Barry Nelson — Stuart Ullman
Philip Stone — Delbert Grady
Joe Turkel — Lloyd, o garçom
Anne Jackson — Doutor
Tony Burton — Larry Durkin
Barry Dennen — Bill Watson
Lisa Burns — Gêmea Grady #1
Louise Burns — Gêmea Grady #2
Vivian Kubrick — Convidada a fumar no salão de baile (não consta nos créditos)

2 de junho de 2018

{Resenha} Sombras da Noite

Hoje a resenha é sobre o livro "Sombras da Noite" de Stephen King.

Eu terminei esse livro há um tempo, mas estava pensando realmente se ia ou não resenhá-lo. Primeiro porque não foi um livro que eu me identifiquei muito e segundo porque se tratando de King, sei que serei julgada, haha, então mesmo assim, resolvi escrevi o que achei.

Esse é um livro que é um apanhado de 20 contos e alguns deles serviram de inspiração para alguns filmes famosos, tais como: As crianças do milharal (Colheita Maldita, 1984); O homem do cortador de grama (O passageiro do futuro, 1992); Último turno (A criatura do cemitério, 1990); As vezes eles voltam (As vezes eles voltam, 1991).

O primeiro conto, que é o de abertura, Jerusalém's Lot e a Saideira (um dos últimos contos) tem relação com o livro Salem e confesso que fiquei muito interessada nos outros contos depois desse primeiro. A história gira em torno dos herdeiros da propriedade onde se passa o livro e tem momentos macabros. Fiquei meio chocado ao ler, cheguei a voltar para o livro que li e senti muito medo. 

Os outros contos que gostei foram: Último turno conta a história de homens que estavam tentando terminar o trabalho em um fábrica e se deparam com ratos, muitos, milhares. Ratos que podem ser assustadores e que podem desencadear um medo que desconhecemos; A máquina de passar roupa foi um conto que me surpreendeu, pois a história se passa em um lavanderia industrial e o King de uma forma brilhante faz com o que os personagens e o terror narrado cresça de tal forma, que quando vi, estava com a luz ligada e morrendo de medo; O bicho-papão e as Crianças do Milharal são dois contos que envolvem crianças e sinceramente me remeteu ao pavor que eu tinha quando era criança. O bicho-papão traz a história de um bicho que se esconde atrás do armário e a morte violenta de várias crianças, o que fica como reflexão e até hoje me pego pensando era se o bicho era o pai das crianças ou não. O segundo também retrata de crianças e confesso que fiquei com tanto medo que demorei para retomar o próximo conto. 

Eu juro que tentei gostar de mais contos, me esforcei bastante e demorei um tempo para ler de tão arrastado que foi para mim. 

Eu não sei se não estava inspirada, mas não foi um livro que amei. Confesso que até me decepcionei um pouco. Gostei de alguns contos, mas se falassem para ler de novo, provavelmente não leria. 

Então é isso pessoal. Eu ainda amo o King. E ainda estou no projeto de leitura. Então bora ler o próximo?

Embarque comigo no mundo do terror.


Título: Sombras da noite
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 411
Sinopse: As obras de Stephen King sempre foram fontes inesgotáveis dos cineastas de filmes de terror, comoo canadense David Cronenberg, que levou às telas A Zona Morta em 1994, baseado na obra homônima do escritor americano. Assim também ocorreu com outras histórias do mestre do terror. “As Crianças do Milharal”, por exemplo, conto presente em Sombras da Noite, deu origem ao clássico filme de horror que marcou uma geração: Colheita Maldita, de 1984, dirigido por Fritz Kiersch.Os cenários descritos por Stephen King são familiares e acima de qualquer suspeita — um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal. Mas no mundo do autor, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vítimas.
Conhecido por sua habilidade em despertar a adrenalina de modo intenso das primeiras às últimas páginas de seus livros, Stephen King maximiza sua capacidade em prender a atenção dialogando com o próprio leitor e adotando uma postura bastante provocativa, como se vê no trecho introdutório de Sombras da Noite:
“Vamos conversar, você e eu. Vamos conversar sobre o medo. A casa está vazia quando escrevo isto; uma fria chuva de fevereiro cai lá fora. É noite. Às vezes, quando o vento sopra do jeito que está soprando agora, falta luz. Mas por enquanto não está faltando, então vamos conversar muito honestamente sobre o medo. Vamos conversar muito racionalmente sobre chegar às raias da loucura... e talvez cruzar a fronteira. Meu nome é Stephen King.”
Além de “As Crianças do Milharal”, outros quatro contos de King presentes no livro foram adaptados para o cinema: “O Homem do Cortador de Grama” (O Passageiro do Futuro), “A Máquina de Passar Roupa” (Mangler: O Grito de Terror), “Último turno” (A Criatura do Cemitério) e “Às Vezes Eles Voltam” (filme homônimo). Desta forma King inicia esta viagem por vinte contos clássicos que, mais uma vez, reafirmam este americano como o mais prolífico e talentoso autor do gênero no mundo.

14 de fevereiro de 2018

{Resenha} O Iluminado

Hoje a resenha é sobre o livro "O Iluminado" de Stephen King.

Como vocês sabem, eu estou em um projeto de leitura do King. Lemos um livro por mês em sequência cronológica ao de publicação e mês passado foi a vez de O Iluminado. Confesso que ao iniciar a leitura, fiquei um pouco ressabiada, pois apesar de ser um suspense, quando o tema envolve crianças, fico com um pouquinho mais de medo rs, pois é, vai entender.
 
O início do livro é do jeito que o King gosta, começa contando a história que vai rodear os personagens principais, que nesse caso são Jack, Wendy e Danny Torrance. O casal estava passando por um momento conturbado. Jack, um alcoolista consciente, sabe que é muito difícil lidar com os seus instintos e além disso ter um filho que é sensível ao ponto de ler pensamentos e localizar coisas perdidas com a ajuda de seu amigo "imaginário" Tonny.

Danny é uma criança especial, sabe que a mudança de vida, de cidade e de casa pode trazer benefício, como muita tristeza para a sua família, mas quando ele vê a felicidade estampada na cara do pai, ele tenta mudar esse sentimento, afinal, porque não seria bom, morar no Colorado, em um hotel luxuoso e vistoso como é o Overlook.
Só que todos da região sabem que o Overlook é um hotel "estranho", muitos não gostam de trabalhar e muito menos passar por lá. Em todas as temporadas, alguma coisa acontece no Overlook, ou um dos funcionários surtam, ou um hospede passa mal e vai embora antes de sua estadia findar. Hallorann, o cozinheiro conhecido como Dick, sabe que o menino Danny pode se impressionar, afinal o próprio Dick é um iluminado também e faz de tudo para tentar orientar e ajudar o menino nos momentos cruciais dentro do hotel.
O livro nos remete a um suspense/terror regado a muita cena que faz você pular, ficar com medo e até mesmo aterrorizado.
Confesso que em alguns momentos da leitura eu não consegui ler a noite, tamanho o meu medo de ter alguma cena que não me deixasse dormir. A mãe de Danny é uma mulher que faz você ficar pensando em como ela aceitou tanta coisa, sendo em alguns momentos muito omissa e submissa ao marido. O Jack é um homem violento que quer, a qualquer custo, ser aceito por ele mesmo e pelas pessoas que o cercam. O que me corta o coração é a criança, que passa por tantas coisas e se vê muito sozinho e sem apoio.

O que posso dizer é que a leitura te faz refletir sob muitos aspectos da vida humana. Uma família que tenta se fortalecer e ao mesmo tempo encontra o fim do poço. A leitura é tensa e ao mesmo tempo fluida e muito muito muito intensa, então tenha certeza de que você irá ler um livrão!

Vem embarcar comigo nesse hotel que vai fazer sua nuca arrepiar.


Título: O Iluminado
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 520
Sinopse: Um clássico de Stephen King. Edição especial, com tradução revisada e prólogo e epílogo inéditos.
“O lugar perfeito para recomeçar”, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria, os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita.
Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto... e mais sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais.
Possuir o menino, no entanto, se mostra mais difícil do que esperado. Então os espíritos resolvem se aproveitar das fraquezas do pai... Um dos livros mais assustadores de todos os tempos, O iluminado é um clássico de Stephen King. Edição especial com tradução revisada e prólogo e epílogo inéditos.



20 de dezembro de 2017

{Resenha} Salem

Hoje a Resenha é sobre o livro "Salem" de Stephen King.

Eu falei para vocês que estou em um projeto de leitura dos livros do King, não é? Pois bem, esse foi o segundo livro lido e discutido do projeto e confesso que estou tão embasbacada da leitura quanto nos outros livros. 

Salem conta a história de Jerusalém's Lot, uma cidade que virou fantasma da noite para o dia.
Um menino e um homem viajaram ao redor dos Estados Unidos, mas nunca esqueceram o que viveram nessa cidade e nos contam, através de flashbacks, o que aconteceu para a transformar desse jeito. 

A história gira em torno de Ben Mears, um escritor famoso que resolve retornar a cidade onde cresceu por se deparar com um medo de infância. Ben, resolve exorcizar seus medos, principalmente ligado a mansão Marsten, local onde um homem se suicidou de uma forma brutal.   

O escritor esperava que ao voltar a cidade, poderia além de escrever um livro sobre a casa e a cidade, também acabar com o medo que o rondava toda a vez que ele colocava a cabeça no travesseiro. A ideia de Ben era alugar a casa Marsten e acabar com aquele pavor, só que ao chegar à cidade, acaba conhecendo Susan Norton, e descobre que a casa foi comprada por um estrangeiro que além disso abrirá uma loja de antiguidades próximo ao local onde é a casa.
A casa pode ter chamado outro homem maligno - disse ele simplesmente. 
A história começa a ganhar corpo quando um criança some inesperadamente e alguns eventos começam a aparecer, principalmente a noite, em uma cidade, considerada pacata para a época e local. Pessoas ficam fracas e passam a ficar doentes da noite para o dia, corpos somem e muitas outras situações que deixam Ben, Mark Petrie e outros personagens um tanto desconfiados e ao mesmo tempo apavorados com toda essa movimentação em uma cidade tão pequena. 

Quando comecei a ler, confesso que não imaginava que a história se tratava de vampiros, e só posso dizer que esse foi um dos livros do King que mais me deram medo. Eu o lia a noite e ficava imaginando alguém tentando abrir a minha janela, sei que pode ser maluquice, mas fiquei um tanto apavorada. 

O King de uma forma brilhante nos faz viajar nos personagens e apesar do que acontece a cada um, o que achei uma pena, porque adorei todos, ao mesmo tempo, nos deixa intrigados de como uma história, para nós hoje um tanto clichê possa trazer uma riqueza de detalhes tanto na escrita quanto no desenvolvimento e crescimento de cada personagem. 

O início é um pouco arrastado, visto que o King gosta de explicar os personagens, na verdade é chatinho mesmo rs. E se me perguntar se eu lembro o que li nas primeiras páginas, não saberei te responder, mas não desista, porque o fim vai te ganhar assim como me ganhou. 
Que o ser seja o final de parecer. O único rei é o do sorvete. 
O king nos faz refletir também como sempre em temas simples como a religiosidade e como podemos ter a nossa fé abalada por coisas pequenas. O fim de alguns personagens me deixaram um pouco mal, não mereciam mesmo, mas não consigo enxergar um fim diferente. O medo está em cada página do livro e não tem como você, de vez em quando, levar um sustinho. Eu quase morri em algumas partes, mas o fim é muito bom, então vale muito a leitura.

Então vem embarcar nessa história e mantenha sempre as janelas bem fechadas. 


Título: Salem
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 464
Sinopse: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade.
Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir.
Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.

10 de novembro de 2017

{Resenha} Carrie, A Estranha

Hoje a resenha é sobre o livro "Carrie, a Estranha" de Stephen King.

Carrie, a Estranha é o primeiro livro publicado por Stephen King e nada melhor como contar um pouco como esse autor iniciou a sua carreira fantástica narrando fatos que até hoje são muitos atuais, como bullying, preconceito, assédio e o fanatismo religioso. 

Carrie White é uma adolescente de 16 anos que se depara com o fato de não saber o que é menstruação e ter que lidar com uma cena de bullying brutal que nos faz querer desistir de ler o livro nas primeiras páginas, mas perseverem assim como eu fiz, porque vale a pena. Filha de Margaret White, uma fanática religiosa que faz de tudo para separar a menina do mundo, mas que não consegue lidar com o fato de Carrie ter poderes telecinéticos e estes acabarem se desencadeando no momento da cena fatídica da menstruação.

A educação de Margaret é muita rígida e faz com que Carrie sofra violência psicológica e física dentro de casa também. E no decorrer da leitura entendemos o porque da atitude de Carrie no final do livro. 

Quando comecei a ler o livro, confesso que fiquei bem incomodada com todo o sofrimento psicológico e físico pelo qual Carrie vivencia, inclusive pela pessoa que teria que amá-la acima de tudo e que ela ama também, que é a sua própria mãe. Ao nos deparar com Margaret, vimos que ela é uma mulher doente, o fanatismo a deixa cega e faz com que a torne uma mulher perversa para com a filha e até mesmo afastando todos ao redor. 

Carrie cresce em um ambiente hostil, regado a muito sofrimento e pouco amor, o que a faz ser uma adolescente ingênua e ao mesmo tempo solitária e triste. Ao se deparar com os poderes telecinécicos e saber que pode ter influência nas coisas e até mesmo pessoas, ela o usa a seu favor mas não de um jeito tão bom. Porém, como podemos julgar uma pessoa que só apanhou na vida e da vida? Carrie é aquele caso que conhecemos atualmente, uma adolescente que sofre bullying, é subjugada pela mãe e que ainda assim só quer sair com o menino mais bonito da escola, quer ter um momento de felicidade, nem que seja por pouco tempo. 

O livro é uma reflexão para todos nós. Confesso que ao terminar me senti triste, com raiva e ao mesmo tempo incapaz de compreender como era viver como a Carrie, se por no lugar dela é muito difícil, mas ter empatia não é e foi o que faltou pelos colegas da escola, professores e até mesmo sua mãe. 

A escrita de King é fluida e nos faz viajar e querer saber o que irá acontecer ao fim do livro. Eu super recomendo. 

Esse é a minha terceira leitura do King e confesso que a cada livro fico mais apaixonada pelo autor. Então vem também desvendar esse mundo de horror, sofrimento, flashs de felicidade e amor de Carrie. 


Título: Carrie, a Estranha
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 200

Sinopse:  Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.
Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais. 


15 de setembro de 2017

{Filmes} It - A Coisa

Olá pessoal, como vocês sabem, eu corri para ler o livro "It - a Coisa" do Stephen King porque iria sair o filme esse ano, então precisava terminar a obra para conseguir assistir o filme em paz. 

Dia 07/09 fui ao cinema, em um shopping, aqui em São Paulo e apesar de toda a ansiedade e a espera, posso dizer que o filme me arrebatou, assim como o livro. 

Filme x Livro
O livro foi escrito por King e finalizado em 1985.  O ano do meu nascimento, coincidentemente. O livro tem 1103 páginas, então esperar que o filme fosse igualzinho ao livro, era pedir para se ter duzentas horas de filme, e acredito que nem o Diretor Andrés Muschietti queria fazer isso. 

Então, pensando por esse lado e analisando o contexto do filme e do livro, podemos dizer que o filme é sim uma grande Obra Prima. E quando eu falo a essência, o contexto do livro, é porque ao ler King, todos pensam que os livros são puramente de Terror, fazendo com que seus leitores fiquem com medo e até tenham dificuldade no sono. O livro que conta a história de um palhaço que aterroriza uma cidade desde tempos primórdios não é diferente, porém dentro dessa história aparecem 7 crianças, que de alguma forma, são desacreditadas de suas famílias, sofrem bullying na escola, estão descobrindo o amor de todas as formas mas acabam sozinhas. Juntas elas são fortes e criando o Clube dos Otários, elas conseguem driblar o mal que Pennywise traz a Derry. E o filme nesse quesito tirou nota 10. Não só pela a apresentação das crianças que nos fazem ter empatia por elas, e todos os seus medos e anseios, que apesar de estarem se divertindo nas férias de verão, estão tentando acabar com um monstro que envolve a história da cidade há anos. E o palhaço, meu Deuss, o que é esse ator. A sua forma, o jeito de falar e até os efeitos especiais, fazem com que sintamos medo, sim, medo e até um pouco de horror em alguns momentos do filme. 

O filme nos remete a uma Derry e todos as suas ruas, nos remete a casa onde Pennywise vive, nos remete a casa onde as crianças vivem e nos remete a escola onde elas estudam. A fotografia está de tirar o fôlego e a atuação das crianças faz com que nós fiquemos com os cabelos em pé, por elas e por nós. 

O que posso dizer é que assim como o livro, o filme me arrebatou. Andrés quis fazer em duas partes, porque não teria lógica um livro tão rico em detalhes, ser narrado em apenas duas horas. Algumas pessoas vão até falar sobre o fato das datas do livro e filme serem diferentes, e eu entendo o que o Diretor quis fazer com isso, nos trazer para os tempos atuais, porque afinal o palhaço aparece de 27 em 27 anos. E até mesmo algumas cenas no livro, que faltaram no filme ou foram modificadas como o próprio medo de Richie, e o fato do livro ser narrado entre passado e presente, que são as lembranças dos adultos que levam a relembrar fatos que foi esquecido quando se passaram os anos. 

O filme é sensacional, nada de terror que faz você se tremer a cada dois minutos ou fechar os olhos na maior parte do tempo (eu faço isso rs). O filme traz aquela tensão, porém as cenas não são nada clichês e através de um susto e uma piada de alguma criança passa a ter a leveza para entender a história. 

O que achei e senti falta foi um pouco de como Andrés poderia ter feito a ligação das crianças, logo que elas se conhecem, acho q faltou um pouco de liga aí, como no fato de Ben ser resgatado pelos Bill, Eddie e Stan e como a amizade deles é estreitada, porém como eu disse, em duas horas não dá para colocar em mínimos detalhes tudo que se lê no livro, então o filme superou total minhas expectativas. 

E se você ainda não viu, tá fazendo o que aqui? Vai ver pelo amor de Deus. Agora se você já viu e ainda não leu o livro, tente ler. Você não vai se arrepender. Agora se você já viu, já leu o livro e não sabe o que fará até sair o capítulo 2 de It, então faça como eu: vai ler outros livros do King, para tentar controlar essa ansiedade brutal. 

Vem embarcar comigo!


Sinopse: Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado "Losers Club" - o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do "Losers Club" acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise
Classificação indicativa: 16 anos
Data de lançamento 7 de setembro de 2017 (2h 15min)
Direção: Andy Muschietti
Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard e mais
Gêneros: Terror, Suspense
Nacionalidade:  EUA

10 de agosto de 2017

{Resenha} It: a Coisa

Hoje a resenha é sobre o livro "It - a Coisa" de Stephen King.

Eu comecei a ler esse livro nas minhas férias do ano passado (setembro), e confesso que acelerei a leitura esse ano e vocês já devem imaginar porquê não é?! Depois do primeiro trailer do Remake do filme, eu fiquei bem ansiosa para terminar essa leitura e poder fazer uma comparação entre os dois. 

A príncipio não imaginei que meu segundo livro do King iria causar um estrago em mim. Sim, esse livro é um dos melhores no gênero de suspense e terror e sabe quando fica com um gostinho de quero mais?! Na última página desse livro eu já estava sofrendo pelo fim. 

O livro retrata a história de sete crianças, no verão de 1958, em uma pequena cidadezinha do Maine, chamada Derry. Pois é, tudo acontece em Derry, estou começando a levar essa frase a sério. 
Bill Denbrough, Richard Tozier, Stan Uris, Michael Hanlow, Eddie Kaspbrak, Ben Hanscom e Beverly March faziam parte do Clube dos Otários e descobriram o que era a amizade, a confiança, o amor e o Medo. 

O livro é narrado entre passado (1958) e presente (1985). Líder do Clube dos Otários, Bill, vê sua vida se transformar e desmoronar logo nas primeiras páginas do livro, e o que os seus outros seis amigos tem em comum? Todos sem exceção conseguem ver Pennywise, o palhaço aterrorizar de crianças, mas que pode se transformar em qualquer Coisa e no pior dos seus pesadelos, dependendo da situação.  

Ao início do livro você já vislumbra as atrocidades que esse palhaço é capaz de fazer com as crianças de Derry, e os amigos hoje adultos, 27 anos depois se vêem na cidade novamente, vivenciando o que  a Coisa fez tanto em 1958 quanto em 1985. 

Em uma trama onde os pontos são interligados e os personagens bem desenvolvidos, vimos que King não mede esforços para ficarmos com medo e um pouco apavorados com o que acontece aos protagonistas. 

Eu comecei a desenrolar e desevolver mais a leitura no meio para o fim, onde a trama fica envolvente e acaba nos fazendo entender muitas coisas. Sabendo que a primeira parte, o autor acaba se prendendo nas descrições dos personagens, então é uma leitura mais arrastada, mas não menos importante para todo o contexto da história. 

Ao fazer essa resenha, tive o maior cuidado de não passar nenhum Spoiler, visto que o filme estará nas telonas do cinema em breve e é uma oportunidade de todos lerem o livro, mas pô King, uma narrativa mais para o final do livro que não tinha necessidade nenhuma, acredito que saberá o da qual estou falando. Além de ser desnecessária, me causou um certo repudio, mas enfim, apesar desse pequeno episódio, o livro em si é espetacular. 

Algumas pessoas podem até dizer que o livro não dá medo, que o palhaço, ou as outras formas dele não são assim tão aterrorizantes, mas acredito que cada um vai se assustar de acordo com o que acredita e suas ideologias, não estou aqui falando que você tem que ficar com medo ou que simplesmente não irá dormir a noite. Estou falando que o livro trás uma narrativa de suspense que te tira o fôlego e que sim, passa um medo surreal. Eu fiquei meio apreensiva em algumas partes e me vi olhando para a porta para ver se realmente estava sozinha rs. 

Um dos melhores livros do King e uma narrativa espetacular, faz com que você fique vidrada nessa história e se conecte com cada personagem descrito, tanto criança como adulto. Eu amei o livro, virou meu favorito do ano e estou ansiosíssima para o filme estrear. Vem embarcar e flutuar no boeiro comigo! Estamos todos te esperando❤.



Título: It: A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1.103
Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.


6 de novembro de 2016

{Resenha} Revival

Hoje a resenha é sobre "Revival" de Stephen King.

Li o livro para o Clube de Leitura do mês de outubro e confesso que me surpreendeu.

Que livro, que enredo, que história! 

Sabia que King era gênio, mas a cada leitura dele eu venho me surpreendendo mais e mais. 

O livro conta a história de Jamie Morton, que narra a trajetória da sua vida e está diretamente conectado com Charles Jacobs, um reverendo que marca e marcará a vida de Jamie de diversas maneiras e em várias fases. Ainda na infância de Jamie, a família de Jacobs acaba passando por um grave acidente, que o faz rever o seu conceito de fé em Deus. 

O reverendo tinha uma paixão pela Eletricidade e faz disso o meio de explorar seus dons sobrenaturais e o que pode estar relacionado a cura de doenças através da própria eletricidade, porém toda cura através de seus aparelhos criados trazem para a vida dessas pessoas efeitos colaterais de que elas e nem Jacobs imaginam, e é nessa trama de curas, religiosidade, sobrenatural, amizade, descrença, medo e terror que a trama é composta. O final te faz ter um vislumbre do que há atrás do véu da morte e é isso que nos faz ficar aterrorizados. 

O livro não é composto de mocinho e vilão e sim um aparato de personagens que se desenvolvem, cada qual com seu medo e sua visão de vida que vão além do que nossos olhos podem enxergar. 

O que mais me chamou a atenção é que o livro tem a perspectiva de Jamie e a sua trajetória, e o modo como é narrado, nos remonta ao pessimismo e ao mesmo tempo a uma força sobrenatural, que faz você mudar isso. 

O livro nos fala sobre a questão da fé cega através da religião e a descrença através de uma decepção e é isso que me faz pensar! 

A primeira vista, quando comecei a ler o livro, achei a narrativa bem arrastada, falando bem a verdade, porém no decorrer das páginas você acaba se conectando com os personagens e com a história. O que nos faz pensar que King criou todo o enredo para entendermos melhor o porquê do final e posso falar para vocês que se estão esperando um final feliz? Leiam o livro!

Não, não estou exagerando rs. Esse é um livro que vale a pena ser lido. No começo você pode até achar que foi enganado e que está arrastada a leitura, mas persevere pois você não vai se arrepender. 

E boa leitura!


Título: Revival
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
Sinopse: Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes.
Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta. Até que uma desgraça atinge Jacobs e o faz ser banido da cidade.
Décadas depois, Jamie carrega seus próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados.




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