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19 de fevereiro de 2021

{Resenha} Até que você se lembre

Hoje a resenha é sobre o livro "Até que você se lembre" de Pamela Campos de Souza. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu recebi esse livro da própria autora, para ler e resenhar e confesso que me surpreendeu muito. 

No livro, vamos conhecer a história de Catharina e Vicente. Os dois são melhores amigos desde que se conhecem no primeiro dia de aula. Catharina com a sua irreverência e alegria, conquista o tão calado e tímido Vicente. E desde então, os dois não se desgrudam. 

Só que com a chegada da adolescência, Catharina percebe que não sente só um amor de amizade pelo Vicente, sente que algo mudou e não sabe como conversar com o amigo. Ainda assim, a amizade continua, e depois de três anos de agonia, Catharina se vê obrigada a falar, mesmo que isso causa a separação dos amigos. 

O que não esperava era que Vicente sofresse um acidente, o que mudaria o rumo da relação e da convivência dos dois da água para o vinho. 

O bom de ler esses romances mais clichês é que eles dão um quentinho no coração e você se permite vivenciar a sofrencia dos protagonistas. 

Catharina é uma adolescente decidida, mas ainda imatura e age com muita impulsividade, mesmo tendo pais que a auxiliam e a ajudam quando ela precisa, ainda bate muito a cabeça até entender o que de fato sente por Vicente. 

Já o nosso Vicente, é aquele típico adolescente que não sabe o que quer e que acha que o mundo está a sua disposição, então quando as coisas tomam outro rumo ele de fato acorda para a vida e se permite vivenciar as aventuras e desejos sem medo. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal

Eu gostei bastante dos protagonistas, mas amei mais a amiga da Catharina, Carol, que é doidinha e que não tem papas na língua, faz tudo para defender a amiga e vivencia um romance proibido que ficará marcado na história. 

Achei que o final poderia ter sido encurtado um pouco, visto que as cenas não se desenrolavam como aconteceu no início e meio do livro. De resto, o livro é bem fofinho, uma leitura que fará você voltar lá para os seus 17 anos e lembrar dos amores correspondidos, dos dramas vivenciados e de finais felizes, que é isso que todos desejamos. 

A escrita da Pamela é fluida e super rápida. Super recomendo! Vem embarcar comigo nesse embalos de sábado à noite teen. 


Onde Comprar: Amazon
Título: Até que você se lembre
Editora: Pamela Souza
Páginas: 423
Sinopse: Catharina e Vicente são melhores amigos desde os sete anos. Com a chegada da adolescência e, dos hormônios à flor da pele, ela percebe que não gosta dele somente como amigo, sentimento esse, que ela acredita não ser correspondido por ele. Em um ato impensado, Catharina acaba revelando ao melhor amigo o que sente e, ele não recebe a notícia da melhor forma, como já era esperado. Horas depois, ao sair de uma festa, Vicente sofre um acidente de carro e acorda, dias depois, com uma amnésia parcial, decorrente das lesões sofridas pela batida. Acontece que Vicente não se lembra de muitas coisas de sua vida, dentre elas, Catharina.
Os dois acabam ficando mais unidos no período de recuperação do jovem, mas Catharina sabe que quando a memória dele voltar pode perdê-lo para sempre.
O conto de fadas da garota apaixonada se torna um pesadelo, com dramas e intrigas. O amor prevalecerá quando tudo voltar ao normal? O amor verdadeiro pode superar o esquecimento de uma vida?

16 de junho de 2020

{Resenha} Agora e para sempre, Lara Jean

Hoje a resenha é sobre o livro "Agora e para sempre, Lara Jean" de Jenny Han. 

Foto retirada de Arquivo Pessoal


Último da trilogia, esse livro é o anúncio do fechamento da vida de uma Lara Jean que conhecemos com dezesseis anos, totalmente insegura e imatura. Lá no início do ensino médio, a irmã Song do meio só queria estudar e entrar na Universidade da Virgínia, para ter que continuar morando com o pai e a irmã caçula e não perder esse vínculo afetivo que ela tanto ama. 

E se você não leu os dois primeiros livros, aqui vai conter alguns spoilers, então, se não quiser saber, não continue a ler essa resenha. Agora se você já leu os dois anteriores, vem discutir comigo o que achou desse último. 

Lara Jean vive de fato o namoro que tanto quis e idealizou com Peter Kavinski. É fofo de ler essa ligação tão pura e intensa, que é esse namoro adolescente. Os dois estão ansiosos para ir para a faculdade, mas vários questionamentos são colocados à prova. 

E se Lara Jean não for para a faculdade que tanto idealiza? e se essa relação não durar durante o curso? E, se ela não conseguir lidar com todas as mudanças que ocorrerão na vida dos dois, pós ensino médio?

São muitos questionamentos que é posto a prova na relação dos dois e das duas famílias. Margot aparece mais nesse livro e vimos o quão importante é o relacionamento e o laço entre as irmãs. Trina, a vizinha que virou crush e namorada do pai das meninas também tem um papel importante no desenvolvimento emocional de Lara Jean. Confesso que adorei essa personagem e acho que não seria tão perfeito se Trina não tivesse aparecido. 

E vamos falar da nossa adolescente e protagonista dessa trilogia que nós amamos e odiamos ao mesmo tempo. Confesso que no início do livro estava achando a Lara Jean uma chata, nossa, como ela só vivia em função do Peter e em tudo que ele fazia. E como nada para ela, do que ele fazia também estava de fato bom. Eu confesso que cansei, até que tudo mudou após a viagem dela com a melhor amiga Chris, para a Carolina do Norte. Ela apareceu mais dona das suas decisões e começou a questionar de fato como as escolhas dela fariam diferença no relacionamento com Peter. 
Foto retirada de Arquivo Pessoal

Lara Jean evoluiu muito enquanto protagonista, dentro dos três livros, mas as escolhas dela nesse último, fez ela provar o seu valor, como mulher e como irmã e filha. Ela não se deixou levar pelo que os colegas falavam e foi guiada pelos seus sentimentos e pelo seu coração. E é aí que eu fui fisgada por essa personagem. Lara é sensível, carinhosa e muito amiga. Ela é importante para a família e para o namorado. E essa relação é linda de se ver. 

E assim, não tem como não se apaixonar por Peter. Gente, que menino mais fofo. Eu shippo demais os dois. Ele é muito carinhoso e faz de tudo para agradar Lara Jean. E no final, você acaba querendo ver mais dos dois. Confesso que fiquei triste por ter terminado a trilogia. 

Então, se você não leu nenhum dos livros, vem ler. Você não resistirá, assim como eu não resisti, porque essa trilogia mostra o valor da amizade, da família e do amor e não tem como se apaixonar. 

Onde Comprar: Amazon
Título: Agora e para sempre, Lara Jean
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?
 

2 de janeiro de 2020

{Resenha} P.S.: Ainda amo você

Hoje a resenha é sobre o livro "P.S.: Ainda amo você" de Jenny Han.
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Segundo da trilogia que conquistou a coração de várias pessoas, Lara Jean vem tentar dar um rumo para o relacionamento de "mentira" com Peter Kavinsky  que culminou com seu fim, como acabou o primeiro livro.

Confesso que esse livro é bem mais interessante e envolvente do que o primeiro. Não sei se gostei mais porque a nossa protagonista está um pouco mais confiante e menos chatinha, mas a questão é que há um desenrolar na história que faz você querer saber como irá terminar. E isso me motivou a lê-lo super rápido.

Lara Jean e Peter de fato começam a namorar, de verdade, mas um vídeo dos dois, acaba colocando algumas coisas da relação em xeque e eles terão que ser muito fortes para conseguir dominar esses eventos externos. Por outro lado, Lara Jean fortalece mais a relação dela com as irmãs, e a Kitty acaba sendo sua aliada em vários momentos, até quando elas tentam achar uma namorada para o pai.

Genevieve não vai deixar barato o fato de ter sido trocada pela sem sal da Lara Jean e esse triângulo amoroso acaba sendo a parte mais chatinha e um pouco desgastante do livro.

Um personagem que veio para dar uma balançada no casal é John McClaren. Um ex-aluno e colega da Lara, que veio para deixar a história um pouco mais animada e movimentada.
Foto retirada de Arquivo Pessoal
Eu achei que nesse livro a nossa personagem principal está um pouco mais ativa, mas ela é bastante insegura e tem momentos que dá vontade de socá-la, porém eu ainda gosto bastante da Lara Jean, acho ela uma típica adolescente que adorava ficar em casa, mas que está namorando o cara mais badalado da escola e tem que lidar com essa fama que acaba respingando nela, obviamente.

Por outro lado, eu acho também que em muitos momentos ela é aquela típica menina mimada e isso me irrita um pouco também . Entretanto, achei que a Lara evoluiu bastante do primeiro para esse livro.

E o final, minha nossa senhora dos leitores viciados. Confesso que queria um outro final, mas acredito que o terceiro livro possa me surpreender (assim espero). De todo modo, gostei bastante da leitura, eu precisava de um romance mais tranquilo para terminar o ano. Fiquei bem satisfeita. E ansiosa para ler o último da saga da Lara Jean, que no fundo, só quer ser feliz.

Vem embarcar nesse livro que vai fazer seu coração bater mais forte.

Onde Comprar: Amazon
Título: P.S.: Ainda amo você
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.




18 de junho de 2019

{Resenha} A pequena Sereia e o Reino das Ilusões

Hoje a resenha é sobre o livro "A pequena Sereia & o Reino das Ilusões" de Louise O'Neill.


Quando eu vi o lançamento desse livro, fiquei fascinada pela capa e pelo design dele. Um livro com uma diagramação tão bonita que estava ansiosa para a leitura. E confesso, que a leitura não deixou nada a desejar.

Quando eu era criança, sempre ouvia sobre as princesas, porém a Pequena Sereia foi uma que nunca achei nada demais. Acreditava, naquela época que, como uma mulher, metade peixe e metade sereia, largaria tudo para tentar a felicidade como uma humana? Não entendia muito bem, mas hoje ao finalizar a leitura desse livro, consigo entender todos os questionamentos que eu tinha e como criei uma ilusão na minha cabeça também.

Muirgen, ou Gaia, para os mais íntimos, é a sexta filha do Rei dos Mares. Uma jovem muito bonita com um  grande talento: a música. Porém, Gaia é uma menina muito sonhadora e ao ir para a superfície depois de completar quinze anos, fica encantada por Oliver. Ela tenta de tudo para se livrar das garras de Zale, a qual foi prometida em casamento quando completasse dezesseis anos.

Zale é um senhor de idade e faz de tudo para ter a sereia mais bonita do seu lado e conquistar o fundo do mar. O pai de Gaia sempre impôs um padrão de beleza e as meninas foram muito cobradas disso. 
Por tentar fugir um pouco desse padrão, e com medo de sofrer nas mãos de Zale, Gaia faz uma escolha que pode custar a vida dela.

O ponto alto do livro é quando Gaia já é uma humana e tenta se manter naquela situação, mesmo com todas as dificuldades vivenciadas. Uma crítica ao padrão de beleza, a cobrança da sociedade em torno da mulher perfeita, é feita. Além disso, temos várias nuances no livro que nos faz pensar e criticar sobre temas importantes como homossexualidade, violência contra a mulher, abuso sexual e tantos outros que me fizeram admirar muito a escrita da autora.

A Gaia é uma protagonista bem sonhadora, uma adolescente que acredita que seus sonhos um dia irão se realizar e se vê rodeada de pessoas que não a ajudam a desconstruir essa ideia. Foi bem angustiante vir por tudo que ela teve que passar, para de fato entender o que é o mundo real. Uma personagem bem importante no livro e que não seja valorizada é a Eleanor, mãe do Oliver. Ela entende os desejos de Muirgen e sabe de fato no que a menina está se metendo, por conhecer muito bem seu filho e por ter passado pelo mesmo processo que Gaia está passando, só que com seu marido.

A leitura é bem interessante. O livro vem para questionar muitas questões da sociedade atual, de uma forma sutil. Eu adorei a leitura. Leia de mente e peito aberto, porque você pode se surpreender bastante. 

Vem embarcar nessa fantasia do fundo do mar.


Título: A pequena Sereia e o Reino das Ilusões
Autor: Louise O'Neill
Editora: DarkSide Books
Páginas: 224
Sinopse: TUDO PARECIA CALMO E COMUM NA SUPERFÍCIE... MAS NO FUNDO ERA O INICIO DE UMA REVOLUÇÃO!
Esqueça as histórias sobre sereias que você conhece. Esta é uma história diferente — e necessária. E tudo começa no fundo do mar. Com uma garota chamada Gaia, que sonha em ser livre de seu pai controlador, fugir de um casamento arranjado e descobrir o que realmente aconteceu à sua mãe desaparecida.
Em seu aniversário de quinze anos, quando finalmente sobe à superfície para conhecer o mundo de cima, Gaia avista um rapaz em um naufrágio e se convence de que precisa conhecê-lo. Mas do que ela precisa abrir mão para transformar seu sonho em realidade? E será que vale a pena?
A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões chega para trazer um pouco mais de contos de fadas para a linha DarkLove, da DarkSide® Books. Mas não do jeito que você espera; aqui, a história original de Hans Christian Andersen — e também suas versões coloridas e afáveis em desenhos animados — é reimaginada através de lentes feministas e ambientada em um mundo aquático em que mulheres são silenciadas diariamente — um mundo que não difere tanto assim da sociedade em que vivemos.
No reino de ilusões comandado pelo Rei dos Mares, as sereias não recebem educação, não têm direito de fala, devem se encaixar em um padrão de beleza impossível e sempre sorrir. É neste cenário que a autora irlandesa Louise O’Neill apresenta uma história sobre empoderamento e força feminina. Com narrativa e olhar afiados, a autora ainda desenvolve aspectos do conto original que passaram batido, como o relacionamento de Gaia com as irmãs e as camadas complexas da Bruxa do Mar.
A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, que chega ao mundo acima da superfície da água com o padrão de qualidade que virou marca registrada da DarkSide® Books, mostra como, em um reino comandado pelo patriarcado, ter uma voz é arriscado. Mas também como querer usá-la é uma atitude extremamente poderosa e valiosa. Ainda mais em tempos tão sombrios.






31 de janeiro de 2019

{Resenha} Para todos os garotos que já amei

Hoje a resenha é sobre o livro “Para todos os garotos que já amei” de Jenny Han.


Quando eu vi a capa desse livro achei bonitinho mas não me apaixonei de fato. Procurando um livro mais leve para ler no fim do ano, resolvi dar uma chance a ele, e assim como todos os fãs da trilogia, só posso dizer que me surpreendeu muito positivamente.

Lara Jean é uma jovem de 16 anos, que tem uma relação muito forte com as irmãs Kitty e Margot, e o pai. Após a morte de sua mãe, Lara assumiu a missão de ajudar a sua irmã mais velha a cuidar de Kitty e se viu amadurecer muito rápido. Uma jovem sonhadora que cursa o ensino médio, e carrega um segredo. Ela escreve cartas de amor. Não cartas de amor para seus namorados (porque ela nunca namorou), mas cartas de despedidas, quando acha que já não está mais apaixonada. 

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Só que Lara Jean não imaginava é que essas cartas iriam parar nas mãos dos seus destinatários, inclusive para o atual namorado de sua irmã Margot, Josh, por quem Lara Jean nutria uma paixão no ginásio. 

Imagina o seu desespero, e para minimizar o dano que essa carta pode causar na relação com Josh e com sua irmã, Lara faz um acordo com um outro destinatário: Peter Kavinsky. Peter é popular, super lindo, jogador de Lacrosse enquanto Lara Jean adora ficar em casa lendo e cozinhando, mas devido a tamanha enrascada em que se meteu, Lara Jean aceita namorá-lo de mentirinha. Os dois mantém uma relação um tanto quanto diferente e a partir daí a história de desenvolve e nos vemos apaixonados pelo casal de mentirinha também. 

A história se torna bem interessante a medida que conseguimos vir Lara Jane como uma personagem que sofre bullying por ser oriental e que é fiel a suas origens. Além de temas que são abordados como o luto, o sofrimento, a força da mulher perante a sociedade e como elas se organizaram para lidar com tudo isso, a amizade e até mesmo o amor. A construção dos personagens masculinos são importantes também para a construção da história e só posso dizer que o pai da nossa protagonista é maravilhoso. 

Amei o livro ao longo da leitura, pois você acaba se envolvendo também com o drama vivido por Lara Jean. No fim ela só quer ser feliz e o que todos nós desejamos. 

Podemos até achar que o livro é um mero clichê mas ao se deparar com a história, você começa a perceber que ele vai além de ser só clichê. Ele é maravilhoso. Vem conferir essa história que fará você se arrepiar.


Título: Para todos os garotos que já amei
Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

23 de dezembro de 2018

{Resenha} O ódio que você semeia

Hoje a resenha é sobre o livro "O ódio que você semeia" de Angie Thomas.


Eu comecei a ler esse livro e demorei um pouco pra finalizar. Em parte porque fiquei bem impactada com a história e em parte porque o começo é um pouco lento mesmo. 

Starr é uma adolescente de 16 anos que acaba se moldando ao seus dois mundos, a sua realidade em família em uma comunidade predominantemente negra e a sua outra realidade em uma escola, fora de seu bairro, que tem quase noventa e nove porcento de alunos brancos. Por ser de classe média e ter um pouco mais de condições, os pais de Starr preferem matriculá-la em um colégio que fará com que ela vá para uma boa Universidade, só que o impacto disso é o distanciamento dela da sua cultura.

Na primeira realidade Starr se sente segura, acolhida e respeitada enquanto potência feminina, na segunda realidade vive o racismo enraizado naquela sociedade, que na maioria das vezes é velado. 

A história do livro começa com Starr e Khalil, seu amigo de infância, que estão voltando para casa quando são parados por 2 policiais. O carro é revistado, não encontram nada. Khalil é revistado, também não encontram nada, porém ao se virar para falar com sua amiga, cujo o rosto é tremenda aflição e preocupação, um dos policiais fica com "medo" e atira, tirando a vida de Khalil. 

A partir daí, Starr sendo a testemunha principal do caso, se vê em uma situação que até então ela só escutava de seus pais, avós, mas que nunca havia presenciado que é a morte de pessoas negras sem qualquer justificativa. 

O nome de Khalil é associado ao tráfico de drogas como uma forma de justificar o assassinato, porém naquele momento o policial não sabia dessa informação. 

Starr se vê em conflito, pois na sua escola começa a entender que sofre racismo inclusive por amigas que achava que poderia considerar irmãs. A menina, apesar do luto, se vê em uma situação para vingar a morte de seu amigo e ela sabe que a sua única arma é FALAR. 

Starr começa sofrer ameaças e sua família se vê em um dilema para proteger também a menina de todos esses riscos. 

Um livro que nos conta, de uma forma triste e ao mesmo tempo intensa a morte, a luta, a resistência e a vida em uma sociedade racista, machista e preconceituosa. Uma sociedade que não sabe o que significa a palavra empatia e que não entende que o preconceito está nas mínimas coisas, em uma brincadeirinha, uma palavra e até mesmo um gesto.

E o livro nos mostra o quão forte é a fala de uma menina negra que mora no gueto e de um policial, homem branco que tem uma carreira a zelar. Uma adolescente que já passou por muitas frustrações e que se vê em uma posição que fará muita diferença tanto para ela como para os pais. 

Confesso que esse livro me deixou bem impactada, me senti triste e angustiada pela pressão que a Starr vinha sofrendo. Lidar com os colegas na escola, com a família e com sua comunidade em um momento de perda de um amigo e aceitação do seu envolvimento com o movimento negro na sua comunidade. 

É bonita a forma como ela vai crescendo ao longo da leitura e como ela lida com as coisas e vai envolvendo também outras pessoas para minimizar o impacto da morte de Khalil. Ele foi assassinado e esse é o ponto de partida.

O papel da polícia no livro deixa claro de que cada um quer defender o seu lado, não importa o que faça e o modo de agir. E pensar, que a polícia tem o papel principal de proteger o cidadão e isso é questionado quando se envolve um local onde existe trafico de drogas e violência.

Um livro que fará você abrir sua cabeça para muitas coisas que acontecem até hoje na nossa sociedade, que fará você ficar com raiva, chorar e até mesmo rir de alguns fatos, mas que deixará uma grande reflexão na sua vida. 

Vem ler esse livro e depois já aproveita e vai assisti-lo no cinema também. 





Título: O ódio que você semeia
Autor: Angie Thomas
Editora: Galera Record
Páginas: 378
Sinopse: Uma história juvenil repleta de choques de realidade. Um livro necessário em tempos tão cruéis e extremos.
Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo. 
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, divertida, mas ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.

21 de janeiro de 2018

{Resenha} La Belle Sauvage

Hoje a resenha é sobre o livro "La Belle Sauvage", Volume I de O livro das Sombras, de Philip Pullman.

Eu recebi esse livro e já achei ele bem interessante só pela sinopse, mas como é uma fantasia, esperei um pouco para ler.
A princípio a história começa de uma forma lenta e começamos a conhecer um pouco o personagem que fará total diferença lá na frente.


Malcolm Postead é um menino de 11 anos muito curioso, seu daemon Asta, o acompanha nas brincadeiras e na sua canoa nomeada como La Belle Sauvage. Malcolm trabalha como garçom na estalagem da família - A truta. O menino também gosta de ajudar as freiras do convento em frente a estalagem, por ser muito prestativo e gostar bastante das irmãs. O seu único desafeto é a menina Alice, que também trabalha na Truta. Aos 15 anos, Alice é bem desconfiada e seu daemon Ben é bem quieto igual a ela. Malcolm e ela tem uma desavença, mas isso acaba mudando ao longo da história e se torna bem interessante acompanhar essa mudança. 

Os dois são importantes, pois o menino Malcolm tem um afeto pela Lyra, uma bebê que está sendo cuidada pelas irmãs do convento, só que ela está em perigo e tanto Malcolm quanto Alice farão de tudo para ajudá-la.

A história a princípio é bem arrastada e o início lento faz com que ficamos impacientes do que acontecerá com os meninos e a bebê. Porém ao longo da leitura você vai se afeiçoando aos personagens e as costuras vão sendo feitas.

De uma forma bem interessante, lemos uma fantasia com daemon, fadas e uma bebê que precisará de uma força tarefa para se salvar das garras de seus inimigos. Eu gostei bastante da escrita do autor, porque apesar de ser uma leitura que se inicia de uma forma mais lenta, do meio para o fim, você está louco para saber o que irá acontecer e a leitura flui mais rápido.

Apesar de eu não ler muitas fantasias, essa foi uma da qual gostei e indico. E para quem não leu, assim como eu, seria interessante ler "A Bússula de Ouro", essa já é uma leitura que está na minha lista. E agora aguardarei a continuação para saber como irá terminar a história da nossa bebê Lyra e seus protetores, Malcolm e Alice.

Vem embarcar nessa canoa movida a muita aventura.

Título: La Belle Sauvage - O livro das Sombras #1
Autor: Philip Pullman
Editora: Suma
Páginas: 434
Sinopse: Phillip Pullman volta ao mundo da trilogia Fronteiras do Universo, para outra aventura eletrizante envolvendo daemons, aletiômetros, o Magisterium e, claro, o Pó. La Belle Sauvage é o primeiro volume de uma nova trilogia chamada O Livro da Sombras, e se passa dez anos antes dos acontecimentos de A Bússola de Ouro, se centrando em Lyra e Pantalaimon, ainda bebês. Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem."Sempre quis contar a história de como Lyra acabou morando na Faculdade Jordan. Este livro e o próximo cobrem dois momentos da vida dela: partindo bem do início e retornando vinte anos depois. Quanto ao terceiro livro, ainda é segredo." - Phillip Pullman

22 de setembro de 2017

{Resenha} Ecos

Hoje a resenha é sobre "Ecos" de Pam Muñoz Ryan.

Esse livro nos faz sentir algo indescritível, porque através da música ele consegue nos tocar e assim como o fez com os personagens, ele nos embala e nos leva a lugares que talvez nem sonhamos em conhecer. 

Ecos, ao início do livro, nos narra a história de 3 princesas que escaparam da morte para acabarem como prisioneiras de uma bruxa não tão boa assim. Quando estão na fase adulta resolvem abandonar a bruxa e tentar encontrar seu antigo lar, só que a bruxa lança uma maldição sobre elas, de que elas precisam salvar uma vida, até que consigam ir embora da floresta aonde estão presas e assim a nossa história se inicia.

Ecos foi vencedor do Prêmio Newbery Honor Book, e Pam nos traz uma fábula que transforma a tristeza de uma guerra e a Depressão econômica nos Estados Unidos em uma linda história sobre como a música pode transformar sonhos em realidade. 

Ao longo das páginas nos deparamos com 3 histórias, de três crianças que estão vivendo em momentos de vida diferentes porém que são ligados pela mesma paixão: a música. 

Cada qual com seu sonho, que pode ser quebrado ou não, pelo momento vivido: Friedrich, é um garoto com uma deficiência, mas que sonha em se tornar um grande maestro, tendo que lidar com a Alemanha nazista. Mike só tem um objetivo, ficar junto de seu irmão mais novo e ele fará de tudo, tudo mesmo para que os dois não se separem. E Ivy que tenta se adaptar a uma nova escola, uma nova amizade e ainda assim não temer pelo irmão que está servindo os Estados Unidos na Guerra. 

Três histórias com suas peculiaridades, que se interligam e que no fim nos faz refletir sobre o que significa a força da amizade, do amor, da perseverança e da fé em nós mesmos. 

Em cada página lida, eu me debulhava em lágrimas, ria e ao mesmo tempo ficava irritada. Em um mundo que tudo que fazemos nos remete a machucar o próximo, ter um livro narrado em terceira pessoa mas que nos faz acreditar que a música transforma é muito gratificante. 

Eu confesso que quando terminei fiquei sem chão. Destruída. Desolada. Como uma história tão linda tinha acabado! Eu não estava preparada para o final da leitura, mas ela com certeza me arrebatou de tal forma, que ao olhar o livro, me vem o desejo de lê-lo de novo.

Com um final extraordinariamente belo e com um toque de sensibilidade sem igual, a Pam nos faz ficar de boca aberta e sim, nos emociona de tal forma, a ponto de querer abraçar a cada personagem e somente agradecer. Se eu gostei do livro? Esperem até chegar ao final dele.

A edição da DarkSide está linda, um livro belo para um história comovente é o que irão encontrar em Ecos, então venham embarcar na leitura desse conto de fadas que fará seu coração suspirar.


Título: Ecos
Autor: Pam Muñoz Ryan
Editora: DarkSide Books
Páginas: 368
Sinopse: Ecos, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música. A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda. Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. Assim como os leitores do livro em todos os países em que ECOS foi lançado. Prepare-se para também ser arrebatado e enfeitiçado por essa fábula harmônica.





20 de setembro de 2016

{Resenha} Simon Vs A agenda Homo Sapiens

Hoje a resenha é sobre o livro "Simon vs a Agenda Homo Sapiens" de Becky Albertalli.

Eu comecei a ler esse livro na minha viagem, nas férias, ao Peru. Gente e não é que o livro é um amorzinho, como diz uma amiga!

A história gira em torno de Simon, um adolescente que está em crise. Ele tem um dilema muito grande em relação a sexualidade, na verdade ele sabe que é gay, e não sabe ao certo como lidar com isso e como as pessoas o aceitarão. E para alegria de Simon, ele acaba "conhecendo" na internet Blue, um garoto tímido, introvertido, que também é gay e que ainda não saiu do armário. 

De uma forma irreverente e ao mesmo tempo, com um pouco de drama, Bechy nos leva de novo ao ensino médio e aos dilemas de ser adolescente, com um toque alegre e ao mesmo tempo, com questões que nos levam a reflexão. Não é fácil ser Simon, apesar de ter uma família que o ama e amigos que o apoiam, saber que é Gay e se expor não é fácil. Afinal, quem está preparado para se expor? Como será, se seus pais descobrirem
que seu único filho é Gay? Como os colegas de escola irão lidar com essa informação? E como fica a questão do preconceito?

Eu confesso que voltei para o Ensino Médio e a Becky de uma forma estupenda nos faz reviver dramas que tivemos, o bullying pelo qual passamos. O livro nos faz querer entrar dentro da história e abraçar o Simon e todos ao seu redor.

Eu só posso dizer que esse livro me fez ver e sentir um amor pelo Simon, pelo Blue, pela sua família maluca e até pelos seus amigos da escola. 

Se você ainda não leu, leia, vai abrir a sua mente para muitas questões que fechamos os nossos olhos, ou fingimos que não vimos. 

Se você já leu, venha falar o que achou dessa leitura. Eu vou adorar saber. 

Simon vai fazer você explodir de amor e vomitar arco íris!


Livro: Simon Vs A Agenda Homo Sapiens
Autor: Becky Albertalli
Editora: Intrinseca
Páginas: 272
Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. 
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. 
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.
“Os leitores vão se apaixonar perdidamente por Simon.”
Publisher’s Weekly
“Uma história honesta, atemporal e que com certeza fará você derrubar algumas lágrimas.”
Teen Vogue
• Simon vs. a agenda Homo Sapiens recebeu resenhas elogiosas em veículos como Entertainment Weekly, Publisher’s Weekly, Booklist, Kirkus Reviews e USA Today.
• O livro encabeça todas as listas de melhores livros do ano, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People’s Literature o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

10 de julho de 2016

{Resenha} Por Lugares Incríveis

Hoje a resenha é sobre o livro "Por lugares incríveis" da autora Jennifer Niven.

Eu confesso que quando comprei esse livro, queria uma leitura leve e bem fluida, uma leitura que me fizesse desanuviar dos sentimentos pelos quais mantive após a leitura de alguns livros densos e confesso que me surpreendi.

O livro conta a história de Violet Markey e Theodore Finch. Os dois se conhecem porque apresentam o mesmo sentimento: a vontade de se suicidar, porém nessa luta constante entre o consciente e o inconsciente/impulsividade eles acabam se conhecendo e, após um trabalho de escola em conjunto de geografia, começam a se ajudar na luta por se manterem vivos. 

A narração no livro é feita pelos dois e o que podemos observar é a inconstância nos sentimentos de ambos. Violet, que era uma garota animada, popular e namorava o cara mais gato da escola, perde o prazer de viver a partir do momento que tem que lidar com a dor da perda e se fecha. Finch quer mostrar várias partes dele, tendo em vista que cresceu em uma família desestruturada, com um pai abusivo e uma mãe fechada em sua bolha, acaba mudando constantemente de personagem para se firmar nesse mundo da adolescência, ao mesmo tempo difícil e cruel. 

O livro me levou a vários questionamentos, mas um deles me chamou mais atenção: Qual a real importância que damos a uma pessoa que quer tentar o suicídio ou que tentou se suicidar?

Violet era a menina marcada pela sua fama e pelas atividades dentro da escola e o luto pela perda da irmã foi entendido, mas ela era sempre cobrada a retomar sua vida de antes, a realizar suas atividades, mas ninguém entendia que ela ainda estava em luto e só queria sobreviver. 
Para Theodore, as coisas eram um pouco mais complicadas, ele sofria muito bulling e isso sempre foi considerado normal, pois as advertências e a quase expulsão acabavam contendo seu temperamento intempestivo. Ele era conhecido como o Aberração e por conta disso fazia coisas bizarras, que qualquer adolescente faria, porém isso era visto como chamar a atenção, uma bobagem e aí é que encontramos o nosso verdadeiro erro. O papel da família nessas situações são cruciais para tentar manter o diálogo e minimizar a vontade de executar a ação/ o ato de se suicidar.

Além disso, conseguimos identificar na leitura um amor que foi regado e transformou a vida de ambos, mesmo sendo um romance, é um livro que de clichê não tem nada. 
"Você foi, sob todos os aspectos, tudo que alguém poderia ser. Se existisse alguém capaz de me salvar, seria você."
A autora, com uma grande maestria, nos retrata temas que ainda são um tabu, como a depressão na adolescência, a bipolaridade e a ideação suicida. 
O livro traz a crítica a sociedade, as famílias e até mesmo amigos de jovens que um dia tentaram ou pensaram em atentar contra a própria vida. 
E ainda, Jennifer aborda o quanto uma rede familiar é importante para manter o diálogo constante impedindo com que o suicida ou paciente entre dentro da sua própria bolha e se feche.  

E em relação a minha pergunta lá em cima, o que eu vejo é que sempre tratamos um caso de ideação suicida como: "a é uma bobagem", "quer chamar a atenção" ou "é uma coisa momentânea e logo passará". A primeira coisa é entender que existe um risco e se há um risco, temos que intervir de alguma forma, e a comunicação é um passo muito importante. A pessoa está em sofrimento e as vezes a única saída é essa. Pode ser uma fuga? Sim, mas antes de julgarmos, que tal tentar ajudar, e assim minimizar um pouco o índice de suicídio. Hoje, esse assunto é visto como um tabu, mas precisamos abrir esses diálogos, precisamos orientar essas famílias, minimizar os danos causados por uma tentativa de suicídio ou o ato em si de perder um amigo/familiar dessa forma. 
Isso é um problema que assola muitos jovens no mundo inteiro, então temos que intervir, nem que seja notificando as equipes de saúde mental.  

E ainda sobre o tema, observamos que o índice de suicídios aumentou principalmente aqui no Brasil. De 2002 a 2012, houve um aumento dos 10 aos 14 anos de 40% e dos 15 aos 19 anos de 33.9%, o que podemos constatar é que não é tão simples assim e tomar cuidado em pensar que é uma simples besteira ou uma depressão ou tristeza que pode levar a um suicídio (Clique aqui para ler mais).

O que posso dizer é que o livro é lindo. A escrita é fluida sim, mas não é uma leitura leve. O tema é intenso e ao avançar das páginas você vai se sentindo como esses adolescentes. Foi um dos melhores que li esse ano e afirmo à você que a leitura vale muito a pena e vale cada página e cada lágrima derramada. 

Venha comigo embarcar por esses lugares incríveis pelos quais nossos protagonistas passaram.
"A esperança está em aceitar sua vida como ela se apresenta agora, mudada para sempre. Se puder fazer isso, a paz virá em seguida. Mudada para sempre."

Livro: Por Lugares Incríveis
Autor: Jennifer Niver
Gênero: Romance
Editora: Seguinte
Páginas: 336
Sinopse: Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão,
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.
o pai violento e a apatia do resto da família.

7 de julho de 2016

John Green

Olá Pessoal, hoje vou falar um pouco sobre a vida desse autor de vários livros publicados.

Imagem Retirada do Google
John Green nasceu em 24 de agosto de 1977 (igual minha irmã mais velha rs) em Indianápolis, nos EUA, porém a família mudou para Orlando, Flórida logo após seu nascimento.
Frequentou a Lake Highland Preparatory School e a Indian Springs School (Essa escola foi usada como cenário do livro Quem é você, Alasca?) e se formou pelo Kenyon College em 2000 com diploma de Inglês e Estudos Religiosos.

A inspiração de John surgiu quando ele passou cinco meses trabalhando como capelão estagiário em um hospital Pediátrico, enquanto estava matriculado na " University of Chicago Divinity School". Ele tinha planos de se tornar um pastor da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, porém a experiência o inspirou a ser um autor e a escrever A culpa é das Estrelas alguns anos depois.

Ele viveu em Chicago por muitos anos, onde trabalhou para o jornal Booklist como assistente de publicação e editor de produção, enquanto escrevia Quem é você, Alasca?. Ele também foi um crítico de livros para o The New Youk Times Book Review e escritor para NPR e outra rádio menor de Chicago. Green morou em Nova York por dois anos enquanto sua esposa fazia faculdade.

Chegou a vir para o Brasil divulgar o filme Cidades de Papel e ainda fez uma participação especial em Malhação.
John é casado e tem dois filhos. 

Livros 
AnoTítulo originalTítulo no BrasilTítulo em PortugalAdaptado para o cinema
2005Looking for AlaskaQuem É Você, Alasca?À Procura de Alaska2016
2006An Abundance of KatherinesO Teorema KatherineO Teorema Katherine
2008Let It Snow: Three Holiday Romances
(Com Maureen Johnson e Lauren Myracle)
Deixe a Neve CairQuando a Neve Cai2016
2008Paper TownsCidades de PapelCidades de Papel2015
2010Will Grayson, Will GraysonWill e Will, Um nome, Um DestinoWill e Will - Um nome, Um Destino
2012The Fault in Our StarsA Culpa É das EstrelasA Culpa É das Estrelas2014

Dos livros citados, eu li A culpa é das Estrelas , confira a RESENHA, e assisti ao filme adaptado, que também tem um post sobre isso no blog. O Green é um autor que escreve livros para jovens, a escrita é fluída e todos adoram, por isso eu trouxe um pouco mais da vida de John, para conhecermos suas origens e nos aproximarmos cada vez mais deles. 

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Green
http://johngreenbooks.com/
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